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La Cucaracha
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Julho/2004
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lunes, abril 30, 2007
O PRÓXIMO FILME A SER ASSISTIDO
Antes que Warriors - Os Selvagens da Noite vire um pseudo-cult chato, é preciso assistí-lo. De novo. É preferível ler a sinopse do Adoro Cinema do que acreditar em qualquer comentário de alguém que já tenha assistido - se é que alguém já viu. Se for um estudante de Comunicação, de Letras, História ou de Ciências Sociais, vai falar que lembra um pouco todo aquele nonsense axaropado de Laranja Mecânica. Não é assim. Warriors faz algum sentido. Seguinte: a gangue que dá nome ao filme precisa atravessar Nova York em uma noite, cruzando pelo caminho de outras gangues - sem apanhar. Há uma motivação nisso tudo. acreditem, mas o negócio é assistir pela quantidade (e qualidade) assustadora de violência. Querer entender a sociedade de vanguarda que domina o mundo pós-globalização, como tentam fazer com Laranja Mecânica, é bobagem. Assiste e olha as porradas em silêncio. Eu me lembro de ter visto "os exércitos da noite" há alguns anos em uma dessa madrugadas em claro, relegado no Intercine. Na época, pensei que fosse um filme feito pelo pai do Quentin Tarantino após uma noite mal-dormida. Hoje a gente vê que a "violência reflexiva" de Stanley Kubrick não é nada perto do que Walter Hill fez com estilo em 79. Este, sim, é um gênio. Primeira tentativa: Paguei dez mangos para virar sócio de locadora há uns tempos, com a promessa de que lá teria de tudo. Depois de alugar o primeiro, descobri que a cópia do segundo, Warriors, está danificada e fora de circulação. Segunda tentativa: Fora de catálogo no Submarino, no Americanas.com e na loja virtual da Fnac. Haja coração!
Por EMANUEL NOVAES às 9:33 AM
Xinga a mãe! sábado, abril 28, 2007
AMOR, ESTRANHO AMOR
Uma notícia na capa do portal Terra chamou muita atenção na quinta-feira, dia 26 de abril. Segundo a nota, a ex-BBB 7 Íris preferia passa fome a fazer filmes pornôs. Promovida a celebridade instantânea pelo reality show da Rede Globo, a mineira teria sido convidada pela produtora Brasileirinhas (que desmentiu o convite no mesmo dia) a participar de uma de suas produções. O que há de novo nisso? Simples. Ela não vai fazer o filme, mas o mercado pornográfrico do Brasil agradece a atenção - e as especulações - da qual tem sido pivô nos anos mais recentes. A produção pornográfica brasileira tem passado por um período de ascensão - ou melhor, de aceitação - jamais visto. Antes relegado às subproduções desconhecidas escondidas em videolocadoras, o pornô nacional hoje se dá ao luxo de produzir títulos conhecidos, com atores famosos e de se envolver em boatos com nomes que passam pelo auge de sua fama, por mais fugaz que ela seja. Íris jamais vai ser uma Gisele Bundchen. Talvez sequer chegue a uma Cristina Mortágua. Porém, pelos próximos meses ela poderá nadar de braçada nas festas VIPs, nos camarotes de micaretas e em eventos de revistas. Ou seja: não precisa mesmo dar sua contribuição a uma fita de sexo explícito. Porém, seja o convite verdadeiro ou não, o mercado pornográfico brasileiro hoje parece ter cacife suficiente para bancar uma contratação de nome como seria a dela hoje. E tudo isso graças à inesperada aceitação do público à participação de famosos decadentes nos pornôs. Resgatado pelo SBT para o programa Casa dos Artistas em 2002, o veterano galã carioca Alexandre Frota embarcou nessa no ano seguinte, meio que por brincadeira - mas meio por gostar da coisa também. Aproveitando-se o bom momento de Frota, o filme Obsessão (2003) foi um sucesso, dentro dos parâmetros esperados. E acabou abrindo as portas para outras subcelebridades que toparam a entrada nesse nicho. A partir daí, Bruna Surfistinha, Vivi Fernandes, Mateus Carrieri, Rita Cadillac, Gretchen e Márcia Imperator começaram a se arriscar, ganhar espaço e se tornaram mais conhecidos em outras esferas.
