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miércoles, agosto 26, 2009
AUTOCRÍTICA?

Vocês já devem ter reparado: virou modinha criticar a classe média. Qualquer crítica referente a política, sociedade, cultura ou qualquer coisa se torna mais inteligente se cita a classe média em um tom jocoso.

Ora, qual é o problema em ser (da) classe média?

O perfil estereotipado da crítica é aquilo de sempre: católico, dois filhos, apartamento, carro seminovo, leitor da Veja, não gosta de mendigos, não vota nos “comunistas”... Enfim, um ser humano que talvez não exista.

De onde vem essa crítica? Dos ricos? Dos pobres? Não, da própria classe média. De quem precisa comprovar uma essência, um valor simbólico que nem sempre tem. Da classe média criada em escolas particulares que estuda em faculdades públicas, mantidas pelo governo com os impostos - opa! - da classe média.

Ué, é vergonha de ser classe média?

Classe média não pode ter pretensões. Tem que se contentar em ter um carro médio, uma casa média, viajar para férias médias, ter um celular médio e se vestir de roupas médias. Caso contrário, entra naquele círculo “ganha como pobre, vive como rico”.

Aham, claro. Porque só rico pode ter as coisas que quer. Vamos baixar nossas cabeças para eles. Pobre também não tem ambições, não pode ter planos. Tem que se contentar com vida de pobre, com casa de pobre, carro de pobre, comida de pobre.

Aliás, pobre não. Com os pobres, os críticos da classe média são bonzinhos. Eles podem reclamar, podem se mobilizar. Já a classe média, jamais! Classe média que critica, que reclama e que se mobiliza é egoísta, já que só milita em causa própria.

Claro... Foi tão bonito ver o MST apoiar a Parada do Orgulho Gay dos últimos dois anos, que eu até esqueci que as minorias não militam em causa própria. Ah, não? Isso nunca aconteceu? Quer dizer que os homossexuais não estão nem aí para os direitos dos negros? Como assim?

Sim! Os homossexuais estão mais preocupados com a causa dos homossexuais do que com a causa dos negros. E os negros estão mais preocupados com as políticas de cotas nas universidades do que com os índios. E os índios estão mais preocupados com a demarcação de terras indígenas na Amazônia do que com os gays. Surpresa!

Surpresa? A classe média pode não ser uma minoria, mas também quer reclamar aquilo a quem julga ter direito. Ônibus fretado, segurança pública ou o que for.

E se mudássemos a brincadeira? E se a crítica fosse feita à classe política, aos barões da imprensa, à minoria que concentra a renda da população brasileira? E se nos preocupássemos em eleger políticos melhores, que distribuíssem melhor os impostos e a arrecadação dos mesmos? E se promovêssemos políticas públicas para incentivar o transporte coletivo, desafogando o trânsito das grandes cidades?

Ou poderemos viver para sempre a base de críticas e de mobilização hipócrita e acomodada. Sim, pois temos todos que nos estagnar. Temos que agradar urgentemente os críticos da classe média. Vamos continuar a viver nesse sistema de castas sociais brasileiras, onde ninguém pode pensar em subir. Afinal, estamos todos garantidos contra uma queda nessa pirâmide, certo?

Por EMANUEL NOVAES às 9:59 AM
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martes, agosto 18, 2009
“A MELHOR DO MUNDO”

Quando eu conseguir minha independência financeira, é natural que eu pense em ter um carro. E pode até ser um carro bem escrotinho mesmo, desde que não seja um Hyundai.

E não se trata meramente de preconceito com carros asiáticos – vocês entenderão mais pra frente. É simplesmente um conceito criado após assistir aos comerciais da marca na TV. Sério, é provável que sejam os piores a passar no Brasil, e talvez os únicos a levar gente de bom senso a não comprar um produto.

Vou explicar os meus motivos. O primeiro que eu vi era a propaganda do Vera Cruz. Infelizmente, não achei no YouTube – e se alguém o fizer, agradeço. Em inglês (por preguiça do departamento de marketing da Hyundai, ou para dar aquela “impressionada” na peça mesmo), o comercial mostrava um SUV desfilando na rua, com um letreiro que dizia what demand world’s atention (ou “o que atrai atenção do mundo”).

As respostas: “stylish power” (“poder estiloso”, numa tradução livre) e “powerful style” (“estilo poderoso”). E por falar em respostas e traduções tacanhas, o comercial foi posteriormente traduzido, antes de sair do ar.

Mais tarde, a Hyundai colocou outra pérola no ar: a propaganda do Tucson. Não sei se a intenção era mostrar “gente como a gente” explicando o motivo de ter comprado outro SUV. Provavelmente não, já que essas pessoas têm empregos e poder aquisitivo melhores que o nossos. Enfim, tirem suas próprias conclusões:


Não vamos legendar adequadamente este vídeo para não "viciar" opiniões, OK?


