
Eu juro que tento falar pouco de futebol!
|
La Cucaracha
Comunidade LA CUCARACHA no Orkut
Série A
Alquimia do Verbo
Série B
Blog do Juca
Escambo
à troca de links. Quem quiser ser linkado aqui, me linke antes e me avise, que eu linko com muito gosto. Arquivos
Julho/2004
|
domingo, diciembre 30, 2007
LONGE E QUENTE
Toda vez que eu falo que sou de Presidente Prudente, o pessoal de São Paulo logo relaciona duas coisas: é uma cidade distante, e sofre com o calor. De fato, a cidade está a 580km da capital, e a fritura de um ovo no asfalto não é um sonho tão distante. Eu não sei como as pessoas sabem que Prudente é quente, já que poucas pessoas passaram pela Capital Nacional do Nelore. Por isso, resolvi realizar um post com o qual eu vinha sonhando há alguns anos já: vou apresentar minha cidade pra vocês.
Esse bloco à direita é a prefeitura. Capital da mesorregião estadual que leva seu nome, Presidente Prudente se localiza no Extremo Oeste de São Paulo. A cidade foi fundada em 14 de setembro de 1917 por José Soares Marcondes e Francisco de Paula Goulart, e conta com cerca de 210 mil habitantes. “Prudente”, como é conhecida, fica em um importante entroncamento regional entre o Mato Grosso do Sul e o norte do Paraná, e conta com uma economia baseada na indústria do couro e no gado bovino. A vida noturna é bastante agitada, especialmente por conta da presença de muitos estudantes universitários na cidade. O povo prudentino é conhecido por sua tranqüilidade e por seu derrotismo. Em geral, a população da cidade se acostuma a reclamar do prefeito (agora ex), da educação dos cidadãos ou da falta de opções de lazer e trabalho. Frases como “Prudente não tem nada pra fazer” ou “aqui, só o que avança é o atraso” são comuns. Em contra-posição, os bem-humorados prudentinos não são muito mobilizados, e se preocupam mais em freqüentar bares, casas noturnas e festas. Geralmente, manifestações culturais – como shows, cinemas e teatros – têm pouca demanda entre a população, que prefere reclamar. Maiores informações, procurem no site oficial da Prefeitura, na Wikipedia ou na comunidade da cidade no Orkut. OBS: Brincadeiras à parte, os prudentinos sofrem de uma aura vira-latas implacável. Meu amigo Bruno, por exemplo, sabe que eu me indigno quando ouço ele reclamar que “Prudente tá ficando violenta”, embora toda cidade sofra com algumas infrações penais – mesmo Prudente, desde sempre. Não é um assalto a mais na estatística que vai torná-la mais violenta, embora eu quisesse de verdade que os bons indicadores de Presidente Prudente continuassem sempre melhorando. É claro que a cidade ainda pode melhorar, e muito. Mas é importante ressaltar, por exemplo, que Prudente tem o 14º melhor IDH do estado, à frente de cidades como São Paulo (18º), São Bernardo do Campo (26º), Barueri (43º), Marília (57º) e da bucólica Bragança Paulista (59º). Disso, ninguém parece se lembrar por lá.
Por EMANUEL NOVAES às 11:35 AM
| viernes, diciembre 28, 2007
CEREAL KILLER
Lost o escambal. Heroes uma pipoca. A grande série de TV da atualidade atende pelo nome de Dexter e passa semanalmente na Fox. Dexter é a melhor série a passar na Fox desde que tiraram Keen Eddie do ar. O show, que passava no domingo à noite e deve ter sua segunda temporada exibida às segundas-feiras, é a história de Dexter Morgan, um legista da Polícia de Miami que investiga assassinos em série. Há, porém, um pequeno diferencial: ele mesmo é um serial killer, que tenta a todo custo controlar os impulsos. Aí, haja flashback, haja memórias da infância, haja irmão biológico perdido, haja pai adotivo meio desorientado. E haja irmã bonita também – Debra, que trabalha junto com Dexter e que não desconfia das atividades escusas do irmão. Aliás, ninguém desconfia; nem Rita, a namorada divorciada do cara (e que não percebe que ele não tem muito prazer sexual), nem seus colegas policiais. O único que saca algo errado é o sargento durão James Doakes, mas que está muito ocupado sendo durão e enchendo todo mundo de porrada. Vale a pena conferir, pra perceber que todo mundo é meio inseguro. E também porque é mais legal do que um monte de mutantes se achando legais ou do que um bando perdido em uma ilha. Mais no IMDb.