Quatro anos depois do debut de Frota, o mercado pornográfico do Brasil hoje pode se gabar de contratar nomes conhecidos da mídia em geral. Regininha Poltergeist, por exemplo, já teria assinado contrato para três filmes. Para Alexandre Frota, a nova carreira se mostrou mais promissora do que a convencional: foram sete filmes entre 2003 e 2006, sendo que o oitavo está sendo rodado com Márcia Imperator. Na carreira cinematográfica convencional, enquanto não perdeu espaço, foram apenas seis as películas filmadas entre 84 e 91. Para nomes como Gretchen e Rita Cadillac, foi a volta à condição de musa e a conquista de novos "fãs" de seus atributos. E fazendo um trabalho que, vá lá, não difere tanto assim do que elas já faziam. Não se espera que a aceitação do conservador público brasileiro seja como a que acontece nos EUA, onde Jenna Jameson chegou a manter um relacionamento público e sem problemas com Matt LeBlanc (o Joey Tribbiani, de Friend), ou onde Kim McKamy (ou Ashlyn Gere) atuou em um papel convencional em um episódio de 1994 de The X-Files (nosso bom e velho "Arquivo X"). Mas não se pode esquecer que nomes mais conhecidos da TV nacional chegaram a atuar com sucesso durante o período sombrio da pornochanchada. Casos como o de Vera Fischer, Nuno Leal Maia, Xuxa e David Cardoso - outro veterano galã e um dos poucos que conseguiu conciliar por algum tempo as carreira convencional e "chanchadística".
Ainda vai demorar para que o Brasil aceite esse novo mercado, mas Frota não pode reclamar dos frutos que vem colhendo desde mudou de ramo. Talvez a ex-BBB Íris não goste muito do convite agora, mas é fato que o pornô brasileiro passa por seu melhor momento. Talvez no futuro, esse espaço possa ser explorado de maneira mais comercial, e ela se arrependerá. Tudo graças ao "sim" de Alexandre Frota em 2003. Imagens: Marcelo Corrêa/Divulgação (Íris), Brasileirinhas/Divulgação (Frota) e Sports Illustrated (Jenna Jameson) (Originalmente publicado no Mário Flamejante)
Por EMANUEL NOVAES às 11:46 AM
Xinga a mãe! jueves, abril 26, 2007
PARABÉNS, BORJÃO!
Hoje é Dia Mundial do Borjão, nosso grande amigo. Ele já foi devidamente homenageado em fevereiro, por isso qualquer descrição do nosso meninão é desnecessária. Mesmo assim, fica a lembrança. Parabéns, meu querido!
Por EMANUEL NOVAES às 7:31 AM
Xinga a mãe! miércoles, abril 25, 2007
MARATONA DE CLIPES LEGAIS E INCOMPREENDIDOS DE BANDAS DOS ANOS 80 QUE A MTV SÓ EXIBIRIA DE MADRUGADA
Até uma certa idade, todo mundo perdia tempo pra ver a MTV. No fim das contas, o que passava era Capital Inicial e essas bobagens - nada que supere a Beyoncé ou a Pitty de hoje em dia. Mas desde sempre, aparentemente, os melhores clipes da programação apareciam só depois que a gente ia dormir. Como a MTV conseguiu ficar pior do que já era, com programas emos e de juntar casais, nós resolvemos fazer um catadão de clipes bons que ninguém via de dia por lá. Não conseguimos colocar tudo que ela legal, como Michael Jackson negão, Cindy Lauper, Bolshoi, Oingo Boingo, Dire Straits e outras coisas. Mesmo assim, a lista é boa (eu acho). Jesus Jones - Right Here, Right Now OK, começamos mal: o primeiro clipe da lista não é da década de 80, mas sim de 91. A música me questão faz parte do segundo disco do Jesus Jones, Doubt e chegou a entrar na lista das cinco mais tocadas nos EUA e no Reino Unido. Isso não impede o clipe de Right Here, Right Now ser um dos melhores da década de 80 - repetindo: mesmo sem ser da década de 80. Há aqui todo um clima pós-Guerra Fria na parada, com uma produção bem feita e cheia de imagens fortes de arquivos históricos. A música, originalmente, não é das mais empolgantes - mas ganha um charme todo especial com o clipe. Não tem como não lembrar de nosso querido Boris Yeltsin. Alguns detalhes da banda (até pra mostrar que eu pesquisei): o quinteto é liderado por Mike Edwards, acompanhado por Jerry de Borg (guitarra), Al Doughty (baixo), Ian Baker (teclados) e Gen (só Gen mesmo, na bateria). Desde 89, foram nada menos do que 26 discos lançados, entre álbuns completos e singles. Comercialmente, Right Here, Right Now - que saiu nos dois formatos - foi