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Julho/2004
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miércoles, noviembre 28, 2007
RUMO A TÓQUIO
O futebol não é emocionante pra quem só acompanha São Paulo e Flamengo disputando a Taça das Bolinhas, ou para quem acha que o Chelsea e o Milan têm torcida. Nããão... O futebol de verdade está em jogos de XV de Piracicaba, Nacional de Patos, Barras-PI, Crac, Hermann Aichinger-SC e de tantos outros times menores que a TV – fora a Rede Vida – não exibe. O futebol de verdade esteve presente no dia 11 de novembro de 2007, no Estádio Eduardo José Farah, em Presidente Prudente. Na manhã de garoa fina daquele domingo, Oeste Paulista e Itapirense faziam o segundo jogo da final da Série B do Campeonato Paulista. E a Série B do Campeonato Paulista é mais do que um campeonato; é um mundo à parte. O contexto São nada menos do que 48 times, representando todo o estado de São Paulo naquele que talvez seja o maior campeonato estadual do país. E isso porque a Série B, chamada também de Segunda Divisão, é equivalente apenas à quarta divisão do Paulistão – está abaixo das séries A-1, A-2 e A-3. Para situar vocês do tamanho deste campeonato, cada uma das divisões superiores tem apenas 20 times. Os 48 times são divididos em seis grupos regionalizados com oito equipes cada, de forma que nenhuma equipe mais fraca tenha que atravessar o estado logo de cara. O Oeste Paulista estava no Grupo 1, ao lado de Tupã, Atlético Araçatuba, Ranchariense, Presidente Prudente, Assisense, Ilha Solteira e Paraguaçuense. Com 10 vitórias e dois empates em dois jogos, o Opec passou pela primeira fase como líder da chave, sem muitas dificuldades. Houve facilidade também na segunda fase, quando o time laranja terminou o Grupo 7 na primeira colocação. Para trás, ficaram Atibaia, Inter de Bebedouro, Velo Clube, Elosport e Osasco. Foram 10 jogos, com seis vitórias e dois empates. Já estávamos entre os oito melhores da divisão, e bem próximos do acesso à Série A-3 – aquela de 20 clubes. A participação no Grupo 11 começou bem, com um empate fora de casa (2 a 2 contra o Ecus) e duas vitórias em casa (2 a 1 no Força e no Lemense). A coisa complicou quando o time perdeu duas partidas fora de casa (3 a 0, novamente frente ao Força e ao Lemense), mas uma vitória por 2 a 1 no Esporte Clube União Suzano em pleno Prudentão garantiu o time no módulo superior do Paulistão. De quebra, uma combinação de resultados deu à Laranja Mecânica a liderança da chave e a chance de disputar a final contra a Itapirense, líder do Grupo 12. As duas equipe empataram em 1 a 1 o primeiro jogo em Itapira e o título seria decidido em Presidente Prudente. O Opec decidiria em casa, com a vantagem do empate (por ter feito melhor campanha na primeira fase) e favorito à vitória. Uma derrota teria uma proporção tão cataclísmica que a eventualidade já era chamada de Prudentanazzo. “Abrem-se as cortinas, e começa o espetáculo!” Eu dei sorte de tirar folga no trabalho e decidi que seria a oportunidade de acompanhar o time da minha cidade no dia mais importante de sua curta história. Era a primeira vez que eu assistiria o Opec in loco – já que o carro do Luiz quebrou na tentativa anterior, à caminho do estádio – e a primeira vez que eu assistiria um time da minha cidade ser campeão. Nunca antes, com Corinthians de Prudente ou com a Prudentina, eu tive a honra. Por isso, decidi chamar o Luiz de novo, mas esses compromissos imbecis das faculdades o seguraram em Maringá. Decidi então chamar o Fernando, irmão dele e que faz parte da Força Jovem Oeste Paulista. Combinamos que eu apareceria na casa dele no domingo de manhã, e de lá iríamos para a marcha triunfal do Oeste Paulista.
Assim combinamos, assim foi feito. Deixei meu carro em frente à casa dos Costa e o pai dos meninos nos levou. Chegamos com um pouco de atraso, e ainda encaramos fila para comprar o ingresso a cinco mangos – final da quarta divisão é isso aí! Quando adentramos o setor verde do Prudentão, nos deparamos com umas 5 mil pessoas e com o jogo rolando. De um lado, Michael; Nuno, Ramon e Thiago Lobó; Rodriguinho, Jordi Guerreiro, Juninho, Vitor, Itamar; Jaime e o artilheiro Tarabai representavam o time da casa, comandado por Juliano Gerlin. Do outro, Evandro; Richard, Dinho, João Paulo e Dick; Batista, Willian, Veiga e Marcinho; Ricardinho e Faísca atendiam às ordens de Paulinho Ceará, treinador da simpática Esportiva Itapirense – que não trouxe muita torcida (vide foto). O árbitro era Élcio Paschoal Borborema.
O jogo começou morno e contrastava com o dia frio. Como a pouca ação em campo se resumindo às tentativas de Itamar, era bem mais legal observar a movimentação do estádio. A torcida do time tem duas baterias para incentivar, sendo uma composta basicamente por adolescentes chatos de escolas particulares que fingem que tocam (foto) e outra bem melhor, que mora perto do estádio e que manja do tum-qui-ti-cum-dum. Os cantos da torcida não diverge muito dos que são copiados das organizadas de São Paulo ou dos clássicos “lêêêê, lê-lê-ô, lê-lê-ô, lê-lê-ô, lê-lê-ô, Oeste!”. No fosso do Prudentão, a molecadinha se divertia brincando de rebelião em um quiosque desativado e com cara de cadeia.
