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jueves, agosto 16, 2007
A VOLTA AO MUNDO EM 80 COISAS LEGAIS PRA CARALHO

2. Nova Zelândia

Diferente de Os Aspones, esta sessão ao menos tenta ter vida longa. Pois bem, vamos dar segmento à bela idéia copiada do Fábio e da revista VIP, mesclando as duas, relaxando e gozando e seguindo a canção.

Sabe Deus o porquê (e eu não ando com paciência para pesquisas), as cores nacionais da Noza Zelândia em competições esportivas internacionais são o preto e o branco. Por isso, o tradicional time de rugby dos neozelandeses é conhecido como All Blacks. E até quem não acompanha o esporte – que está mais na moda do que dizer que gosta de MPB – sabe que a equipe é uma instituição.

O mais curioso é que, por não se tratar de um time de futebol, os caras não deixam a parada subir à cabeça (Parreira, Ronaldinho Gaúcho, Adriano, Ronaldo... Alguém identificou?). Os caras sabem da importância que têm para a própria Nova Zelândia. Tudo bem, todo mundo conhece o país por ser o segundo mais importante da Oceania e por ter inúmeros pássaros kiwis. Mas pela identificação e pela valorização de caracteres tão importantes (acredito eu), os All Blacks tiveram a grande sacada de abrir seus jogos com uma, digamos, apresentação maori.


I te timatanga/Ko te Kore...


Os Maoris são os habitantes originais da Nova Zelândia, o que faz com que parte dos neozelandeses também saiba falar o dialeto maori – quase um Paraguai. Ninguém espera que o Kaká comece um ritual tupi, ou que o Roque Santa Cruz faça uma orações guaranis, mas é interessante ver os All Blacks recebendo – e intimidando – adversários com todo este cerimonial.

Quem quiser cantar junto e acompanhar na palminha da mão a música acima, pode clicar no vídeo e pular direto para o link do YouTube, que tem a letra. Ela se chama Timatanga, ou “No começo” segundo os maoris. Agora, quem quiser aprender um pouco mais do país, pode clicar aqui, aqui e aqui.

Por EMANUEL NOVAES às 3:17 PM
Xinga a mãe!



lunes, agosto 06, 2007
O PAN QUE O DIABO AMASSOU

O Helda já fez. A Carol também, com um requinte quase diário de crueldade e lavação de louça suja sobre as pedras. Por isso, nada mais justo do que eu também divulgue minha lista de momentos bizarros dos Pan do Rio.

Como diria Sílvio Santos, a brincadeira é fácil. Esse negócio de Jogos Pan-americanos em país pobre sempre conta com coisa errada (alguém se lembra da bandeira do Brasil em Santo Domingo?). Por isso, meio sem querer, o pessoal das redações coletou momentos bizonhos do que acontece no Rio de Janeiro, escolhendo os melhores (vide UOL).

Eu já fazia parte do movimento “Acaba, Pan!” mais ou menos desde março, quando descobri que nem mesmo o desvio de verbas e o atraso das obras poderiam demover o Brasil da idéia de receber o continente inteiro pra brincar em seu quintal. Por isso, pra evitar o trocadilho com "pandemônio", estamos inaugurando aqui a primeira (e única) edição da sessão O Pan que o Diabo Amassou. É um trocadilho legal, vai...

Enfim, destaques:

Catimba pura, Galvão! - Barão Pierre de Coubertin, o inventor das Olimpíadas modernas, ficaria orgulhoso com tanto espírito esportivo. Brasil e República Dominicana se enfrentavam no beisebol no dia 16, uma segunda-feira, com largo favoritismo para os visitantes. De fato, os dominicanos já venciam por 4 a 0 ao final da terceira entrada (também não entendi), quando perceberam que não perderiam o jogo e começaram a fazer graça, arremessando bolas no corpo dos rebatedores brasileiros. Na terceira vez, aquele pequeno e pesado saco de areia costurado em couro acertou as costas do rebatedor Márcio Sakane (acho). Resultado: confusão e quase briga em campo. Um Brasil e Argentina, amigo! Pra quem reclama que beisebol não tem emoção, pelo menos tem porrada – e bolada na torcedora.