usada como jingle do K-Mart, da CBS e na campanha eleitoral para a presidência da democrata Hillary Clinton, candidata para 2008. Próxima! A-Ha - Take on Me Nem todo mundo é muito fã do A-Ha. Mas é preciso reconhecer que Take on Me é uma puta música! Basta ver o clipe, um dos primeiros a misturar animação em rotoscope com ação humana. Some-se a isso um clima meio Goonies, uma trilha empolgante e uma história bonitinha. Pronto! Lançada em definitivo em 1986, foi a primeira música a fazer sucesso desse trio norueguês, surgido em três anos antes. Originalmente com o nome de Lesson One, Take on Me foi gravada em 1984 e lançada sem estardalhaço. Considerada um fracasso comercial, a música foi remixada pelo produtor Alan Tarney e pronto: vendeu 1,5 milhão de cópias de um single em uma semana. Estava preparado o cenário para o lançamento do disco Hunting High and Low, que catapultou a música para o primeiro lugar da parada norte-americana e segundo na britânica. Depois deste sucesso, a banda ainda lançou outros quatro discos, com destaque para East of the Sun, West of the Moon, de 1990, que continha a regravação de Cryin' in the Rain, originalmente gravada pelo The Everly Brothers em 1963. Não demorou, porém, para a banda sofrer com problemas internos e rachar em 94. Como não eram absolutamente nada sozinhos, o vocalista Morten Harket, oguitarrista Pål Waaktaar e o tecladista Magne Furuholmen descobriram que o melhor para eles era se juntar de novo. Em 98, eles se reencontraram e voltaram, tendo gravado três discos desde então. Pois é, o A-Ha não acabou! Vamos para a próxima. The The - This is the Day Não precisa de muita pesquisa para descobrir que This is the Day, do The The, é de 1984 (quem assistir, vai entender). Formada em 1979, a banda tem em seu vocalista Matt Wilkinson o único integrante fixo por toda a trajetória. Desde então, muita água já rolou por baixo da ponte, com gente como Sinead O'Connor fazendo os vocais e Johnny Marr (ex- The Smiths) como guitarrista. Hoje, além de Wilkinson, Earl Harvin (bateria) e Eric Schmerhorn (guitarra) atuam na banda. This is the day, por sua vez, é do quarto álbum da banda, Soul Mining, lançado em 1983. A música chegou apenas ao número 71 das paradas britânicas, o que não atrapalhou seu lançamento em single no mesmo ano. Na gravação do álbum (que contava apenas com oito músicas, mas que ganhou mais cinco), 11 pessoas estiveram envolvidas apenas na parte musical propriamente dita do negócio. Entre elas, o nome mais conhecido talvez seja o pianista Jools Holland, que tinha um programa no People + Arts, antes de o canal se dedicar exclusivamente aos reality shows que constróem coisas. O clipe, como vocês podem ver, é legal. Nada primoroso. Hoje em dia, os efeitos fazem com que a gente no mínimo dê risada. Não tem como não achar graça de Wilkinson usando todo seu charme pra falar "you smiiiile and think how much you've changed" ou em suas mexidinhas e cabeça no final do clipe, quando ele canta "this is the day when thing fall into place". Mas a música dos britânicos está salva, graças ao charme do acordeon e à cara de rebelde do vocalista aqui, que lembra algo do Luke Perry. OK, próxima. E última. Kon Kan - Harry Houdini Vamos encerrar a lista como começamos: com uma 90's has-been. Surgidos em 1989, os canadenses do Kon Kan nunca chegaram a emplacar de verdade, embora merecessem. Talvez tenham aparecido muito tarde, mas o estilo deles não diferenciava muito de boas bandas dos anos 80, como as que vimos aqui. Formado pelo vocalista Kevin Wynne e pelo multinstrumentista Barry Harris, o Kon Kan adotou esse nome bizarro parodiando a Can Con, uma espécie de lei canadense que obriga as Tvs e rádios a veicularem 30% de sua programação com música nacional. Só pra constar. A banda lançou três discos em quatro anos de carreira: Move to Move (89), Syntonic (90) e Vida! (93). Como de costume, a melhor música deles pertence ao primeiro. Mesmo assim, Harry Houdini não chegou a emplacar nos EUA ou na Grã-Bretanha. Mesmo no Canadá a música conquistou sua vaguinha... entre as 40 mais tocadas!!! OK, depois dessas, alguém ainda prefere ver o Cazé na MTV?