O jogo esteve desanimado até os 34 da etapa inicial, quando Tarabai arriscou um chute de longe que o goleiro Evandro aceitou. Delírio da torcida laranja, que promoveu uma bizarra avalanche em um estádio vazio, rumo ao alambrado. Do outro lado do estádio, no setor amarelo ocupado pela torcida itapirense, a garrafa gigante de Guaraná Funada – torcendo descaradamente para os visitantes – tentava se animar. garrafa de guaraná após o acréscimo de guaraná da Amazônia na fórmula. O apoio do guaraná fez efeito, e a Itapiriense empatou três minutos depois, em cabeçada indefensável do craque Faísca. O resultado ainda dava o título ao Oeste Paulista, mas a sensação de Maracanazzo Caipira começava a preocupar alguns dos torcedores. Até que Élcio Paschoal Borborema encerrou o primeiro tempo. Show do Intervalo Os 20 minutos entre um tempo e outro serviram para que Fernando e eu déssemos uma volta pelo Prudentão lotado. A certeza de encontrar um conhecido era grande, mas não houve nenhum encontro inesperado no intervalo. De fato, tudo o que fizemos foi comprarmos uma garrafa de Guaraná Funada cada um. Um dos quiosques do estádio vendia a camisa nova do Opec a 60 mangos, enquanto um palhaço da prefeitura (!!!) distribuía bandanas da Samsung (!!!!!!!), solenemente rejeitadas pela torcida. É claro que tudo isso se tornou obsoleto quando eu avistei um tiozinho com a camisa do Novorizontino. Considerando-se que o time está licenciado do futebol profissional desde 99, encontrar uma camisa aurinegra por aí é uma verdadeira raridade. É claro também que eu encostei no tiozinho, interrompi sua conversa e pedi para tirar uma foto. Ele topou e fez pose comigo. Comovido, eu convidei o amigo dele para sair na foto com a gente. Péssima idéia. ![]() Enquanto isso, a ação no campo estava prestes a retornar a plenos pulmões. Antes que perdêssemos o apito inicial, Fernando e eu corremos para os nossos lugares – não que faltassem outros até melhores na arquibancada, longe disso. Os 45 minutos finais estavam prontos para se desenrolar. “Autoriza o árbitro!” A etapa decisiva, mais uma vez, foi mais de observação do que de futebol. A imberbe organizada continuava com seus cantos e a garrafa gigante continuava rígida sob o efeito de guaraná da Amazônia. A garoa apertou um pouco mais, mas logo cessou. O temor pelo Prudentanazzo ainda era latente, mas foi embora junto com a ameaça de chuva. Isso porque aos 16 minutos, enquanto o céu se abria de maneira quase simbólica, o árbitro apitava um pênalti para o Oeste Paulista. O time atacava pelo flanco direito, mas Tarabai – eu acho – foi derrubado assim que entrou na área. Mão apontada para a marca da cal (provavelmente Votorantim), e bola a 9,15m da baliza alvirrubra da Esportiva. Na cobrança, o camisa 11 Jaime. Era o momento de fulminar, de fazer o que o trio Ademir-Jair-Chico não havia feito há 57 anos. A torcida pedia seu gol. Jaime tirou as mãos da cintura e correu em câmera lenta. O encontro da bola com a rede foi a fagulha que explodiu a torcida. Jaime correu para o alambrado, virou-se de costas e apontou os polegares para o número 11 de sua camisa. A molecada – inclusive eu, que mal sabia quem era o Jaime – estava pendurada no alambrado, vibrando como se aquele gol tivesse dado o título da Copa do Mundo para nós. E, de certo modo, era isso mesmo. A partir daí, os minutos se arrastaram em tentativas dos dois times e de gritos de olé vindos dos quase 5 mil prudentinos presentes. Os garotos se penduravam no alambrado e tomavam um toma-jeito da Polícia presente. Já era quase uma da tarde quando o árbitro pediu a bola. Éramos os campeões da quarta divisão. “Acabooou! É tetraaaa!”
O fim do jogo não foi o início da festa, que já havia começado minutos antes. Os jogadores se juntavam a nós no alambrado. A essa altura, não haveria policiamento que contivesse a turba. Jaime, Nuno e Juliano Gerlim há muito haviam cedido e comemoravam conosco. A Federação, estranhamente, não abriu o portão de acesso ao gramado – o que parece ter sido uma idéia inteligente, já que a passagem era perigosamente pequena para tanta animação. Decepcionante foi o palco montado lá do outro lado do gramado, o que impossibilitou oficializar a festa mais perto de nós. O time atravessou o gramado do Prudentão para receber o troféu, enquanto nós esfriávamos os ânimos do lado de cá.
Foi aí que Clóvis me achou, em um daqueles encontros que não aconteceram no intervalo. Conversamos e comemoramos juntos. O Oeste, medalhado, iniciava sua volta olímpica. Loucura de Fernando, minha e dessa gente sofrida, meu Deus! Olhem as criancinhas! Way back home A missão estava cumprida, e Fernando e eu precisávamos ir para casa. É claro que eu não deixaria de pegar um churros de doce de leite a R$ 1,50. E depois de eu insistir para irmos a pé ao estádio, já que é mais charmoso, descobri que teríamos que voltar caminhando. Nada ruim, já que a distância não é tão longa e o sol havia desistido de acordar naquele domingo. Palhaçadas, igrejas de nomes estranhos, caminhos errados e pouca voz depois, nós estávamos de volta ao Jardim Paulista, onde eu havia deixado meu carro, onde Fernandinho enterrou seu coração e onde havíamos sidos deixados para fora de casa. Calhou de que o pai dele havia ido nos buscar, como nós combinamos e esquecemos. Risadas de todo mundo, convites para almoçar e a felicidade reservada aos campeões.