Por EMANUEL NOVAES às 12:27 PM
| martes, diciembre 25, 2007
CAUSO
Aí eu fui ao bar, para o aniversário de uma amiga minha. E essa minha amiga me apresentou outra amiga, uma loirinha linda. “Esse é o Mano.” “Ah, ela fala muito de você. Famoso.” Legal. E eu. “É, e bebendo água na balada.” Ela repetiu “balada”, como quem diz “o pessoal que é do interior acha que bar é balada”. Deu meia hora, eu fui embora.
Por EMANUEL NOVAES às 12:54 PM
| viernes, diciembre 21, 2007
A VOLTA AO MUNDO EM 80 COISAS LEGAIS PRA CARALHO
4. Brasil Depois de passarmos por Argentina, Nova Zelândia e Japão, chegamos já logo de cara ao país possivelmente mais esperado da lista: o nosso. Se Nelson Rodrigues fosse vivo, ele se lembraria da tal ‘síndrome de vira-latas’ toda vez que algum brasileiro começasse a reclamar do Brasil. Sim, porque a visão que os estrangeiros têm de nós é estereotipada, e porque a nossa imagem lá fora se resume a samba, e por isso, e por aquilo... Pois bem. É mesmo – principalmente durante a Política da Boa Vizinhança no continente americano. Foi nesse contexto que a Disney criou o Zé Carioca, dando um agradinho do lado de baixo do Equador em pleno final de II Guerra Mundial. Zé, o personagem brasileiro, foi apresentado em 1942, no filme Alô, amigos. Minha opinião: nunca foi tão bom ser um estereótipo. Vale pela imitação que o Zé Carioca faz do Pato Donald. Ou você pode mandar o Schawrzenegger falar de bunda. Acreditem: está em inglês. E fica o conselho: a Disney deveria seriamente pensar em criar um Pepe Caraqueño, um Paco Sucrense, um Chico Guantanamero. Fez-se algo semelhante na década de 40, em época em que a Disney passou a mão na cabeça de todo mundo e passeou pelo México (conhecem Panchito Pistoles?), Bolívia, Uruguai (o Gauchito Voador)... Deu certo. Poderemos voltar a falar deste assunto quando o assunto foi Uruguai ou México. Por enquanto, entendam e assistam "The Three Caballeros". Obs: Post agora, só depois do dia 26. Por isso, aproveito para desejar Feliz Natal aos poucos, porém fiéis leitores.
Por EMANUEL NOVAES às 10:29 AM
| domingo, diciembre 16, 2007
TOP 5 VERGONHAS
O final do ano está aí, e com ele chegam os momentos de reflexão. É hora de começar a colocar na balança tudo o que temos feito, pensando no que podemos melhorar e o que fizemos de bom. Por isso, este blog orgulhosamente apresenta um balanço dos cinco piores porres que eu já tomei na vida. Certo, não é uma lista do qual ninguém se orgulhe muito, e é bem provável que minha mãe não vá gostar nada do que vai ler aqui – embora eu a tenha consultado antes. Mas, na condição de menino que não bebe há mais de um mês por decisão própria, eu me sinto à vontade para falar onde foi que eu errei, e que venho tirando lições importantes para não errar de novo – especialmente das maneiras como esses erros foram cometidos. E isso é legal! Vocês vão reparar que todos os relatos têm coisas em comum entre si. Mas isso eu deixo para vocês. Eu estou mais preocupado em não repetir mais as bobagens feitas (como esta) e listadas logo abaixo. Vamos à lista: 5. Boate Azul - Encontrei uma amiga minha da época do cursinho em um churrasco na casa da Fer Michelis. Ela – a amiga em questão, não a Fer – havia acabado de terminar um relacionamento com um também amigo meu, e estava bastante chateada. Prometeu que ia beber até lavar a alma. E me fez prometer que eu ia acompanhá-la na bebedeira. Bom, eu não me lembro bem, mas acho que ela me pediu, ou eu prometi por vontade própria mesmo. Fato é que eu acompanhei. Talvez até a tenha superado. Por sorte, eu não estava de carro e pude pedir para o Brunão me levar para casa. Soube que minha amiga terminou a noite colocando os demônios para fora – com alguém segurando devidamente seu cabelo. Eu, é claro, cheguei em casa devastado. Ia dormir no sofá da sala, mas o estômago embrulhou assim que eu me deitei. Fui para o banheiro e me senti mal. Dormi no chão, ao lado do vaso sanitário, em uma confortável caminha de toalhas. E acordei com o meu pai batendo na porta do banheiro. Virou post aqui. 4. Bunda- Marquei com uns amigos para fazermos uma despedida de final de ano em um bar lá em Prudente. Estávamos em muitos, mas eu ainda levei três amigos a mais: Dudu, Zé Rodolpho e Moska. Saí de lá bem bêbado e fiz o que tinha que fazer: deixei o carro nas mãos do Dudu, que não havia bebido, não me lembro bem o porquê. Ele ao volante, eu no banco do carona, o Zé no banco de trás. O Moska ia em seu próprio carro. Lá pelas tantas, os dois carros desciam emparelhados pela avenida Manoel Goulart, quando eu decidi: vou mostrar a bunda na janela. Nosso carro estava à esquerda, Moska estava à direita. Baixei as calças e... voilá! Um belíssimo exemplar de bunda na janela de uma Parati. Moska resolveu tentar se aproximar para dar um tapa na minha bunda (!!!), quando os retrovisores dos dois carros se tocaram. Poderia ter sido uma tragédia. O espelho dos dois carros se desencaixou e ficaram pendurados. Coloquei as calças e encaixei o meu espelho de volta, embora ele – o retrovisor – nunca mais tenha sido o mesmo. 3. Quem? - Não me lembro bem o porquê, mas o Jaú fez um belo churrasco na casa dele. Eu dei uma passada lá, vindo não me lembro bem de onde. Só sei que já estava bebendo antes. E levei o Gui. É claro que, chegando lá, havia aquele barril de chopp e mais algumas caixas de cerveja! E é claro que eu comecei a beber como se não tivesse tomado sequer água nos últimos meses. Uma hora, é claro, a cerveja acabou. Eu me prontifiquei a, junto com uma menina que eu conheci na hora, a ir comprar mais. O problema é que, quando me deparei com meu carro, percebi que dificilmente eu conseguiria sequer acertar a chave no contato. Acabei entregando a chave na mão do Gui, que bebeu beeeeeeem menos do que eu, e fui descansar na grama do jardim. Não me lembro do nome da mocinha - uma bela florianopolitana, por sinal. Desperdicei minhas cantadas. 2. Levanta, Pequeno! - Primeiro ano da faculdade, uma época em que todos os universitários desocupados iam ao bar comemorar até nota baixa. Em uma dessas, eu resolvi beber demais de novo. Não me lembro bem o porquê. Sei que, por sorte, eu morava em uma descida na época. Cheguei em casa e, mal conseguindo me sentar no sofá do pensionato, logo tive que ir ao banheiro. Como ele era fininho, acabei dormindo com a cabeça apoiada na parede. Só fui acordar perto das 3 horas da manhã, com o pessoal socando a porta e gritando “Pequeno (meu apelido na época), você tá bem?”. Levantei e, desorientado, comecei a caminhar apoiado na parede. A cabeça rodando me levou para a soleira da porta, onde eu dormi no chão. E é claro que começou a chover no bêbado. Os caras do pensionato foram novamente acordar o Pequeno, que acordou e pôs para fora toda a bebida nos degraus da escada. Fui para dentro, enchi de água uma panela e joguei na poça pra limpar aquela sujeira toda. Afinal, não é porque é bêbado que tem que ser porco, né? Finalmente fui dormir direito. Como eu não tinha condições de subir as escadas para o meu quarto, acabei dormindo no quarto de meus amigos Ronaldo e Felipe, no térreo. Dei sorte por Felipe ter dormido fora e deixado a cama livre por uma noite. 1. Baianinha - No começo deste ano, boa parte dos veteranos da faculdade estávamos animados a levar os bixos para o bar toda semana. Era época em que nós conseguíamos facilmente levar 25, 30 pessoas, fechando três engradados de cerveja sem muito esforço. Só que é preciso provar que nós somos mais que cerveja. É preciso provar que nós somos Pinga com Limão, conhaque e toda sorte de bebida barata. Eu contribui com uma bela garrafa (plástica) de Baianinha, produzida em Prudente e encontrada a venda em São Paulo. É claro que eu comprei uma de abacaxi e prestigiei a indústria prudentina. Foi um dia em que minha alimentação esteve 35% baseada em Trakinas de morango. Sei que eu dei uma bela contribuição pra acabar com aquela garrafa no bar. E tenho pena de quem tomou tanto quando eu. Cheguei ao meu apartamento (na época, ainda na Nove de Julho) e não me lembro sequer de ter trancado a porta. Fui acordar no outro dia, dormindo sentado no chão do banheiro, com o pé cheirando a desinfetante (devidamente chutado durante o sono) e manchas de cores inéditas no tapete. Pra nunca mais Obs: Rolou mais uns dois porres feios na minha vida, mas ‘Top 7’ não tem a mesma sonoridade. Pelo menos a gente espera não repetir as bobagens para não chegar ao Top 20.