Por EMANUEL NOVAES às 10:22 AM
Xinga a mãe! martes, abril 24, 2007
ПРОЩАНИЕ
Мир потерял одно из самых лучших одних. Мы потеряли, просто, Борис. Борис Николаевич Ельцин * 1/2/1931 + 23/4/2007
Por EMANUEL NOVAES às 1:31 AM
Xinga a mãe! lunes, abril 23, 2007
AMÉLIA
(Choro de perdedor.) Tem pouca coisa do que uma amiga sua, daquelas bem bonitas, arrumar um namorado. Sim, pois não interessa se isso acontece aqui, no interior, no litoral ou na Estônia, ela vai ficar chata. É compreensível que ela queira dar atenção ao namorado, e todos nós sabemos que atenção é bom. Quem tem namorada, não reclama. Mas as mulheres precisam saber que os homens não deixam de falar com os amigos (e as amigas, viram?), só porque abandonaram a solteirice. E que homens permanecem praticamente iguais; saindo, bebendo, jogando futebol e falando palavrão. Sem flores. Mulheres, aparentemente, não. Deixam de sair com os amigos, deixam de falar com os amigos, deixam de ser vistas em público. Começam a abdicar do convívio social básico, acreditando piamente - que bobagem - que a vida de um casal depende apenas de duas pessoas. Deixe seu namorado sem os amigos e vendo filmes do Woody Allen pra ver se ele não sai pra comprar um cigarro, deixa... É preciso abrir uma exceção: reparou como é sempre mais fácil ser amigo de uma menina que já tem namorado quando você a conhece? Tudo bem que, por vezes, é necessário escutar toda uma ladainha sobre o que os dois fazem fora dos olhos alheios, sobre as tensões mínimas que podem abalar o mundo maravilhoso dos dois ou o que for. Ora, a menina sempre vai preferir estar com o namorado. Sem crise. O nível da amizade vai ser sempre meio apático. Mas se um dia eles terminam, elas se abrem proporcionalmente mais para a conversa do que eles. Ficam muito legais e a amizade só cresce. De repente, é aquela sua amiga lá do começo que termina e volta a ser solteira. Aí, vocês terão duas opções: poderão nunca mais voltar a se falar, já que a amizade não era lá grande coisa, ou você vai virar o conselheiro eterno sentimental dela. Se for a primeira, você vai apenas sentir falta, já que era uma amiga legal, mas vai aprender a lidar com isso. Agora, se for a segunda... Sinceridade; se for a segunda opção, mande sua amiga lamber sabão! Sim, pois ela não procurava os amigos pra que lhe indicassem um lugar legal para sair, não procurava os amigos pra saírem junto com o namorado, não dava um descanso para o rapaz para conversar e rir com a velha guarda. Você vai lá, faz um esforço danado e reata os pombinhos - somente para perder a amiga de novo. Somente duas soluções para essas moças: ou elas aprendem a não perder os amigos, ou elas não namoram. (Talvez por isso eu não seja um grande namorado.)
Por EMANUEL NOVAES às 9:32 AM
Xinga a mãe! sábado, abril 21, 2007
OS MAMÍFEROS DA VW
Em 2003, a Volkswagen da Alemanha havia filmado o comercial das novas linhas do Passat. Era uma idéia bonita, daquelas no qual o carro passa por um circuito bucólico e sinuoso, mostrando toda sua confiabilidade em pista seca, chuva e em grande velocidade. Porém, a propaganda acabou não indo ao ar por conta de um pequeno 'acidente de percurso' que vocês poderão ver no vídeo aí embaixo. Na terceira ou quarta curva, o O comercial acabou sendo descartado e não foi ao ar por conta dessas "bobagens" técnicas. Mas tem sempre um desocupado no setor de propaganda que pega a fita, foge e coloca na internet. Valeu, Madureira! Dica do Carioca, um apaixonado por carros. Rodrigo e Tomiate, que seguem no mesmo caminho, vão curtir! Pelo menos, as cagadas que são feitas nas propagandas brasileiras são fofinhas e conseguem ser aproveitadas. Tomou?
Por EMANUEL NOVAES às 11:23 AM
Xinga a mãe! viernes, abril 20, 2007
VALE LEMBRAR
Acabou não dando tempo de postar. ![]() Ontem foi aniversário de Maria Sharapova. 20 aninhos. O mundo deveria ter parado para cantar parabéns.