Que passaram em frente à casa dos Costa, carregando o troféu no banco de trás de um Cross Fox. Nossa camisa ganhou uma buzinadinha. Era muito bom ser campeão.
Por EMANUEL NOVAES às 12:50 AM
| martes, noviembre 27, 2007
HONESTIDADE E INTEGRIDADE
Comentário postado ontem. COMO GANHAR DINHEIRO RÁPIDO E FACIL GANHE DINHEIRO COM A INTERNET!!!--- COMPROVADO PELA REVISTA EXAME --- Por Favor, leia este texto para entender, é muito fácil mesmo!! MULTIPLIQUE SEU DINHEIRO: Transforme R$ 6,00 em mais de R$ 6.000,00. MUITOS ESTÃO ENTRANDO NESSE NEGÓCIO DE LUCRO RÁPIDO! Parece piada não?! Eu também achava, até participar deste negocio. Mas use um pouco de seu tempo e leia isso, você vai ficar impressionado!!! SE VOCÊ ESTÁ SEM TEMPO PARA LER OU NÃO ESTÁ DISPOSTO, ENTÃO COPIE ESTA PÁGINA PARA LER COM CALMA EM UMA HORA DE FOLGA, CREIO QUE VOCÊ NÃO VAI SE ARREPENDER. É SIMPLES E REALMENTE FUNCIONA, VOCÊ MESMO PODE COMPROVAR ISTO. LENDO ISTO VOCÊ PODE GANHAR MUITO DINHEIRO COM A INTERNET EM APENAS ALGUMAS SEMANAS! REALMENTE FUNCIONA! O texto disse para eu depositar 1,00 a cada um dos 6 nomes com endereços declarados no artigo. Depois de feito isso, colocar meu próprio nome na posição #6 da lista, e mandar o artigo para pelo menos 200 fóruns ou newsgroups. (Existem milhares) Nada mais, só isso e você ganharia muito dinheiro. Eu cheguei à conclusão:' o que eu tenho a perder fora os 6,00? Eu sempre gasto isso quando vou no shopping lanchar', jogando na mega- sena, loto, etc. Então eu mandei os desprezíveis R$ 6,00. Bem, ADIVINHE?... Dentro de 7 dias, 7 (SETE) eu comecei a receber dinheiro! Eu fiquei arrepiado! Fiquei pensando que havia acabado mas o dinheiro depois começou a chegar novamente. Em minha primeira semana, recebi aproximadamente R$ 50,00. Ao final da terceira semana eu tinha feito um total de mais de R$ 1.500,00! Na sexta semana eu tive mais de R$ 3,000.00 e continua chegando. Eu com certeza já gastei muito mais na loteria e nunca recebi algo igual!! Eu o prometo que se você seguir as direções na maneira como é dita, você logo começará a ganhar mais dinheiro do que você pensou ser possível fazendo algo tão fácil! SUGESTÃO: Leia esta mensagem inteira cuidadosamente! (imprima e salve). Siga as instruções e veja o dinheiro entrar! É fácil. É legal. E, seu investimento é só 6,00. IMPORTANTE: Este não é um golpe, não é indecente, não é ilegal e é 99% livre de risco - Funciona !!! Se todas as instruções seguintes forem cumpridas, você receberá incrível quantidade de dinheiro. POR FAVOR PRESTE ATENÇÃO: Por favor siga estas direções EXATAMENTE, e 3.000 ou mais pode ser seu em 20 a 60 dias. Este programa permanece próspero por causa da HONESTIDADE e INTEGRIDADE dos participantes. Por favor continue fazendo com que o programa seja um sucesso aderindo cuidadosamente às instruções. ETAPA 1: Imediatamente, deposite R$ 1,00 para cada conta das pessoas da lista abaixo. Lembre-se que milhares de pessoas farão o mesmo com relação a você. EIS A RELAÇÃO DAS PESSOAS PARA AS QUAIS VOCÊ FARÁ O DEPÓSITO BANCÁRIO - R$ 1,00 (UM REAL) "A HONESTIDADE É O QUE FAZ ESTE PROGRAMA FUNCIONAR!!" 1) Moises F. B. – BRADESCO, AGENCIA: 1726-4 / CONTA POUPANÇA: 7799-2 2) Alexan Trechos sublinhados por minha conta. Eu fico pensando: se o coitado do "Alexan" já está ferrado e não vai ganhar nem um puto, imagine então o número 6 da lista? (Alguém sabe apagar comentário no HaloScan?)