Por EMANUEL NOVAES às 10:21 PM
| miércoles, diciembre 12, 2007
“FOI POR MEDO DE AMAAAR QUE EU AMEEEI...”
12 de dezembro é uma data cheia. É aniversário de pelo menos três amigos meus (Ilton, Fê e Lucas, parabéns), do Sílvio Santos, do Frank Sinatra, do Emerson Fittipaldi e de Belo Horizonte, entre outros. Libertad Lamarque, cantora de tangos e conhecida como a Vovó Piedade da novela A Usurpadora, faleceu em um 12 de dezembro. 12 de dezembro é, principalmente, aniversário da minha irmã. Que foi para a Disney em 99, com 14 pra 15 anos, e me pediu pra anotar os capítulos de A Usurpadora por uns dias. Acho que uns oito, dez capítulos. Eu, pacientemente que sou (ou era), me sentava todos os dias frente à TV, ligava no SBT, e anotava tudo que acontecia na casa e na cerâmica da família Bracho. Não que a novela fosse muito interessante, longe disso. Mas era importante para ela. Foram quase 20 páginas de anotações, as quais eu nem sei ao certo se foram lidas. E mesmo que, desde sempre, nós tenhamos alguns problemas de convivência normais a irmãos, eu tenho certeza que ela gostou tanto de receber quanto eu gostei de fazer. E é sério: eu gostei de anotar os capítulos de A Usurpadora para ela. Afinal, eram para a minha irmã! Talvez seja interessante que eu diga isso para ela por telefone, e que eu ligue para ela – agora, praticamente formada, aprovada com louvor na faculdade. Se não foi possível ligar no dia certo em 2006, que seja neste ano. Eu, que lamento tanto os desamores das mulheres, talvez demore para perceber que as mais importantes estão sempre ao lado. Mesmo longe. Parabéns, Mariana.
Por EMANUEL NOVAES às 10:08 AM
| martes, diciembre 11, 2007
CALL ME
Objetivo para as férias: tirar fotos imitando capas famosas de discos. Primeiro da lista? "Parallel", do Blondie. ![]() Preciso de uma loira de branco e quatro morenos de terno. Alguém topa? OBS: Sugestões são bem-vindas!