Por EMANUEL NOVAES às 10:07 AM
Xinga a mãe! miércoles, abril 18, 2007
SÓ NÃO VÁ SE PERDER POR AÍ
Dia desses o Dudu me deu um aviso: estaria em São Paulo para pegar o avião de volta para o Pará. E eu estaria incumbido de pegá-lo na rodoviária e levá-lo até o aeroporto. Por ser Amigo, e não qualquer amigo, resolvi que iria. Ainda não vou dar muitos detalhes, senão isso aqui vai ficar enorme e ninguém vai ler mesmo. O problema é que o ônibus chegava às 6h10 da manhã, e eu teria que pegar metrô até lá. Enfim, meio a contra-gosto, lá estava eu, acordado às 3h40 para tomar banho, café da Como era de se esperar, o ônibus atrasou. Eles SEMPRE atrasam. Uns 20 minutos depois do planejado, Dudu chegou e, além da própria bagagem, trazia uma sacola que minha mãe mandou, com cuecas e um guarda-chuva (mãe é mãe, né?). Meu caro amigo piloto havia me dito que não iria passar muito tempo em São Paulo, porque o vôo dele já estava marcado para as 9 horas. Ou seja: pouco tempo para ir para Guarulhos. Como combinado (e sem tomar café da manhã de verdade), fomos para o metrô Tatuapé, de onde sairia o ônibus para Guarulhos. Acontece que, mesmo contando com a sorte de chegarmos lá com o segundo metrô vazio do dia, nós não tínhamos sorte suficiente para encontrarmos o raio do ônibus no local esperado. Apavorado, meu amigo piloto resolveu ir para lá de táxi. DE TÁXI!!!! Eu achei loucura, mas ele conversou com o taxista e, acordo daqui, acordo de lá, conseguiu fechar por 25% mais barato. Ainda assim, uma facada! Do caminho, ele ainda me ligou e disse que estava tudo bem. Precisava chegar bem mais cedo para confirmar o vôo e um monte de dados técnicos. E eu, conformado, voltei pra casa sozinho. Abandonado até mesmo pela sorte, que me largou em uma estação de metrô lotada. Deu para ver a sorte indo embora, acenando, apontado para mim e rindo. Muito. Enfim, enquanto Dudu estava no charmoso e confortável aeroporto, eu estava na lata de sardinha humana que é o metrô de manhã. Depois de quatro trens que passaram sem que eu entrasse (ainda que a lotação não impedisse umas tias de saírem acotovelando todo mundo e entrando onde não havia espaço), consegui pegar um Palmeiras-Barra Funda na companhia de uma loira espetac... Digo, muito bonita. Era ela, eu e outras 200 pessoas por metro quadrado, naquele romântico encontro com cabeleireiras, camelôs e atendentes de telemarketing. Como era esperado, minha pressão começou a baixar. Uma estação, duas estações... Antes de chegar ao metro Sé, enchi o saco e decidi descer na Pedro II antes que eu desmaiasse de pé, aí caminhar até em casa. Não era pouca coisa para quem jamais havia passado por ali. E foi apenas questão de pedir informação para saber qual lado escolher para chegar ao centro. Duro mesmo foi deixar a loira ir embora... Sozinha... Ó, puxa... Estava eu ali na Rangel Pestana, orientado como um japonês na Grécia, e resolvi pedir informação ao dono da banca de jornais. "Ah, é só atravessar ali e caminhar para a direita." Caminha dentro, né infeliz? Atravessei ali, caminhei para a direita, dei um perdidinho e, quando eu vi, havia andado em círculos e estava de volta à estação. Resolvi fazer o óbvio e andar para o outro lado, sem pedir informações mesmo. Quando vi, já conseguia enxergar a cúpula da Catedral da Sé - à qual, saberia eu depois, poderia chegar pela própria Rangel Pestana. (Apêndice rápido: mulheres, agora vocês entendem porque a gente odeia pedir informações quando se perde?) Enfim, era só atravessar umas ruas e pronto. Na primeira, sinal fechado e a companhia de mais um desses pobres coitados que acreditam naquele aviso "para atravessar, aperte o botão" que tem em todo sinal de trânsito em São Paulo. Cinco minutos depois, o botão fez efeito e nós dois pudemos atravessar a rua - o que não impediu que um tiozinho imbecil quase atropelasse os dois ao furar o sinal fechado com seu Uno barulhento. Foi questão de andar pelas ruas desconhecidas e alcançar o centro, onde a fome apertou. Já era perto das 9 horas e eu continuava só com o café da madrugada no estômago. Depois de passar por uma meia dúzia de bares belíssimos (ô!), resolvi parar em um na Brigadeiro (Luiz Antônio) e pedir um apetitoso salgado de um mango. Entre tantas opções, é claro, o preferido foi o bolovo, acompanhado de um suco de caju de meia pataca. Ou vocês esperavam que a gente tomasse café da manhã saudável no centro por esse preço? Melhor localizado e de pança cheia, não foi difícil chegar em casa pouco tempo depois disso, embora eu tenha descoberto ruas novas até no centrão, onde eu já ando com alguma malemolência. De volta ao meu pequeno e sujo apartamento, fiz o que eu deixei de fazer entre as 3h40 e as 8h30: dormi o sono dos justos, o sono dos descamisados, o sono dos povos oprimidos, dos amantes tímidos, dos cobradores de pênalti! Boa viagem, Edu! Volte logo e me livre desta vida!