Talvez vocês tenham visto toda a série – este vídeo acima é uma “compilação” dos depoimentos espontâneos dos felizes compradores. Não sei se serviu para vocês tirarem conclusões. Eu, que vi todas as propagandas, tirei algumas.

1. A proposta aí é identificar os motivos que fizeram o Tucson o melhor SUV do Brasil e do mundo. A primeira resposta é da arquiteta Renata Benini. “Porque eu me apaixonei por ele.” Ah, bom! Baita argumento para que eu gaste R$ 50 mil em um carro! Aliás, Renata provavelmente se apaixonou pelo próprio marido. Se suas amigas souberem disso, podem se interessar pelo modelo – mesmo que usado.

2. “É meu. Zero bala, acabei de comprar”, diz o empresário Rodrigo Gimenes. OK, e daí?

3. Francisco Tozzi, administrador de empresas, é responsável por um dos melhores depoimentos da série – e que, infelizmente, não aparece no vídeo. Segundo ele, é gostoso dirigir vendo tudo “de cima”, referindo-se à elevada altura do carro. Mas Tozzi certamente não tem a vista que eu tenho da Avenida Paulista quando volto de ônibus do trabalho. Aquilo sim é ver de cima!

4. “Bom de curva”, diz Ricardo Araújo, diretor de marketing. Ufa! Ainda bem que inventaram um carro que não anda só em linha reta, né?

5. Por fim, Gabriela Guerra, diretora de criação. É aquela que diz que passou “supertranquila” por uma enchente. Essa, definitivamente, é a melhor testemunha de toda a série – e que, mais uma vez, não tem a devida chance de brilhar no vídeo acima. Pra constar: a peça que conta com seu depoimento completo é encerrada com uma frase da própria Gabriela, que diz que “tem aventuras na cidade e aventuras no final de semana” com seu Tucson. Aham, como se a gordinha aí fizesse um off-road por semana, né?

Então, eis que a Hyundai traz seu novo carro para o Brasil, o i30. Na primeira propaganda que veiculou por aqui (clique aqui e veja), os coreanos já deram na cara que o modelo é “inspirado” no BMW Série 1 hatch. Se você ainda não viu os dois por aí (e eu tive a sorte de, lá do ônibus, ver os dois lado a lado na rua), compare as fotos:


OK, a montagem é bem ruim. Mas acho que serve, não?


Pode ser que as fotos não sejam boas. Mas se a “inspiração” na BMW não serviu para estragar o carro (que, sério, é bem mais feio que o BMW!), eis que os gloriosos publicitários da agência Z+, do grupo francês Havas, criaram (na verdade, dublaram) esta bela peça publicitária para o carro:


Perceba a cara extremamente humana que o "protagonista" tem.


O pessoal leva muito a sério essa história de que filhotes são capazes de vender qualquer coisa, não?

Mas é claro que a Hyundai é dá uns tiros certeiros de vez em quando. Exemplo disso é o Azera, que é um carro lindo e que tinha um comercial bastante interessante (e que, pra variar, eu não achei). Infelizmente, porém, é provável que eu nunca tenha dinheiro para comprar o único tiro certeiro da Hyundai.

Se eu tivesse, só por dó, compraria o Azera. Só por dó. Afinal, jamais que eu trocaria um BMW legal por um coreano requentado.

Por EMANUEL NOVAES às 8:14 AM
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lunes, agosto 10, 2009
TELA AZUL FROM HELL

Antigamente, quando ainda tínhamos os incríveis comerciais de cigarro na TV, havia sempre uma mensagem em uma tela azul que encerrava cada propaganda: “o Ministério da Saúde adverte: fumar pode ser prejudicial à saúde”. OK, esse “pode ser prejudicial” parece aquele papo de professor que “convida” o aluno a se retirar da sala. Mas vamos em frente.

As propagandas de cigarro saíram do ar há uns dez anos. Não sei se o número de fumantes caiu, mas enfim... Por um bom tempo, os anúncios de tela azul ficaram esquecidos. Até que o pessoal resolveu lembrar que o excesso de bebida alcoólica faz mal. Aí, surgiu o “aprecie com moderação”.

A partir daí, começaram a banalizar a tela azul das tais mensagens. O “aprecie com moderação” aparecia até em propaganda de supermercado – bastava que, para isso, houvesse um anúncio de venda de cerveja.

Aí, vieram os remédios. O primeiro alerta, se não me engano, foi o “não use este medicamento em caso de suspeita de dengue”. Ou "a persistirem os sintomas, o médico deverá ser consultado". Não me lembro. Mas depois, bem, perdemos as contas.

