Le nouvélle CUCARACHA

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que eu linko com muito gosto.

domingo, diciembre 31, 2006
CHEGOU MINHA HORA

Quando eu era um pouco mais novo, há uns seis anos, era muito comum passar o Reveillón com meus pais, irmã e padrinhos em um clube em Pres. Prudente (a Apea, pessoal). Era uma oportunidade bacana para eu desfilar usando um blazer do meu pai, enquanto ele usava um mais novo.

Entre muitos refrigerantes, pernis e fogos de artifício, eu via algo que me incomodava muito. Enquanto eu comia e desviava de 300 pessoas bêbadas no salão, eu via que tinha gente lá trabalhando. Sim, eram garçons e garçonetes que estavam lá, e não estavam passando o final do ano com a família, como deveriam.

Aquilo me entristecia muito, porque eu imaginava que eles também estavam tristes. Eram inúmeras famílias felizes em volta, e eles separados das deles. Sem contar a obrigação de ter que servir pequenos burgueses, como eu. Tem pouca coisa pior do que essa sensação de ter que se rebaixar para satisfazer um bando de moleques mimados de 14 anos.

O tempo passou. Nós não fomos mais à Apea. Eu comecei a passar a virada em casa, para depois sair para comemorar com os amigos. Os garçons e garçonetes certamente não começaram a passar o Ano Novo com suas famílias. A novidade é que, desta vez, serei eu trabalhando. Longe da minha família, não é a realização do maior sonho da minha vida, mas...

Tudo bem que não será para servir um bando de adolescentes chatos. Eu realmente sinto que farei algo importante, e talvez o sacrifício compense a distância de meus pais e de minha irmã. Quem sabe, hoje ou no futuro, algum menino de 14 anos sem inspirações marxistas não se solidarize com a nossa situação e valorize o nosso esforço?

Feliz 2007 a todos!

Por EMANUEL NOVAES às 8:57 AM
Xinga a mãe! ()



sábado, diciembre 30, 2006
ME DESCULPEM OS MORALISTAS

Politicamente correto é uma coisa que eu nunca fui. E gostar de touradas não é a coisa mais politicamente correta. Mas mesmo não sendo uma tradição brasileira, e sim, ibérica, acho que há poucos esportes tão bonitos quanto a tourada. Sim, esporte.

Toureiros são verdadeiras lendas na Espanha. Que o diga Manolete, ou, no lirismo, Escamilo. Para que tenhamos uma ciência do tamanho de um toureiro na Espanha, ou em Portugal, ou na Colômbia, poderíamos tentar compará-lo aqui a um cantor famoso. Porém, é um tipo de personalidade a qual somos incapazes de traçar paralelos no Brasil. Desistam agora.

Dizem que touradas e rodeios são crueldades, e que o pinchadores maltratam os animais, queimando e furando seus olhos antes de o touro ir à arena. Bom, eu imagino que um touro com os olhos furados não iria em direção da muleta (o pano vermelho), ou não acertaria o toureiro (há sempre aqueles que comemoram com isso, o que não deixa de ser engraçado). Os pinchadores estão lá, eles realmente cutucam os touros de maneiras pouco ortodoxas, mas é o que reza a tradição, fazer o quê? Isso não é desculpa, mas as pessoas parecem que se esquecem de tudo de errado que acontece no Brasil e parece se preocupar mais com o que fazem com os touros na Espanha. Prioridades erradas, minha gente... E aí, haja vegetarianos budistas que escutam MPB e jazz.

Divagações à parte, eu ainda espero ter chance de assistir a uma tourada. Pode ser na Espanha, em Portugal, no México ou na Colômbia, quatro países que eu adoraria conhecer. Acho que a Colômbia é um dos poucos países no qual a minha prioridade não seria visitar um estádio de futebol. Talvez eu comprasse rosas e tomaria café, dois dos outros negócios que eles exportam. E em uma passadinha por Bucaramanga, eu conheceria com gosto a Plaza de Toros Vista Hermosa.