Por EMANUEL NOVAES às 10:34 AM
Xinga a mãe! domingo, abril 15, 2007
AMAPÁ
Em um grande esforço jornalístico, o La Cucaracha continua aqui a cobertura do Campeonato Amapaense, o certame futebolístico do estado de existência mais questionável da federação. Para os que não acompanharam o primeiro capítulo, vamos retomar a parada toda: Amapá, Cristal, São José e Trem já estavam assegurados na primeira divisão e aguardavam apenas a seletiva* decisiva para definir os outros dois nomes que iriam compor a elite local. Santos, São Paulo, Ypiranga e o tradicional Macapá estavam na briga, que definiria os dois classificados em confrontos em turno único. Com jogos realizado entre os dias 5 e 9 de abril, os favoritos Ypiranga e Macapá acabaram surpreendidos e foram eliminados pelo surpreendente São Paulo - que assegurou vaga por antecipação na segunda rodada - e pelo Santos, que corria por fora. Na campanha, os são-paulinos (será?) fizeram 3 a 2 fora de casa contra o Ypiranga e repetiram o placar em seus domínios contra o Macapá. Na partida final, acabaram relaxando e tomaram 4 a 1 do Santos em jogo apático e sem movimentação técnica. Na partida final, Ypiranga e Macapá apenas cumpriram tabela, com o Ypiranga levando a melhor por 2 a 0. Pior para o tradicional Leão, que termina o campeonato como pior time do estado e com apenas um ponto, atrás exatamente do Clube da Torre. Com isso, o Santos faturou a seletiva com sete pontos, enquanto o São Paulo ficou com seis. Ypiranga, com três, e Macapá, com um, foram eliminados. Confira os melhores momentos da Seletiva. Tem até golaço - mas desconsiderem a música: Agarra o guaxinim, soltaram o guaxinim... A rodada de abertura da primeira divisão do Amapazão deve acontecer no dia 21 de abril, com o jogo entre o atual bicampeão São José e o promovido São Paulo. Com apenas seis times na briga, os cartolas locais já pensam em inchar o torneio, convidando exatamente Ypiranga e Macapá para se juntarem ao campeonato da elite. 1ª rodada (5 de abril) Santos 3x3 Macapá Ypiranga 2x3 São Paulo 2ª rodada (7 de abril) Ypiranga 0x1 Santos São Paulo 3x2 Macapá 3ª rodada (9 de abril) São Paulo 1x4 Santos Macapá 0x2 Ypiranga Agradecimentos ao blog Futebol Amapaense pelos detalhes. Voltamos a qualquer minuto com mais informações sobre este interessante certame no belo estado do Amapá, a única unidade federativa que tem a audácia de construir um estádio de futebol com a linha do meio-campo sobre a do Equador. * Há quem trate a seletiva como uma Segunda Divisão do Campeonato Amapaense. Por achar estranha a possibilidade de o Santos ter vencido o título da "segundona" e ser um potencial vencedor do título na primeira no mesmo ano, o La Cucaracha prefere tratar o pré-Amapazão como uma seletiva simples.
Por EMANUEL NOVAES às 2:27 PM
Xinga a mãe! jueves, abril 12, 2007
"MENINA NÃO ENTRA"
De vez em quando eu vou atrás de alguns mitos da minha infância. Já aconteceu com coisas como o Master System, Drag Car, amores antigos, Oingo Boingo e Túlio Maravilha. Desta vez foi com os gibis de Luluzinha e Bolinha, os quais eu estou em busca há alguns dias. Quando eu tinha lá pelos meus oito anos, meus pais iam à feira todo sábado e levavam juntos minha irmã e eu. Entre tanta verdura, legume, fruta e ovo, a gente sempre ganhava um pastel e um gibi cada um. Sim, pois havia mais de uma banca de revistas velhas no percurso, sempre cheias de títulos. E eu sempre pegava Lulu ou Bolinha. O tempo passou, eu envelheci, e chegou uma idade de dar fim à minha grande e deteriorada caixa de gibis. A grande maioria nunca fez falta, mesmo porque a Turma da Mônica está na banca até hoje. Mas Lulu e Bolinha - dos quais eu cheguei a comprar títulos inéditos em banca - deixaram de ser publicados pela Abril e se tornaram um bocado raros. Até desconhecidos. Esquecidos. Isso até domingo retrasado. Foi quando eu andava pela Avenida Paulista e encontrei um livrinho da Luluzinha em uma banca. Dividido entre as lembranças da infância e o peso de gastar 21 mangos em um gibi (convenhamos; era um gibi), resolvi tirar o escorpião do bolso. E pude rever Aninha, Carequinha, Juca, Zeca, Zico, seu Palhares, dona Marta, Plínio, Glorinha, Alvinho e mais um monte de gente. A partir daí, as lembranças de edições como os especiais no