Por EMANUEL NOVAES às 11:41 AM
| sábado, diciembre 08, 2007
MAUS TRATOS
Quando cheguei na rodoviária e descobri que minha passagem para casa estava marcada para as 23h59 da quinta-feira, fiquei puto. Não apenas eu havia pedido para viajar meia hora mais cedo (carinhosamente descontada da minha folga), como ainda teria que ficar UMA HORA esperando pelo embarque. Aí, nada como o tal ócio criativo... Sentado no chão em pleno terminal da Barra Funda (o lugar mais bonito de São Paulo), eu estava entre uma mala e uma mochila, e sem muito que fazer. Como eu gosto muito de ler nessas horas e havia ganhado uma revista... Bem, foi só juntar as peças. A revista em questão era a Propulsão, que me havia sido dada de presente pelo professor Cláudio Arantes. Peguei a dita na mochila, cruzei as pernas e li. Li. Li. Li e percebi que o curso de jornalismo da minha faculdade é uma grande chatice. Quer dizer, eu já pensava isso antes, mas a revista do Arantes só reforçou minha tese: jornalismo é uma carreira encantadora (especialmente com seu charme marginal), mas é um péssimo curso. A revista é maravilhosa, bem impressa, bem diagramada, com material de qualidade, profissionais gabaritados... E para estudantes de publicidade! É claro que os textos são mal-escritos e as pautas são cretinas, mas... Puxa, como eu queria que os estudantes de jornalismo da Cásper Líbero tivessem uma oportunidade dessas. Como faz falta uma chance para que coloquemos em prática nosso talento, nosso faro, nosso estilo, nosso aprendizado. Infelizmente, não é isso que acontece com o curso de jornalismo da Cásper – e, creio eu, com a esmagadora maioria dos cursos de jornalismo do Brasil. Estão todos muito preocupados em discutir os rumos da esquerda na América Latina, em fingirem que entendem de cinema italiano ou em escreverem os piores poemas concretos da história. Todos preocupados demais em serem estudantes de jornalismo, no máximo comunicólogos. E ser jornalista, meus caros, é bem diferente disso. Não vou entrar muito no mérito do que eu acho que é o jornalismo. Vamos dizer que envolve risadas, gastrite, pouco sono e cerveja – coisas que a gente só encontra mesmo em estágios extra-curriculares, e experiências que o curso em si é incapaz de oferecer. Descobri que o curso em si vai ser um “obstáculo” para uma carreira que me realiza. E descobri que tenho inveja do pessoal que cursa Publicidade ou Relações Públicas (pelo menos na minha faculdade), que contam com uma imensa estrutura para lhes apresentar de verdade a prática da profissão. Felizes são eles, que parecem fazer estágios extra-curriculares por puro luxo mesmo. E tristes somos nós, que só conseguimos pensar de verdade no jornalismo quando o ônibus atrasa.
Por EMANUEL NOVAES às 11:29 PM
| jueves, diciembre 06, 2007
JÁ PENSOU SE EU FOSSE GORDO?
bar.ra.de.ce.re.al (do lat. 'bobagiae', sem sentido) s.f. 1. Porcaria feita de coisas sem gosto para a gente comer e achar que é saudável. 2. Barra feita de nada, com gosto de porcaria nenhuma, com 90 kcal e consistência de cortiça úmida. Sin. Comida de avião. Assim como muita gente nesse mundo, eu sofro de gastrite nervosa. Não porque eu me alimente mal, mas porque o estômago é meu órgão psicossomático, para o qual eu converto minhas tensões e que acaba respondendo com a produção excessiva de suco gástrico. E como eu vivo tenso, meu estômago vive hiperativo e produzindo ácido. Tanta tensão vive produzindo buracos no meu estômago – a ponto de eu ser uma pessoa de sorte se não tiver uma úlcera nos próximos 20 anos. Por isso, toda vez que eu vou me queixar a um gastroenterologista, os conselhos costumam ser bem parecidos: tente relaxar um pouco, alimentar-se melhor e nunca deixe seu estômago vazio por muito tempo. Certo de que não faria mal adotar hábitos mais saudáveis, e atendendo a pedidos dos meus pais, eu comecei mesmo a incorporar alguns itens do meu cardápio. Queijo branco, frutas, sucos diversos, saladas... e as barrinhas de cereal. As estúpidas barrinhas de cereal. As malditas, abomináveis e indesejáveis barrinhas de cereal. Eu já tentei fingir que gostava dessas porcarias em 2003, na segunda das quatro crises de gastrite que eu tive nos últimos nove anos. Não deu certo. Por mais que as empresas sejam boazinhas e coloquem chocolate ou creme, é impossível engolir essas porcarias todas por muito tempo! Não demora muito, e você percebe que essas imitações baratas de frutas desidratadas e prensadas continuam simpáticas como uma fila de banco ou como um xérox de um livro. Desta vez, não foi diferente. Eu comecei com algumas barras de soja (!!!), troquei para outras de frutas com creme, e já estou detonando de novo um pacote de wafer. Em poucos meses, eu vou passar as segundas-feiras almoçando virado a paulista com refrigerante quente. E logo virá mais tensão, mais azia e mais Omeprazol para curar as dores de estômago. Engraçado... Eu vejo pessoas se alimentando bem pior do que, e ninguém é obrigado a comer barrinha de cereal para ser feliz.