Vamos comparar: o anúncio do cigarro, lá da década de 90, era um negocinho de duas linhas, padronizado, sempre com a mesma fonte. Hoje, o do remédio é um blocão de texto, escrito de qualquer forma, do qual ninguém capta nada e que termina com “leia a bula”.

Foco neste “leia a bula”. Foco, porque é o conselho mais besta que poderiam dar neste caso. Tudo bem que não é todo mundo que lê bula de remédio, mas será que não poderiam dizer algo melhor, tipo “siga atentamente as instruções da bula” ou “atenção à posologia e à dosagem do medicamento”? Não, dizem “leia a bula”.

Para piorar, o conselho é “bobo” (de certa forma), mas é o único que fica na cabeça após o imenso anúncio-relâmpago. Há uma mensagem quilométrica antes, com avisos para hipertensos, soropositivos ou sei lá o quê. Mas ninguém decora. É praticamente um resumão dos Dez Mandamentos em uns dois segundos. Se muito.

Fica o conselho aos laboratórios, ou aos publicitários, ou a quem quer que se responsabilize por essas mensagens. Ao fim do comercial, coloque uma simples mensagem na tela: leia a bula. Lá, coloque todos os conselhos a hipertensos, soropositivos, doentes de dengue ou escambal. Por enquanto, ninguém lembra de nada mesmo.

Por EMANUEL NOVAES às 9:53 AM
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lunes, agosto 03, 2009
UMA HISTÓRIA, DUAS PERSONAGENS

Ele já havia sido vice-campeão olímpico de futebol, vice-campeão brasileiro, vice-campeão da Libertadores e até treinador do meu time. Agora, Jair Picerni estava ali, em um acanhado banco de reservas de Jarinu, me vendo jogar futebol.

Picerni é o novo técnico do Red Bull Brasil, que disputa a Segunda Divisão do Campeonato Paulista – a rigor, a quarta. É o terceiro treinador do time no ano, dando seqüência aos trabalhos de Ricardo Pinto e José Luiz Fernandes. Desempregado desde o começo do ano, tem como objetivo promover o Red Bull à Série A-3 do Paulistão. Assumiu há poucos dias, com o time já classificado para a segunda fase.



Aconteceu que, em uma sexta-feira, meu chefe e eu fomos a trabalho ao treino do Red Bull – longa história, contada geralmente entre uma cerveja e outra para os mais íntimos. Durante a manhã, lá no centro de treinamentos em Jarinu, posicionamo-nos ao lado de um dos campos, assistindo a um dos primeiros trabalhos de Picerni.

Em campo, “Seu Jair” é exatamente como aparenta ser. Simples, paizão, divide-se entre frases como “tem que dar a mãozinha” e “morde, porra”, além do clássico “pega-pega-pega” de nove entre dez treinadores. Durante o coletivo, escalou a dupla de ataque com Zé Maria e Cézar. No meio-campo, Rodrigo Mauá ficou na reserva, ainda que tenha impressionado com algumas eficientes jogadas de efeito.

Até a chegada de Jair, o time não vinha fazendo uma campanha de grande destaque: nos 11 primeiros jogos, foram cinco vitórias, três empates e três derrotas. O elenco, que demonstrava alguma apatia, não escondeu a vibração nas primeiras atividades com Jair Picerni – tanto que, a cada boa jogada no treino, os jogadores elogiavam e incentivavam uns aos outros em voz alta. Ao fim dos trabalhos da manhã, antes da concentração, um mar de sorrisos e risadas tomou conta dos jogadores.

Com o fim do treino, Jair Picerni ficou no gramado, onde conversou com seu filho (Jairzinho Picerni, que integra a comissão técnica) e com Emílio Miranda e Furinha (igualmente membros do staff). Meu chefe e eu, acompanhados de um dos membros da parte administrativa do clube, descemos também. Cumprimentamos a todos, e Jair apertou minha mão.

Pode parecer estranho, mas eu fiquei particularmente bem feliz. Uma porque achei muito legal da parte dele topar o desafio de assumir um time que não tem a projeção dos times que ele está acostumado a treinar. Outra porque um dos “times que ele está acostumado a treinar” foi o meu, e nem faz tanto tempo assim.

Picerni foi simpático com todos. Comentou sobre o São Caetano, falou sobre os times do campeonato, elogiou a estrutura do Red Bull, o CT de Jarinu, comentou sobre o elenco... Até já sabia o nome de alguns dos jogadores – talvez da maioria. Ao fim do papo, todos subiram do campo para a sede administrativa, onde a conversa continuou.

Lá, o pessoal da comissão técnica descontraiu e avisou: era hora do futebol. Meu chefe havia me alertado de que a sexta-feira por ali era sagrada, e o futebol do meio-dia era praticamente o culto: sempre tinha. Nós dois poderíamos até integrar a parada, ainda que eu estivesse um pouco cético quanto à possibilidade. Mas não é que aconteceu?