Por EMANUEL NOVAES às 10:22 AM
| lunes, noviembre 26, 2007
CONVOCAÇÃO
Existem dois tipos de correntes: as legais e as que você tem que enviar para 20 pessoas até a meia-noite para que seu pedido se realize e você não morra. E eu, ainda bem, fui uma feliz “vítima” de uma das mais legais. O Fábio recebeu a convocação para a conhecida Corrente do Livro e respondeu com um trecho de Vamo Batê Lata, de Jamari França. Eu não conheço o livro, apesar de ser fã de Paralamas (de fato, quem não é?) e de ter gostado do trecho levantado. Mas admito também que tinha alguma vontade de participar da corrente. E para quem não conhece as regras... 1ª Pegar um livro próximo (PRÓXIMO, não procure) 2ª Abrir na página 161 3ª Procurar a 5ª frase completa 4ª Postar essa frase em seu blog 5ª Não escolher a melhor frase nem o melhor livro 6ª Repassar para outros 5 blogs Um tipo de Orkut das antigas. Você precisa ser convidado. Eu admito que tive alguns problemas para cumprir com a tarefa, por alguns motivos. A começar que o livro mais próximo do meu computador é a lista telefônica, e o curioso Guia Mais simplesmente não conta com uma página 161 – simplesmente pula da 87, dos mapas, para a 183, do índice comercial de anunciantes. Meus livros de verdade ficam todos em uma prateleira do meu guarda-roupas, logo abaixo dos CDs. Estão todos juntos e, pensando bem, todos à mesma distância de mim. Por isso, para ser justo, eu decidi pegar o primeiro da fila – no caso, uma pequena edição de bolso de O Anticristo, de Friedrich Nietzsche, que eu tive que comprar para a faculdade. Mais um problema: o livro é tão condensado, mas tão condensado, que todo o texto de Nietzsche coube em 112 páginas. E olhem que eu nem consegui terminar de lê-lo há dois anos. Por isso, cumprindo o regulamento, o livro escolhido foi o segundo da minha relação abaixo dos CDs: Futebol ao Sol e à Sombra, do uruguaio Eduardo Galeano. O livro foi presente do amigo Nivaldo no meu aniversário de 21 anos, e eu não demorei para devorá-lo (o livro, não o Nivaldo). Galeano é um cara que escreve com sensibilidade até quando o assunto é futebol. E como o livro tem mais de 160 páginas, com mais de quatro frases na 161ª primeira delas, finalmente consegui dar minha contribuição para a corrente. cordiais que já vi: homens, e também mulheres e crianças, capazes de oferecer espetáculos musicais que, nas arquibancadas, competiam com júri e tudo. Uau! Não doeu, e eu ainda admito ter ficado surpreso com o resultado. Valeu, Fábio! Agora, como diz a regra do negócio, eu tenho que escolher cinco outros blogueiros para dar segmento à corrente, certo? Certo! Talvez tenha sido a tarefa mais complicada por ter excluído tanta gente. Mas, depois de uma lista de 16 pré-convocados, elegemos: Felipe ‘Gattuso’ Held, Daniel Tomiate, Babi Sacchitiello (escrevi certo!), Carol Canossa e Talita Marchão. Mãos à obra, meninos!
Por EMANUEL NOVAES às 11:09 AM
| domingo, noviembre 25, 2007
SEGUNDO ATO
Cenário: bar indie da rua Augusta, quarta-feira de garoa, 23h50. Eu: (elevando a voz) E pode pedir o hino de qualquer time, que eu sei cantar! Fi: América de Natal. Eu: Ahm... Fi: ... Eu: Putz, eu sei que é bonito... Ahm... (cantando) “América, América...” Mas eu sei que é bonito pra caramba! Fi: Tá. Bangu. Eu: (efeito da cerveja) Ahm... “A torcida feminina (sic) mais parece a do Fla-Flu, Bangu, Bangu, Banguuuu.” É mais ou menos assim, mas eu não tô lembrando. Fi: Juventude, então. Eu: ... Fi: ... Eu: Ahm... Putz, cara, não lembro agora...
Por EMANUEL NOVAES às 1:08 PM
| viernes, noviembre 23, 2007
POR QUE INCENTIVAR A PESQUISA COM CÉLULAS-TRONCO
Toda vez que eu volto para casa, o dilema é o mesmo: eu posso passar mais tempo com os meus pais ou eu posso ver o maior número possível de amigos. A primeira opção tem levado a melhor de uns tempos para cá, o que não tem impedido o surgimento de uma terceira via. Recentemente, minhas passagens por Presidente Prudente têm sido marcadas pelos encontros – propositais ou não – com amigos que eu não via há muito tempo. Foi assim com o Dodô, com o Bruninho, com a Milene, com o Dino, com o Marlon, com a Bruna, com a Vê e com mais um sem-número de pessoas das quais vocês possivelmente jamais ouviram falar. O último final de semana em foi assim. Eu não via a Raquel desde 2004, mas encontrei ela em julho e a gente começou a conversar. Combinamos de tomar uma cerveja. Conversamos, rimos e fomos embora ouvindo funk. E foi legal. Especialmente porque não deixou aquela sensação de que eu tenho que escolher apenas alguns amigos para ver quando eu estou em casa. É possível até mesmo deixar alguns um pouco de lado para rever aqueles que a gente não vê há tanto tempo, com quem nem conversava muito mesmo. E sente é quase possível restabelecer as amizades da infância e da adolescência como elas sempre foram. Tem horas que, mais importante do que restabelecer, é manter. É não perder o nosso cordão umbilical, que as pessoas insistem que devemos cortar. Uma bobagem. Faz um bem danado sentir o cordão umbilical bem conservado, sabem? A gente pode querê-lo inteiro um dia...
