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martes, julio 14, 2009
8 MOTIVOS PARA ODIAR O TWITTER
Porque 140 caracteres é modinha para os fracos. 1. O fotolog veio e caiu. O Second Life nem veio direito e caiu. Como é que eu vou achar que o Twitter não cairá? A única coisa que veio e não caiu – pelo contrário – foi o blog. Vida longa aos blogs! 2. Ainda que digam o contrário, a única função do Twitter é reunir em um site aquelas frases bizarras que o povo coloca no MSN, do tipo “feliz, muito feliz” e “solteira, sim; sozinha, nunca”. E se já existe o MSN para esse exibicionismo desinteressante, qual é a função do site? Expor ainda mais? 3. Falando nisso: o sujeito entra no MSN e vê que alguém colocou “TCCendo” ao lado do nick. Pensa “putz, que expressão escrota”. Aí, resolve TWITTAR pra falar mal da expressão. Tenha dó, né? 4. Aliás, as mesmas pessoas que estão “twittando” são as que apagam seus scraps no Orkut, sob justificativa da falta de privacidade. No fim, um continua seguindo a vida do outro. 5. Ler notícias pautadas pelo Twitter chega a ser triste. “Através de seu Twitter, a ex-BBB negou os boatos. ‘Incrível como as pessoas vêem maldade em tudo. Por que elas não cuidam de suas vidas?’, esbravejou a modelo, após ser flagrada aos beijos com Dado Dolabella em um restaurante no Rio. 6. Desculpem o moralismo barato, mas... Twitter apenas comprova que conteúdo é pouco hoje em dia, em um mundo permeado pela aparência em detrimento da essência. Se eu posso resumir minha vida em 140 caracteres, por que é que eu iria continuar fingindo para as pessoas que eu sou capaz de falar algo sobre alguma coisa? 7. Haverá (na verdade, já houve) invasão de brasileiros no Twitter – aliás, tudo que representa ócio na Internet é infestado de brasileiro. Na final da Copa das Confederações, o coitado do Ashton Kutcher teve que agüentar o sem-número de chupa postados no seu - tudo porque o pessoal não soube (e nunca saberá) brincar. 8. A própria imprensa dá um baita – e inexplicável – apoio à causa. O Orkut, coitado, virou apenas um “site de relacionamentos” no Fantástico. O Show da Vida, aliás, tem o seu Twitter e até já fez suas reportagens a respeito do mesmo. E isso pra não falar em notícias como Luciano Huck e Marcelo Tas discordam via Twitter.
Por EMANUEL NOVAES às 3:05 PM
| martes, julio 07, 2009
TUBEFOBIA
Já deve ter acontecido com você: algum amigo te mandou um link (geralmente, um vídeo do YouTube, uma animação em flash ou um gif) e pedia pra você olhar. Você, com alguma justificativa dada pelo amigo ou pelo link, olhava com atenção. Até que o link te dava um susto, quase sempre com um grito e uma careta surgidas de surpresa. Pois é, isso já aconteceu comigo – e muito. Se não me engano, o nome técnico disso aí é “maze”. Está em inglês mesmo. Em português, não há um nome técnico – mas dentro do contexto, é possível traduzir para “filhadaputice”. Pode assistir sem medo. Quer dizer, sem muito medo. Tipo, olha meio de longe, tá? Acho que já caí nisso umas três vezes. Em todas, virei o rosto para o lado e coloquei as mãos – trêmulas – na frente do meu monitor. Reação meio natural. Aí, por uns minutos, você acha que vai pular um morto-vivo do nada, gritando nas suas costas. E acho que posso dizer quase oficialmente que isso me traumatizou. De verdade. Toda vez que me mandam um link com aquele papo de “é engraçado”, eu abro com um pé atrás. Vejo se é GIF, se é YouTube, se é flash. Se for e eu achar que há motivo para ter medo, espero o negócio rolar inteiro, com o som baixinho, e sem assistir – só pra ver se o negócio pode ser assistido de maneira normal. Se sim, tudo bem. O pior é que a coisa se alastrou um bocado. Se o pessoal me manda um link com imagem (tipo aqueles links enormes com imagens extraídas do Orkut), dá aquela sensação de “opa, daqui a pouco vai acontecer algo errado”. Mesmo que não haja nenhuma chance de acontecer isso ou que o arquivo seja um JPG – tipo aqueles mindfucks que te obrigam a olhar procurando alguma bizarrice na imagem. Eu admito que, na primeira vez que caí, achei graça – tanto que até tentei passar a piada à frente por aqui. Só que toda piada repetida demais perde a graça, e este é o caso. No meu caso, não apenas perdeu a graça, como ainda tem feito (ou já fez) um bocado de estrago.
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