Certamente, voltaria contando aos 'ambientalistas' chatos e modistas que eu vi um dos mais belos espetáculos da minha vida.

Por EMANUEL NOVAES às 6:27 PM
Xinga a mãe! ()



viernes, diciembre 29, 2006
HÁ DOIS TIPOS DE PESSOAS NO MUNDO

As que imitam Cumpádi Washington e as que não imitam Cumpádi Washington.

De que lado você está?

Tcha-an!

(Leiam o link, cacete! Sabem quanto tempo eu perdi?)

Por EMANUEL NOVAES às 9:52 AM
Xinga a mãe! ()



jueves, diciembre 28, 2006
BROCHA

Atender ao chamado do dever é uma das sensações mais gratificantes que há ao homem. O que não quer dizer que seja sempre vantajoso atender às gloriosas obrigações do cotidiano.

Era uma quarta-feira qualquer, aniversário de um querido amigo. Com um calor saariano e uma noite livre, resolvemos que seria de bom grado irmos entre os mais íntimos ao botequim de Márcio para uma comemoração.

Mais do que meu apreço pelo camarada, eu estava interessado em levar uma certa companhia feminina conosco. Afinal, sem qualquer indício de maldade, eu uniria o útil ao agradabilíssimo. Mesmo não tendo expediente, dei a sorte de encontrar Isabela na porta do meu trabalho. Sem pestanejar, convidei. Do mesmo modo, ela aceitou.

Eram 8 da noite, e as próximas quatro horas seriam de cervejas, fotos, charutos, conversas, piadas, indiretas e carinho. Eu estava certo de que havia chegado o dia.

Resolvemos ir embora e eu decidi dar a cartada final: aproveitando a proximidade geográfica minha casa-casa dela-bar-trabalho, me ofereci para acompanhá-la, com o mais animado bate-papo.

A conversa continuou no portão e o clima foi aumentando. Era quase uma da manhã quando eu venci e ela perguntou se eu queria entrar.

Foi quando a obrigação me tomou e, inconseqüentemente, eu falei: "Puxa, tenho que trabalhar amanhã".

Quando me dei conta do que havia falado, já voltava a pé para casa com vontade de ser espancado. E torcendo para ela admirar um cara tão responsável.

Não sei se ela admira. Mesmo porque ela não fala comigo desde então.

(Outro trabalho meia-boca. E outro 10 de Português!)

Por EMANUEL NOVAES às 7:47 AM
Xinga a mãe! ()



miércoles, diciembre 27, 2006
QUEM SERÁ SEU OUTRO AMOR?



Eu sempre fui um daqueles jogadores medianos de fliperama. A menos que eu pegasse 10 fichas ou escolhesse um jogo fácil como Street Fighter (onde qualquer apelação vai até o final do jogo), dificilmente ia além da terceira fase. E isso é válido para todos os jogos que eu peguei, como After Burner (simulador), Cadillac and Dinosaurs (arcade), Metag Slug (arcade), Mortal Kombat (luta)...

Por isso, minha vida mudou quando eu descobri Wave Runner. Eu devia ter 12 ou 13 anos quando vi aquele enorme jet ski amarelo da Sega (o da foto) e resolvi botar uma ficha. De cara, completei a corrida, fiz algumas manobras radicais (uau!) e consegui a sexta melhor pontuação do ranking. Voltei encantado para casa, pensando que eu era bom em alguma coisa na vida.

Dias depois, voltei com mais algum dinheiro para umas fichas. Não demorou para eu incrementar minhas manobras, e logo meu desempenho foi premiado com o primeiro lugar do ranking. Eu levava meus amigos só para mostrar que eu não era um total fracasso. Enfim, era um relacionamento feliz entre homem e máquina.

Até que um dia, eu cheguei ao shopping e não a encontrei. Pensei que talvez ela pudesse estar me esperando em outro lugar. Rodei, rodei e o desespero começou a bater. Os fliperamas haviam mudado de lugar, e o único que havia me transformado em uma pessoa feliz havia sumido. Havia sido substituído.