Por EMANUEL NOVAES às 9:05 AM
| jueves, noviembre 22, 2007
COMO SOBREVIVI AO PIOR DIA DO ANO
Uma nova epopéia em capítulos. Noite II Saímos às 20h45 da aula, e eu entraria às 20h50 na segunda aula, a de Radiojornalismo II. Tínhamos (a sala inteira e eu) que apresentar um programa unificado de rádio, e eu precisava entregar uma pequena reportagem de 2 minutos sobre brinquedos. Não seria difícil, mas havia um pequeno problema: o trabalho não estava pronto. (Se bem que, a essa altura, um problema a mais ou um a menos...) Eu havia entrevistado uma vendedora de brinquedos na segunda-feira (que havia dito exatamente o que eu precisava para o trabalho), mas ainda tinha que entrevistar uma psicóloga. Murphy, aquele da lei, parecia não acreditar que eu, simplesmente, não conhecia psicólogas em SP (lembram-se da ligação para o Gui e para a Jô?)! Por sorte, dei de cara com o Nícolas, filho de uma, andando pelo corredor da faculdade na segunda-feira. Batata! Deixei o gravador com ele na segunda à noite e passei a pergunta que ele faria à própria mãe. Tranqüilo, se eu não saísse da aula na terça e fosse procurá-lo. Adivinhem? Acho que foi a Kazão, a Sheyla ou a Fer... Mas alguém me disse que ele tinha ido embora. Eu tinha vontade de morrer ou vomitar, bem quando achei que o pior da tormenta tinha passado. Peguei o celular do Pedro (que, diferente do meu, tem crédito) e liguei para o Nícolas, já desesperado e próximo das lágrimas. Dei sorte, porque ele estava na frente da faculdade e eu pude encontrá-lo com a gravação em ordem. Perfeita. Linda. Desci correndo, subi correndo, escutei a gravação, terminei de redigir o trabalho e corri para o estúdio para digitalizar a gravação. Eram 21h10 e nós conseguimos gravar tudo quase à perfeição. Dos males, o menor. Noite III Pensam que acabou? Enquanto eu escrevia este texto (e minha gastrite atacava até a sola do pé), ainda fazia as traduções que havia combinado para a Carol. É bem provável que, em dias comuns, eu já estivesse morto mesmo. Mas ainda era preciso fazer o trabalho para o Terra, e eu deixei este texto de lado. E só fui retomá-lo dez dias depois. Pra vocês verem como não foi um dia fácil. The End Aqui, ó! Quarta-feira foi dia de mais trabalho e de mais traduções. Quinta-feira foi dia de prova e mais traduções. Sexta-feira, sem faculdade, sem trabalho... Mas com as traduções. Tudo isso pra poder ver o Oeste Paulista no domingo. E se eu terminei este post, acreditem: deve ter compensado. Update: Compensou.
Por EMANUEL NOVAES às 2:27 AM
| miércoles, noviembre 21, 2007
COMO SOBREVIVI AO PIOR DIA DO ANO
Uma nova epopéia em capítulos. Noite Acontece que a impressão de trabalhos na minha faculdade é digna de um estudo científico. Não importa se você vai imprimir meia bula de remédio, mas sempre haverá problemas. Certamente haverá um aluno de publicidade ou de relações públicas imprimindo 200 formulários na sua frente (é sério!), ou a rede não enviou seu arquivo para a impressão, ou a impressora quebrou. Não deu outra: eu já saí um pouco mais tarde do trabalho (naqueles dias em que as coisas precisam funcionar como um relógio) e fui correndo imprimir. Pedi a impressão de dez cópias coloridas e dez em preto e branco. Saí de lá com uma colorida, três em preto e branco e um atraso de 40 minutos. A professora não estava lá muito paciente na sala, especialmente porque a sala estava absolutamente vazia. Quando os dois grupos chegaram para a apresentação, ela não teve dúvidas: cuspiu uma pequena palestra sobre nós, reclamando da nossa falta de profissionalismo, do nosso amadorismo, de nossa infantilidade, de nossa imbecilidade. Ela não sabia, ou não fazia questão de saber, de nossos problemas. E se soubesse, certamente daria de ombros. Com uma hora para a apresentação de dois grupos, conversei com o pessoal do grupo da Van para utilizarmos 30 minutos cada um (porque eu sou bom de conta mesmo). Eles toparam e iniciaram a apresentação. Foi bem feita e tranqüila, mas o provável péssimo dia da professora acabou reservando a eles 13 minutos de sabatina. As professoras adoram dar broncas nos grupos atrasados, especialmente quando há um mais atrasado ainda esperando para apresentar. Fiquei com dó do grupo, especialmente porque sempre há alguém cretino o suficiente para fazer perguntas de nerd que quer mais nota no final da aula. A Marcela já estava desesperada quando o grupo dela encerrou lá na frente. Nós fomos finalmente chamados, com 17 minutos para a apresentação. É claro que eu fui à frente da sala esbanjando confiança – caso contrário, a professora mastigaria o grupo como quem masca fumo. Ela perguntou se nós conseguiríamos apresentar em tão pouco tempo, e eu, malandramente, respondi que “tentaríamos fazer nosso melhor”. Acho que ela gostou. E fizemos mesmo. Enroladas à parte, falei resumidamente nossa proposta, quem foram nossos entrevistados, nossa idéia, nossa inspiração, nossa metodologia e explicamos um pouco sobre o homenageado Carlos Drummond de Andrade. É claro que sempre temos que ouvir algumas perguntas e observações que não gostaríamos, mas quando eu as achava injustas, nem pensava em parar para escutar. Continuava falando para não perder meu raciocínio. Sou foda. Parece ter dado certo. A popular “nabada” esperada nessas horas foi menor do que a que eu esperava. De quebra, ela nos deu cinco minutos a mais para apresentar o trabalho. Poderia ser uma dádiva, mas esse tempinho extra quase ferra mais ainda minha noite. (Continua)
Por EMANUEL NOVAES às 10:04 AM
| martes, noviembre 20, 2007
COMO SOBREVIVI AO PIOR DIA DO ANO