Ainda no taco e nas bolas - Exemplo isolado de muitos: acordei neste mesmo dia com a cena insólita de ver a transmissão do jogo acima na Globo, com direito a comentarista especializado e tudo. De repente, do nada, a exibição é cortada depois do segundo inning para mostrarem o jogo de vôlei de praia feminino, deixando os fãs do beisebol-arte órfãos. Era bom demais pra ser verdade. (Em tempo: acabou nada menos do que 14 a 2 para a República Dominicana, que encerrou a partida com um called game na oitava entrada e levou a melhor no duelo entre os mais recentes anfitriões do Pan).

Deu no UOL (literalmente) - “O estoque de camisinha acabou, o de lubrificante está quase, um atleta cubano é flagrado na cama com faxineira da Vila Pan-americana (o jornal carioca Extra fala que o caso é de 'assédio sexual'), guia oficial da RioTur tem anúncio de casas de massagem. Os Jogos do Rio está mexendo com a imaginação das pessoas, que já transformaram o alojamento dos atletas em um bacanal. O mesmo tipo de notícia sensacionalista se repete a cada Pan ou Olimpíada. Em Sydney-2000, foram distribuídos milhares de preservativos para atletas. Várias delegações pediram mais, como a cubana, que estocou o produto para levar para ilha caribenha, sempre com escassez do item. Mas os jornais cravavam que os competidores só pensavam em sexo e eram, na verdade, atletas de alcova. É normal que com tanta gente jovem e atlética reunida aconteça de tudo, mas é muito voyeurismo dos jornalistas que cobrem o Pan esse tipo de 'reportagem'.”

Auto-explicativa, não? O Helda que me mandou.

Histeria - A Carol reclamou (com razão) da empolgação da comentarista Andréa João (SporTV) durante as provas da ginástica. OK, histeria à parte, acho que a Bandeirantes conseguiu ser pior do que o SporTV e do que a carismática (ô!) dupla Luís Roberto e Rogério Corrêa (que não é o zagueiro do Atlético-PR) na Globo. Não bastasse colocar Luciano do Valle para narrar natação, ainda colocou Bárbara Borges (que não é a gostosa global) para comentar as provas. Um lastimável festival de “uhull!”na transmissão dos Saad!

Negou fogo - Anotem esse dia: 24 de julho de 2007. Dia em que o fogo da Pira Pan-americana se apagou – cinco dias antes do final das competições. Vítima do mau tempo sobre o Rio, o fogo que conseguiu passar aceso até pelo Amapá fez o favor de se apagar no Maracanã. Parece que não apagou totalmente, alguns dizem que alguém tinha um pouquinho de fogo “estocado”, mas eu duvido que o Nuzman não tenha ido ali com um isqueiro e...

Mais ufanismo - Nem a organização, nem o desempenho do vôlei feminino, nem o futebol masculino: a principal vergonha do Pan-americano do Rio de Janeiro foi o comportamento da torcida brasileira. Um exemplo de como se mostrar avesso à recepção amistosa aos estrangeiros (da qual tanto nos orgulhamos), sob a desculpa esfarrapada de apoiar os atletas da casa. Vergonha. Xenofobia. Ufanismo cretino. Para se esquecer (ou não).

E não bastaram os protestos contra toda vitória de estrangeiro sobre brasileiro ou o vergonhoso episódio das finais do judô, em que o público vaiou e atirou copos e papéis no técnico cubano que comemorava legitimamente a conquista de sua atleta. Nããão... A torcida tinha que envergonhar os próprios atletas do Brasil que iam competir, como aconteceu com o decatleta Ivan Silva e com seus atletas. Como é que você vai explicar que nós somos um povo amistoso, se o comportamento nas arquibancadas é puramente retrógrado?

Update: Acabei publicando este texto com um pouco de atraso, e não consegui acompanhar todas as patacoadas que rolaram no Rio nesses dias de muito riso e alegria de uma turminha que apronta todas as confusões. Como a grande maioria sabe, eu troquei de apartamento e ainda estou sem PC (embora com uma belíssima cama de casal e mais uma gastrite). Como não é em todo lugar que dá pra postar, fica o aviso: o La Cucaracha passará por um período indeterminado de postagens esporádicas. Mas o fechamento ainda é um futuro distante.

E quem quiser ler um maior volume de bizarrices do Pan, recomendo o Blog da Carol, o que disponibiliza maior conteúdo obscuro do Pan em toda a rede.

Por EMANUEL NOVAES às 3:55 PM
Xinga a mãe!