Eu bem que tentei substituir o amor com outras máquinas, e admito que fui razoavelmente feliz com Daytona USA. Mas os anos iam se passando, sem que eu esquecesse das alegrias que Wave Runner havia me proporcionado. O sentimento era de ausência de um pedaço de mim. Isso até este Natal, quando eu fui para casa, voltei ao mesmo shopping e...

Seria possível? O que vejo?

Sim, Wave Runner! Ele estava lá, para me fazer feliz de novo! Depois de 8 anos, era hora do reencontro que apenas R$1,25 separava. Ficha comprada, descubro que não seria apenas isso que nos manteria afastados, mas também um frustrante pequeno pedaço de durex, que fechava a entrada da ficha na máquina. Wave Runner estava com problemas, e meu coração também.

Fui embora tendo visto que minha mocinha se transformou em uma mulher. Não pudemos comemorar nosso reencontro, mas sei que ela também estava feliz em me ver. Pode ser até bom criar a expectativa para a volta. Porque, quando eu voltar para casa, nada mais impedirá que sejamos felizes juntos novamente. Com manobras radicais e um novo líder no ranking.

Ou pode ser que ela prefira caras mais novos.

Por EMANUEL NOVAES às 6:48 PM
Xinga a mãe! ()



martes, diciembre 26, 2006
BALANÇO FINAL: NATAL EM CASA

Passar o Natal ao lado da família é um negócio meio bobo, meio careta... Mas eu acho bacana. Faz parte de toda esta minha personalidade meio boba, meio careta. Além de ter revisto meus pais (o que, juntos, não acontecia desde outubro), eu consegui cinco dias de folga, a maior do ano!

Nessas quase 110 horas, deu pra fazer muita coisa. Especialmente rever amigos, como de costume. Faltou o Jaú, com o qual eu consegui falar por telefone na sexta-feira. Mas eu consegui um feito histórico (pra mim), que foi o de reunir Dudu, Brunão, Rick e Gui no mesmo evento. Além disso, mesmo que pouco, consegui conversar com Luizinho. Admito que falei pouco com Gui, pouco com Miriam e nada com Camilla, o que foi triste. Mesmo assim, foi um feriado proveitoso.

Consegui me sentir um pouco mais mocinho ao cumprir a meta de comprar presentes para todos aqui em casa com o meu próprio dinheiro. Fez bem para o ego, embora eu saiba que não vai fazer tão bem para o bolso nos próximos dias. E daí?

Volto para São Paulo, onde irei rever Antônio e trabalhar. Isso inclui dias 31 e 1º. Não devo voltar para casa antes de fevereiro. Mas as coisas não poderiam ser melhores do que são.

OK, poderiam. Mulher que é bom, nada!

Por EMANUEL NOVAES às 7:45 PM
Xinga a mãe! ()



lunes, diciembre 25, 2006
INOCENTE, PURO E BESTA

A coisa mais legal de ter nascido e crescido no interior é ter aquelas histórias que todo mundo imagina de gente que nasce e cresce no interior. Por exemplo, eu sou um daqueles meninos batizados, com Primeira Comunhão e crismado que a gente não vê mais hoje em dia.

Quando eu estava no segundo ano de catequese (acho), eu tinha uma catequista que - não é pra ser certinho - eu não lembro o nome mesmo. Não é pra ser político, eu não lembro de verdade! Mas eu lembro que ela era muito rigorosa e cobrava que todo mundo fosse na missa das crianças, de sábado à tarde.

Inclusive eu e um amigão meu, o Fernando. Acontece que, por mais que a gente fosse direito, a dupla nunca foi muito chegada a missa. Passaram-se meses, e um a um, os alunos da catequese iam assistir ao Padre Tuti falar às crianças, que sempre ouviam uma historinha metafórica bonita nos minutos finais.