Uma nova epopéia em capítulos. Manhã II Eu dei sorte de ter adiantado as traduções que fazia para a Carol no Terra na noite anterior, por isso tinha todo o resto da manhã para fazer um dos trabalhos da faculdade. Minha pesquisa sobre Carlos Drummond de Andrade para o texto do dito trabalho já estava pronta, mas ainda faltavam detalhes para pesquisa. Enquanto isso, Pedro e Buca discutiam a diagramação do conjunto da obra. Nesse ínterim, eu liguei para o celular do Gui em Prudente, pra falar com a Jô, pra me dar uns toques sobre psicologia para o trabalho. Ainda precisávamos de uma psicóloga para o trabalho, e nem o Google tinha ajudado muito até então! A Jô disse que não era a pessoa mais recomendada e me passou o telefone de uma terapeuta – a qual, meu Deus, não pôde atender o telefone por algum motivo. Enquanto isso, o tempo passando e a parede do estômago de abrindo em tensão... Faltava menos de uma hora para eu entrar no trabalho quando finalmente conseguimos acertar a apresentação “psicológica” do trabalho. Buca se responsabilizou pela diagramação, minha apresentação de PowerPoint estava quase no ponto e os textos estavam bem encaminhados. É bem verdade que estávamos mais perdidos que surdos no bingo, mas tudo o que se podia fazer a essa altura era confiar. Tarde Encontrei Pedro no almoço e fomos trabalhar, ambos com aquela sensação de corredor da morte. Incrível como o dia mal havia começado, e os dois (eu talvez mais) estivesse com vontade de chorar sobre o prato de comida. Passei a tarde fazendo pesquisas sobre atletismo, e acreditem: foi o melhor momento do dia. E se o melhor momento do dia é passado no trabalho, algo muito estranho acontece – com você ou com o trabalho. Aquela redação, definitivamente, está longe de ser normal. Carol e eu ficamos relembrando grandes anti-heróis da história recente do esporte, como Eric Moussambani e Tiago Monteiro. Já era um momento bom, e ficou melhor ainda quando Buca me ligou falando que o trabalho estava pronto. No meu e-mail. A primeira boa nova do dia foi tão boa que eu até chamei o Pedrão para ver a apresentação do Drummond. Salvo alguns probleminhas pontuais, ficou tão lindo que eu quase chorei. Enfim, as coisas pareciam dar menos errado do que a gente imaginava. Pareciam... (Continua)
Por EMANUEL NOVAES às 8:23 AM
| viernes, noviembre 16, 2007
COMO SOBREVIVI AO PIOR DIA DO ANO
Uma nova epopéia em capítulos. O pior dia do ano não foi 25 de agosto, quando eu oficialmente tomei um pé na bunda dos mais tristes da minha vida. Muito menos 1º de novembro, quando o Palmeiras conseguiu a proeza de perder do quase rebaixado Juventude em casa. Nããão, muito longe disso. O pior dia de 2007 foi, sem dúvida, 6 de novembro, terça-feira. Foi um daqueles dias em que as coisas ruins resolvem acontecer todas de uma vez, sem que você esteja pronto. Aí, de duas, uma: ou você arruma jogo de cintura e passa por tudo de alguma maneira, ou então tropeça no primeiro problema e arca com isso depois. Filosofias baratas à parte, eu preferi a primeira opção. Tudo isso porque eu estava em semana de provas na faculdade. Em períodos assim, os professores não querem saber se você trabalha em período integral, período duplo, meio-período ou em finais de semana. Nem se você faz tudo isso e ainda tem que fazer outros trabalhos de outros professores ou manter uma casa em ordem. Problemas? Ah, meu filho, você teve tempo... Ah, meus filhos, eu tive tempo. Mais exatamente 16 horas de provação, que explicaremos em detalhes aqui. Como o negócio ia ficar imenso, compensou novamente dividirmos em capítulos pequenos. Certamente, não foi possível colocar aqui a azia que representou aquela terça-feira. Mas já dá pra ter uma idéia. Manhã Em dias normais, pacíficos e à prova de problemas, eu acordo lá pelas 9h30 e fico no computador me ocupando até o 12h30, quando eu me arrumo para ir ao trabalho. Mas não na terça-feira em questão, dia em que eu acordei às 6h30, tomei café, tomei banho e tomei o rumo para a faculdade. Era um dia cinzento, como deveria ser, e eu já sabia que as próximas horas seriam absurdamente desgastantes. Isso porque sexta-feira era minha folga no trabalho, e como ela emendava com o final de semana, é desnecessário que eu diga que eu arrumei um feriado só meu. Mas sexta seria também dia de prova na faculdade, e por isso eu resolvi ser menos burro e antecipar a prova. Fiz na terça, o único dia disponível. Cheguei às 8h00 e esperei Fê, ex-colega de sala, para fazer prova com ele. A bem da verdade, eu nem sabia que iria para lá fazer uma prova. Em tese, eu ia lá apenas para adiantar uma aula explicativa sobre Guimarães Rosa, que me seria útil na prova que seria na semana seguinte. Talvez eu até tenha sorte, talvez não. Fato é que a proposta da prova feita não era das piores. Mas este é um detalhe menor; o importante foi chegar lá e encarar o problema, sabendo que uma boa nota poderia me livrar do exame final. Não foi aqueeeeela prova bem feita, mas passamos por ela inteiros, dando risadas e confiantes – especialmente depois de ter a minha prova revisada pelo Fê. Pude tomar um chá (!!!), me despedir do pessoal simpático da manhã e voltar para casa. Eram 10h20. (Continua)
Por EMANUEL NOVAES às 9:43 AM
| martes, noviembre 13, 2007
SEM NOME
A primeira vez que eu ouvi falar da PM foi em 92. Eu estava na primeira série, fazendo tarefa de casa para a escola, e a Marília – irmã do Zé Renato, lembram-se? – estava me ajudando. Uma hora, a gente estava conversando na sala da minha casa e ela citou a sigla PM. Eu perguntei o que era, e ela explicou que se tratava da Polícia Militar. Eu logo imaginei uma estradinha meio escura, daquelas que nos levam aos bairros mais afastados, e um poste aceso. Tenho a imagem na cabeça até hoje. Até sei exatamente onde fica a estradinha e o poste. Um dia, tiro uma foto. Só não sei o porquê do poste me lembrar a Polícia. Hum... Não rendeu uma boa história.