Havaí, na Austrália, em Paris, no Japão e no acampamento vieram à mente. Eu precisava recuperar tudo isso. Aproveitei mais uma das minhas sempre proveitosas folgas no trabalho (a primeira em 13 dias, diga-se de passagem) e fui até o centro a procura de sebos. Andei muito e encontrei pouca coisa; alguns Zé Carioca, Aninha (gibi da Ana Maria Braga!), um monte de Marvel, DC e até alguns Tex. Convenhamos: Tex não fazia sucesso nem mesmo quando era vendido novinho na banca, como é que alguém vai comprar usado? Aliás, não sei de onde aparece tanta edição antiga, já que ninguém comprava mesmo. Só se a editora guardou e deu para o sebo. Aqui, o fim rápido de um apêndice: dá até raiva ir à banca e encontrar só gibi de super-herói. É Super-Homem para lá, Homem de Ferro para cá, Lobo ali, Capitão América embaixo, Cavaleiro Fantasma acolá, Hulk no fundo... Pior que isso, só mangá mesmo! Coisa de nerd mais chata, meu Deus! Enfim, não achei gibis da Luluzinha e do Bolinha. Quer dizer, até achei dois da década de 60, em estado de conservação duvidoso, a 20 dinheiros cada um. Por um real a mais, compro um novinho. Resolvi não trazer nenhum. Em vez disso, por dois reais trouxe outro ícone da minha infância: Alexia Deschamps pelada. Evidentemente, não descarto a possibilidade de reencontrar gibis da Luluzinha e do Bolinha perdidos por aí. Vou tentar ainda em casa no final do mês. Se alguém tiver alguma coisa, como um gibi que queira me dar ou uma informação relevante, estamos sempre aí. Só não venha me dar gibi do Tex, do Capitão América ou do Dragon Ball.
Por EMANUEL NOVAES às 11:00 AM
Xinga a mãe! martes, abril 10, 2007
TODOS OS CANTOS DE UMA RODA
Vamos falar a verdade: o cara que inventou o lençol de elástico acha que fez uma grande coisa, que deixou a roda mais redonda. Pode ser só uma opinião pessoal, mas a impressão que eu tenho é que o sujeito que faz um negócio desses é um imbecil. Quando eu era (bem mais) novo, o lençol era um mísero quadrado de tecido que a gente usa para forrar a cama. Aí, jogava outro por cima para a gente se cobrir (não é desses que estamos falando), uma fronha no travesseiro e uma colcha. Com muito frio, coloca-se um edredon ou uma manta. Pronto, é assim que se monta sua cama para dormir. Até vir um panaca e mudar a primeira etapa. A gente sempre viu a mãe da gente (ou pai, ou empregada, ou a gente mesmo) arrumar a cama colocando as sobras do lençol por baixo do colchão. Numa dessas, alguma dona-de-casa cansada, algum marido compadecido da década de 80 ou algum yuppie em busca de novas idéias milionárias pensou: "ei! Vou colocar elástico nas beiradas do lençol para ficar mais fácil para arrumar a cama!". Pronto; como diria a Sessão da Tarde, estava armada a confusão. Até ficou meio fácil para mim, que durmo no beliche de cima. Mas geralmente fica bonito como forrar a cama com jornal molhado: tudo enrugado. Antigamente nãããão... Antigamente, esse "primeiro lençol" ficava lisinho, bonitinho, rente ao colchão. Tinha até um episódio de Snoopy (ou do Charlie Brown, como queiram) que ele arrumava a cama no acampamento e deixava o lençol lisinho como uma cama elástica. Pra conferir, ele jogava uma moeda na cama e ela quicava até o teto! Lençol com elástico fica feio até no varal, secando. Mas o pior é dobrar. Gente, que lástima! Outra porcaria! Ele não fica dobrado, certinho, quadradinho, como o lençol das antigas. Pelo contrário; fica todo contorcido e feio que nem... Que nem algo todo contorcido! Convenhamos, isso nunca acontecia com os lençóis de verdade, aqueles charmosos lençóis sem elástico - meros pedaços de pano que cumpriam com maestria seu papel. Dobrava e pronto: parecia um jornal (seco). Eu achei que isso era uma unanimidade, mas fui olhar no sistema nervoso central da humanidade - o Orkut - e descobri que a maior comunidade relacionada ao assunto é Não sei dobrar lençol de elást. Assim mesmo: elást. A concorrência ainda apresenta suas armas com Adoro lençol com elástico e Eu odeio lençol sem elástico!. Te contar, viu... É esse tipo de povo que, com certeza, inventa de colocar uva passa e maçã em maionese e cria regras para a patinação em velocidade. Malditos yuppies! Com certeza, o cara que gosta de elástico assim é parente do cara que deu risada da roda redonda. Só pode!