Por EMANUEL NOVAES às 12:00 PM
| miércoles, diciembre 05, 2007
(V)EXAME FINAL
Como fazemos todos os anos, estamos publicando aqui meu boletim de final de ano na faculdade. E cheio de notas ruins! Gente, dia 18 de dezembro tem bar depois do exame, hein? Foram dez notas abaixo de 7,0 durante o ano - ou 25%, o que é bastante coisa. Dá até uma impressãozinha de que alguns professores aliviaram, ou a coisa poderia ser até pior. Mas o interessante é que, apesar de eu ter tirado mais notas ruins em 2007, as notas deste ano são menos piores do que as dos anos anteriores. Era comum ter 5,0 aqui, por exemplo. Já rolou até um 4,5. Um claro dilema entre Escola Americana e Escola de Frankfurt, saca?
Por EMANUEL NOVAES às 11:33 AM
| martes, diciembre 04, 2007
AMAR É... FODA!
Desde que apareceu como um Blog of Notes do Blogger, o La Cucaracha anda bombando de visitas – especialmente femininas. Até o pessoal da revista Gloss apareceu por aqui! Por isso, eu vou aproveitar a boa freqüência disto aqui – pulamos de cinco para sete leitores, e voltamos aos dois – para acabar com a minha bem-trabalhada reputação. Quem sabe, alguém se compadece... Confesso: sou um fracasso com mulheres. Retumbante. E não é pouca coisa, não. Sou ruim e desde sempre. Desde o colegial, quando eu era apaixonado por uma menina cinco anos mais velha que eu. Por conta de um amor platônico, perdi uma fase muito boa da vida, em que eu poderia ter arrumado namoradas para a vida inteira. Pior: acho que, se a menina mais velha da época pegou na minha mão alguma vez, foi muito. Na sétima e na oitava séries, eu já era bobão e devagar, como comprova a história do cartão de natal. Depois do colegial, então, quando a gente deve ter malandragem suficiente, era ridículo. 2003 foi o ano inteiro atrás de uma mesma menina, que dizia que queria um cara que nem eu e que ficou com meu melhor amigo. 2004, atrás de uma colega de cursinho que nunca soube me explicar por que a gente não ficou junto. Ah, mas na faculdade, as coisas seriam diferentes... Seriam, mas eu continuei um panaca. Tive uma fase meio galinha e arrumei até uma namorada depois, mas nunca consegui entender por que a gente não se completava. Fiquei com uma menina que achei que seria The One, mas ela logo se encheu de mim e acabou com a minha vida – ou vai dizer que vocês realmente acreditaram naquela história de Dênis e Renata? A faculdade tem sido de encontros e desencontros, de mais espera e tristeza. Depois de quase três anos longe, The One voltou, me fez feliz por três semanas e acabou de novo com a minha vida. Ainda me manda um e-mail e diz que “se eu tivesse que estar com alguém, esse alguém seria você. Afinal, não é sempre que a gente acha um cara a moda antiga”. Ora, como assim? Fato é que ela acabou comigo de novo. Falou que eu era legal e que se sentia um lixo. Um lixo fiquei eu, mas toquei a vida em frente. Conheci meninas legais desde então, tomei coragem pra chamar pra sair e... mais fracassos! Perdi para a praia, para o feriado, para a Mostra de Cinema de SP e para tantas outras coisas que tornaram possível eu achar que vou morrer solteiro. Mas o pior é, sem dúvida, escutar sempre o mesmo conselho. “Ah, só aparece quando não procura”, ou “vai aparecer a pessoa certa na hora certa”. Tudo bem, mas a gente procura quando sente que quer. E eu queria alguém especial de verdade. Agora. Dá vontade de desistir. De afundar a cabeça nos estudos, no trabalho, na família, nos amigos... De parar de procurar meninas legais de verdade. A gente sabe que elas existem e até consegue conhecê-las, mas na hora de chamar para um chopp, um café ou um cinema, o resultado é a mesma desilusão. Fica aquela mesma sensação amarga de fracasso que, um dia, terá um final diferente – pelo menos, é o que eu espero. E que o final não seja nos Classificados. Update: Eu já tinha acabado o texto, mas não resisti. “Aí, aparece alguém que eu achei que poderia ser especial também. Ela gostava de mim, e eu gostava dela. Ela morava longe, mas não tinha problema; logo a gente se veria. E a gente se viu e se gostou. Depois, passou um ano e meio sem a gente se ver. E eu gostava dela. Ela gostava de mim. Eu contava do meu dia e ela achava bonito me ver de terno. Ela me deixava vermelho. Aí, um dia, ela falou que tinha começado a namorar. E que gostava de mim, mas que não sabia se devia me ver. Sim, pois somente os idiotas são felizes. Depois a gente vê uma amiga falar que fulano é gay e que aquilo é um incompreensível desperdício. Eu vou explicar que, provavelmente, o cara tomou tanta patada de mulher na vida que acabou optando pela escolha mais irreal possível. Eu não penso em virar gay, mas não tiro a razão de quem se encaixa na minha teoria.” Pra constar.