Por EMANUEL NOVAES às 10:08 AM
| domingo, noviembre 11, 2007
FICA AQUELA DÚVIDA...
100 mil visitas. Vocês não têm mais o que fazer?
Por EMANUEL NOVAES às 5:09 PM
| miércoles, noviembre 07, 2007
ELES NÃO TÊM MAIS O QUE FAZER?
“Deve ser fácil ser jornalista na Europa. Se for para a Internet e para trabalhar com esportes então... Fernando Alonso não tem ambiente na McLaren, com a qual tem contrato para correr até 2008 – com opção de renovação por mais um ano. Porém, o ambiente tumultuado na equipe inglesa e o temperamento do bicampeão não ajudam muito as coisas. Por isso, logo surgiram boatos de que ele ia deixar a escuderia. Pronto! Foi mais do que suficiente para que sites como o Eurosport, o F1 Live.com e o Crash.Net aparecessem com um sem número de especulações. Já colocaram ele em nada menos do que 9 das 12 equipes que virtualmente disputarão a temporada de 2008 da Fórmula 1. E sabem para quê? Para Alonso continuar correndo pela McLaren no fim das contas.” Seria assim que começaria este post, que reclamaria da falta de profissionalismo da imprensa esportiva do Velho Mundo. Seria, se Fernando Alonso não tivesse anunciado seu rompimento com a McLaren na sexta-feira, duas semanas antes do prazo dado por Ron Dennis. Ideal para queimar a língua, certo? Quase. Ainda que o espanhol (melhor piloto da atualidade, na minha opinião) tenha terminado seu casamento com as Flechas de Prata, muita coisa ainda precisa ser revista na novela toda. A começar pelas especulações dos sites citados acima, e de alguns outros. Afinal, apenas a primeira metade da história se mostrou verdadeira – outras sete especulações ainda precisam explicadas pelos veículos. Algumas delas: Ferrari: Na primeira metade da temporada, os resultados de Kimi Raikkonen colocaram Alonso como substituto do finlandês na escuderia de Maranello já em 2008. Como Kimi foi campeão e os dirigentes ferraristas confirmaram a dupla de pilotos para os próximos dois anos (salvo engano), o boato caiu por terra. McLaren: Admito que era a mais provável na minha opinião. Lewis Hamilton e Fernando Alonso continuariam batendo cabeça pelos próximos dois anos, tentando infrutiferamente reeditar o duelo entre Senna e Prost. Ninguém seria louco de deixar escapar um bicampeão do mundo ou o melhor estreante da história da Fórmula 1. BMW-Sauber: Um dos primeiros a aparecer. Ninguém sabe o porquê, mas Alonso viria para substituir Nick Heidfeld ou Robert Kubica – provavelmente o polonês, que ficou devendo um pouco neste ano. Chefe de equipe do time de Hinwil, Mario Theissen logo confirmou os dois para 2008 e derrubou a especulação. Renault: Favorita a nova casa do asturiano. Flavio Briatore já vinha há tempos movendo mundos e fundos para ter de novo seu pupilo, e deve conseguir agora. A história toda envolveria o fim da trajetória de Giancarlo Fisichella ou Heikki Kovalainen na equipe francesa (o italiano deve se aposentar). Pode pintar um Nelsinho Piquet como titular se Kovalainen for para a McLaren. É esperar para ver. Honda: Uma das mais recentes e absurdas. Nick Fry, chefe de equipe do time, estaria esperando a definição da novela Alonso-McLaren para colocar o espanhol ao lado de Jenson Button. Mesmo confirmado para 2008, Rubens Barrichello iria para a Super Aguri para ocupar a vaga de Anthony Davidson, que voltaria a ser piloto reserva. Resta saber se Alonso iria correr o risco de dirigir mais uma lata velha como o RA106. Ah, e vale lembrar que Button já foi cotado para correr na McLaren! Williams: Boato pouco provável, mas que mereceu atenção. Nico Rosberg iria para a McLaren e Alonso viria pilotar para Frank Williams, Patrick Head e Sam Michaels. Pessoalmente, não imagino Alonso na Williams, mas Rosberg na McLaren (ainda mais com o apoio da Mercedes) não é uma idéia tão absurda no futuro. Com uma combinação um pouco mais complicada, Nelsinho Piquet também poderia aparecer aqui, bem como Kazuki Nakajima. Poderia, se a Williams não tivesse confirmado Rosberg e Nakajima para 2008. Red Bull: Dois dias antes de Alonso dar adeus à McLaren, noticiou-se o interesse da RBR no asturiano. David Coulthard se aposentaria e o bicampeão correria ao lado do amigo Mark Webber. A presença do projetista Adrian Newey seria o principal diferencial na equipe. Como o piloto australiano tem, apesar do talento, vocação para Fisichella, um bom projeto de Newey poderia dar asas ao tricampeonato de Alonso. Toyota: Outra que já deu o que tinha que dar. Com a saída e provável aposentadoria de Ralf Schumacher, a equipe de Colônia estaria a procura de um companheiro para Jarno Trulli. Já deram Alonso ou Felipe Massa como certos, mas a vaga deve ficar mesmo para o alemão Timo Glock, ex-Jordan e atual campeão da GP2. Prodrive: Para quem não conhece, eis a equipe que David Richards (ex-BAR) iria