Por EMANUEL NOVAES às 10:09 AM
Xinga a mãe! domingo, abril 08, 2007
COMO ASSIM???
Não dá pra deixar o embalo passar. Tem que postar logo. Nem bem Alemão ganhou o BBB e foi dar um passeio e já foi atacado pela população ensandecida. No caso, Tia Vera (de vestido verde), Marcela (blusinha verde) e Rickson Meirelles de Albuquerque e Toledo (bermuda preta, óculos escuros e dando tapinha tiozão nas costas). Dica do Dudu - filho da primeira e irmão mais velho dos outros dois. Numa dessas, ele apareceu e eu não reparei.
Por EMANUEL NOVAES às 10:58 PM
Xinga a mãe! sábado, abril 07, 2007
VOCÊ JÁ PENSOU EM EMAGRECER DORMINDO?
Eu já. Mas eu já sou tão magro...
Por EMANUEL NOVAES às 11:06 AM
Xinga a mãe! jueves, abril 05, 2007
SÁBADO, MERCADO MUNICIPAL
Depois de um dia de trabalho, pouca coisa pode ser tão boa quanto encontrar a nossa mãe. Pode parecer uma coisa comum, mas pra quem tem um estado inteiro separando da própria casa, sabe a importância disso. Sábado aconteceu comigo - e olha que não tinha nem uma semana que nós não nos víamos. Foi dia de entrar cedo no trabalho. E de levar uma mala cheia de camisetas para ela levar embora. Não é fácil carregar aquela mochila pesada nas costas e ainda chegar quase às 15 horas para almoçar com mamãe. Coitada, se ela estivesse com a fome que eu estava, ia me xingar. Depois de encontrá-la no lugar combinado e interromper o papo dela com uma senhora, fomos comer sanduíche de mortadela, como ela queria. Mesmo àquela hora, o negócio estava lotado, o que me obrigou a pegar fila para comprar o sanduba para nós. E ficar esperando atrás de um cara contando para outro (conhecido ali, imagino) as maravilhas de trabalhar na segunda maior fábrica de cerâmicas do mundo, com fábrica no Brasil. E à frente de uma moça com sotaque de paraense que ficava trombando em mim. E a pagar 25 paus em dois lanches que não custariam nem 10! Pior; ainda derrubei meu suco em cima do meu sanduíche! Na hora de comer, eu ainda tinha que ficar ao lado de uma daquelas loiras velhas com aquela arrogante voz rouca de fumante e que falava alto. Vontade de ser ignorante. E tudo isso para passar duas horas com a minha mãe, levando ela ao hotel e ainda passando no supermercado para comprar seis garrafas de H2OH com ela. Quer saber? Compensa. Parabéns, mãe! Obs: Meus pais mesmo devem ter reparado isso quando se conheceram, mas é o interessante o fato de minha mãe fazer aniversário uma semana depois do meu pai.
Por EMANUEL NOVAES às 9:00 AM
Xinga a mãe! lunes, abril 02, 2007
TELL ME WHAT YOU DON'T LIKE ABOUT YOURSELF...
É isso que dá escutar conselhos dos outros. De acordo com Talita, a moça especializada em OAB, o site My Heritage te oferece uma parada muito bacana. Por meio de uma foto sua (preferencialmente de frente), ele identifica traços físicos semelhantes entre você e personalidades - que podem ser homens ou mulheres. Tapado que sou, resolvi testar com duas fotos. A primeira diz que eu sou parecido com o Backstreet Boy Kevin Richardson, o estiloso Donny Osmond, Wentworth Miller, Seann William Scott, Rob Lowe, Rob Brydon, Brad Delson, Trey Parker (criador do South Park), Amanda Bynes e Kobe Bryant. Se não faz muito sentido parecer com a Amanda Bynes (ela é oito vezes mais bonita do que eu), a segunda ainda diz que eu pareço com Ashton Kutcher, Takizawa Hideaki, Kristin Davis, Isaac 'Mmmbop' Hanson, Eliza Dushku, Cameron Bright, Maria Menounos, Dominic Howard, Julianna Margulies e Emma Watson. Percebe-se que a segunda foto tem traços mais afeminados, não? Tirei logo do perfil do Orkut! Vale a pena tentar, nem que seja pra brincar - sei lá, vai que tem neguinho que leva a sério e começa a levar a vida como sósia do Rob Lowe? Só uma coisa que a Talita esqueceu de avisar: é preciso logar para tentar. Pelo menos é de graça.
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