Sim, aconteceu. Descemos ao vestiário, onde o clube forneceu calções, camisas, meias, chuteiras e toalhas. Eu, que há algum tempo não pensava mais em seguir carreira como jogador de futebol, estava ali, com o uniforme de treino de um time profissional. Ao meu lado, conversando no vestiário, Jair Picerni.

Enquanto conversávamos, aconteciam as famosas piadinhas de vestiário – as desculpas de “estou fora de forma” e por aí vai. Seu Jair ria, e vendo que a média de idade do pessoal já não era das mais baixas, deu um tapinha nas minhas costas e disse ao pessoal: “esse aqui tem cara de que joga, hein?”.

Eu.

Sim, eu.

Eu, que já não tenho expectativas futebolísticas há quase dez anos, parecia um jogador de futebol. E a opinião nem era da minha mãe.

Eu.

Diante disso, só me restou responder com uma piadinha de vestiário. “Só me falta talento, preparo, força e posicionamento. O resto...”, eu disse. Seu Jair sorriu.

Fomos todos para o gramado. Nove contra nove. Campo menor, sol forte. No banco de reservas, Jair Picerni assistia à movimentação. Depois de algum tempo de aquecimento e toque de bola, começou o jogo.

Perdemos o primeiro tempo por 2 a 1, mas eu participei da jogada do nosso gol: após uma cobrança curta de escanteio pela esquerda, tive algum tempo desmarcado e cruzei de direita a bola na área. Meu chefe, fazendo o pivô, escorou, e quem veio de trás soltou o pé. Mas o melhor ainda estava por vir.

No segundo tempo, alguém cruzou rasteiro pela direita. Após a confusão na área, a bola sobrou nos pés do meu chefe, que apenas empurrou para o gol. O goleiro (reserva do Zetti na passagem de ambos pelo Palmeiras) já estava batido no lance, mas se recuperou de maneira incrível e espalmou a bola. Que caiu nos meus pés.

Nos meus.

Eu.

Aquele que Jair Picerni havia dito “ter cara de que joga”.

Eu.

Só que eu nunca fui lá um talento. Em um espaço de uns dois metros quadrados, eu tinha a bola, meu chefe, o goleiro e a trave. Se eu chutasse forte, poderia acertar alguém. Se eu tocasse para o centro da área, a defesa poderia afastar. Então, eu chutei colocado.

Na trave.

Mas tudo bem, porque eu já estava acostumado com a minha falta de talento. De fato, nosso time empatou, ainda que eu nem me lembre como. Ainda tentei umas jogadas, mas bati para fora a minha melhor. Até que alguém cruzou de novo uma bola pela direita e eu tentei acertar de primeira. Peguei meio com o joelho e mandei no contrapé do goleiro, marcando o gol da virada.

Peraí. Eu?

Sim, eu.

Eu fiz o gol. Time de vermelho 3 x 2 time de colete amarelo. Infelizmente, a essa altura, seu Jair já havia deixado o banco de reservas, e não viu o meu gol. Não teve cambalhota, dedos para o céu ou camiseta no rosto. Mas eu havia feito um gol em um goleiro que jogou profissionalmente no Palmeiras.

Eu.

No fim, o cansaço pesou. Eu me arrastei por uns 15 minutos no segundo tempo. Nosso time, cansado, não segurou a vantagem e acabou empatando por 4 a 4. Eu, porém, havia marcado um dos gols mais importantes da minha vida.

Como o que eu fiz de pênalti na segunda série, comemorado com o Neto no campinho do Braga Mello.

Ou como no dia em que eu fiz seis ou sete gols na educação física, na sétima série.

Ou quando eu fiz um gol de goleiro, chutando da minha própria área para o gol, no qual o Nishida era o goleiro.

Ou como quando eu recebi um cruzamento no society da APEA e cabeceei, mandando a bola no ângulo.

Enfim, o futebol acabou. Meu joelho doía. Cometi uma falta (no presidente do clube, descobri depois), sofri uma falta, fiz um gol, um cruzamento... E tudo – ou quase tudo – com o aval de Jair Picerni. Ele não viu, mas eu não duvido de que o seu “esse aqui tem cara de que joga” tenha me feito jogar mesmo.

Apenas pra constar: dois dias depois deste treino, Jair estreou no comando do Red Bull perdendo em casa por 1 a 0 para o Primavera de Indaiatuba. O jogo foi válido pela última rodada da primeira fase da Segunda Divisão e foi disputado no Moisés Lucarelli. Com isso, o Red Bull terminou em quarto lugar no grupo e se classificou para a segunda fase. Já o Primavera terminou como lanterna.

Por EMANUEL NOVAES às 1:26 AM
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