colocar na Fórmula 1 em 2008. O projeto naufragou temporariamente, porque Richards queria colocar a Prodrive como uma equipe B da própria McLaren, mas o acordo demorou para sair e a estréia independente (ou não) deve acontecer apenas em 2009. Menos mal é que evitaremos outra Lola. Explicação feita, o casamento entre Richards e Ron Dennis, somado aos problemas de relacionamento de Alonso e Hamilton, deixaria o inglês na McLaren. O espanhol levaria o patrocínio do banco Santander para a Prodrive, que poderia contar ainda com Pedro de la Rosa, Alexander Wurz ou Gary Paffet. Balela das mais balelásticas. OK, as explicações foram um pouco longas, mas merecem ser lidas com atenção. Alonso certamente acertará com uma dessas equipes (exceto a Prodrive), e deixará outras (deixa eu fazer as contas) seis chupando dedo. Mais ou menos. As equipes irão sobreviver ao choque de não ter Alonso (talvez não a Toyota, que realmente acha que o espanhol correria com aquele pedaço de lata). Quem realmente ficará chateada é a imprensa européia, que parece ter uma fome pantagruélica de boatos bobos. Sim, pois um elogio nos boxes de qualquer equipe tem sido mais do que suficiente para promover uma irresponsável dança das cadeiras. Simplesmente, um circo.
Por EMANUEL NOVAES às 11:59 PM
| domingo, noviembre 04, 2007
O DIREITO EM SI NÃO BASTA
Pode ser um pouco de conspiração minha, mas talvez eu não seja o único. Vocês já repararam a dificuldade que nós temos tido para conseguir comprar meias-entradas? Pagar metade do preço por ser estudante, seja no cinema ou no estádio de futebol, tem sido um parto. Os preços já não são muito convidativos, e as bilheterias parecem orientadas a pedir carteirinha de estudante, RG, comprovante de pagamento de mensalidade e um monte de coisa. Não deixa de ser justo que se queira controlar a coisa, mas a burocratização está chegando a um limite chato. Todo mundo anda por aí com os registros acadêmicos (as boas e velhas carteirinhas) da faculdade, mas ninguém é obrigado a saber que tem que levar um atestado de matrícula (que as faculdades geralmente cobram para expedir) ou um comprovante de movimentação financeira ao cinema. Sejamos razoáveis, né? Já aconteceu mais de uma vez de eu ir ver um filme e a bilheteria não me vender meia-entrada. A carteirinha da minha faculdade não tem registro nenhum além de nome, identificação numérica interna (o RA) e foto. Por não ter qualquer data acerca da conclusão do curso, os cinemas, teatros e estádios costumam não ir com a cara dela. Há que se considerar que parte é culpa da própria faculdade, que gasta dinheiro com um monte de bobagem e não dá uma reformulada na carteirinha. Mas boa parte também é culpa dos próprios cinemas, teatros e estádios. Há uma verdadeira campanha para acabar com a meia-entrada dos estudantes (perguntem ao Jô Soares se não). Ora, não bastasse termos que trabalhar e estudar, ainda temos que ter nossos direitos cerceados na hora do lazer a um preço justo? Que dureza, hein? A justificativa é a de que é preciso combater as falsificações, e ninguém tira de cinemas, teatros e estádios o direito de ganhar dinheiro com seus espetáculos. Só que o meu vizinho não pode ser culpado por uma bobagem minha. Pilantras vão existir sempre mesmo, mas que os cinemas comecem a coibir a ação deles, e não a dos estudantes. Quem consegue falsificar uma carteirinha, certamente consegue falsificar uma folha de papel que diz que a matrícula está em dia. Talvez não tivéssemos gente se passando por estudante se os preços cobrados por espetáculos fossem justos. Alguém acha honesto cobrar 20 reais para ver um filme, 30 reais para se ver um jogo de futebol sem muito conforto ou 70 reais para se sentar em um teatro? A culpa, certamente, não é dos universitários. Eu até preferia que os cinemas baixassem o preço para todo mundo. Como não o farão, que não dificultem o exercício do direito que eu tenho até o final do ano que vem.
Por EMANUEL NOVAES às 1:34 AM
| jueves, noviembre 01, 2007
A VOLTA AO MUNDO EM 80 COISAS LEGAIS PRA CARALHO
3. Japão Você é um daqueles estudantes de comunicação malas-sem-alça que acham a programação da TV brasileira um lixo, certo? Que fulano explora a tragédia humana, que as brincadeiras de cicrano são apelativas e mais não sei o quê, não é? Ah, é porque você não conhece a TV japonesa... OK, eu não sei se a NHK tem alguma apresentadora que se faça de Oprah Winfrey ou de Márcia Goldschmidt, mas as brincadeiras dos nipônicos são de uma invejável bizarrice. Vide o Tetris Humano, que é tão hilário que foi copiado pela propaganda do Halls Limão com Cristais de Morango. Ô lôco, mêu! Eis algo que precisa ser copiado por alguém por aqui. Está na hora de saber humilhar as pessoas com mais humor.
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