Por EMANUEL NOVAES às 12:30 PM
| domingo, diciembre 02, 2007
CAÇADOR DE MIM
Se eu me encontrasse na rua, seria difícil acreditar que se trata de uma pessoa bem-humorada. O rosto magro, as sobrancelhas grossas e o sorriso a salvo de estranhos poderia por diversas vezes indicar uma pessoa de mal com o mundo. Ledo engano. Basta meia dúzia de simpatias para que o sorriso largo, fácil e – modéstia a parte – simétrico apareça em meio à barba quase sempre a ser feita. Sorriso que, por vezes, esconde por trás dos dentes e engole os próprios problemas. Não muito longe, estão ali as orelhas, cada uma delas ornada com uma argola prateada no lóbulo e representando vaidade e rebeldia. O que não corresponde à religiosidade deste menino, que o escapulário sempre presente no pescoço não permite esconder. Talvez o corpo esguio e magro logo abaixo possa ser uma mostra da qualidade mambembe, o que não deixa de ser verdade. O jeitão é, por vezes, desengonçado, embora não fuja deste padrão estético de hoje em dia. As pernas compridas e cobertas de pêlos caminham pelas ruas da metrópole, levando atrás de um mundo o menino crescido e fraco. Hummm, fraco talvez não seja uma definição que case com o orgulho do menino crescido. Assim como o fino dos braços, que desde sempre não tiveram vocação para ganhar músculos. Porém, como meu melhor observador, eu poderia dizer que o traço mais marcante do conjunto são os cabelos. Não por coincidência, esses confusos e mutantes fios pretos cobrem a cabeça e estão no ponto mais alto de cada um de nós. Dizem até que são a moldura do rosto, mas estes revelam mais do que os olhos pretos. O homem que as pessoas vêem seguramente não é o que eu vejo no espelho. Ainda há um menino, que conhece bem os próprios problemas e medos, e que convive com sofrimento suficiente para saber dissociar, ainda que apenas para si, o que é aparência e o que é essência. (Tirei 10,0 no texto, preciso de média 7,0 e, mesmo assim, vou pegar exame na facul. Aguardem a publicação anual do meu boletim e maiores explicações.)
Por EMANUEL NOVAES às 12:51 PM
| sábado, diciembre 01, 2007
MOMENTO MERCHAN
Eu prometo que vou começar a falar menos de futebol por aqui, antes que o crescente (!!!) público feminino comece a se encher. Mas essa, eu preciso contar. Recebi um scrap do Berg! E para quem não conhece o Berg, eis o vídeo do momento mais alternativo do futebol mundial nos últimos anos. E protagonizado pelo próprio! Berg é tão alternativo, mas tão alternativo, que ganhou o singelo apelido de Robinho Turbo. E graças ao pessoal da comunidade Futebol Alternativo (a única coisa que me diverte no Orkut de uns tempos para cá), me surge o perfil do cara. Não resisti. Mandei um scrap para ele. E qual não foi minha surpresa quando, três dias depois, o Robinho Turbo me responde? O pessoal da Futebol Alternativo precisa ver essa...
|