Isso é, todos menos Fernando e eu. Pra garantir, ela fazia questão que todos os alunos fosse à missa cumprimentar ela na hora da benção, e reparava nossa eterna ausência (compensada com a desculpa 'a gente saiu mais cedo'). Isso, é lógico, foi minando a paciência da velha...

Um dia, lá por setembro, ela veio cobrar com sangue nos olhos: só faltavam os dois irem à missa de sábado. E na frente de todo mundo! Meu Deus! Que vergonha! Tínhamos que ir. E iríamos, fazer o quê?

Adivinhem? Fomos nada! E tomamos aquele (esperado) esporro da megera! Só fomos convencidos sob a ameaça da maior das humilhações: ela ameaçou mandar o padre chamar nossos pais para conversar no Salão Paroquial! Como não ir, persuadido assim?

Fomos. Cumprimentamos ela, com aquela cara de ameaça velada. Ela, contente, nunca mais nos pentelhou. Nós completamos a Primeira Comunhão, eu crismei e fomos Fernando e eu fazer faculdade, sem que mantivéssemos muito contato depois disso.

Foi assim, na base da ameaça, que eu peguei gosto de ir à missa com meus pais. Bonito, não?

Por EMANUEL NOVAES às 10:09 PM
Xinga a mãe! ()



domingo, diciembre 24, 2006
LEMBRANÇA

Eu estava desesperado tentando lembrar de coisas boas para postar aqui, para manter a freqüência que quero completar o mês inteiro como vocês devem ter percebido. Os últimos posts podem não ter sido excelentes (é a quantidade, em detrimento da qualidade), mas eu venho me esforçando.

De repente, eu me lembrei que hoje é, simplesmente, véspera de Natal. Talvez a temporada de estudo e trabalho em SP tenha me desumanizado um pouco. Talvez o afastamento da família e dos melhores amigos não tenha feito tão bem. Mas é positivo (pra caramba!) chegar aqui e ver que meus pais e minha irmã continuam os mesmos, talvez até melhores (se é que era possível) e que meus amigos, agora cada um em um canto do Brasil, estão cheio de experiências novas para contar. Afinal, um no Pará, um em Ponta Porã, um no Rio de Janeiro, eu em São Paulo...

Por isso, eu tenho certeza que qualquer coisa que eu poste não seria uma grande coisa. Independente de crença, o importante é lembrar de quem realmente importa neste dia, e em todos os outros também.

Feliz Natal a todos!


Por EMANUEL NOVAES às 12:37 PM
Xinga a mãe! ()



sábado, diciembre 23, 2006
SONHOS QUE VOLTAM

De volta à minha casa (ou à do meus pais, como podem preferir), eu resolvi tirar o tempo para algumas amenidades neste blog. Não vamos discutir os rumos da política nacional ou da economia mundial, como sempre fazemos. Pelo contrário, vou deixar as emoções para São Paulo, porque aqui eu tenho mais o que fazer.

Então, vamos voltar a fazer uma coisa que não fazemos aqui há tempos: relatar sonhos. Não sei se eles se mantêm na mesma freqüência de alguns anos atrás, mas a obrigação de ter que lembrar deles para relatar aqui parece afastá-los. Mesmo assim, alguns continuam interessantes o suficiente para que possamos relatá-los aqui. E eu nem falo do sonho erótico que tive dia desses, com uma loira e uma morena!

Falo do que tive de ontem pra hoje, na primeira noite dormida em casa. Pra variar tinha a ver com futebol, mas desta vez se passava em um rachão em Goiás, em um campo no qual eu já havia jogado (o superior do Banespinha, para quem for de Prudente). Sim, o campo de Presidente Prudente era em Goiás.

Eu entrei no decorrer da partida em um time de uniforme branco com detalhes verdes, e o nosso time enfrentava um de uniforme branco e vermelho. Uma partida cheia de particularidades, a começar pelo campo, que não era liso. Na verdade, vários barrancos e buracos no gramado eram garantia de emoção quando a bola rolasse. Ou não.

Entre os jogadores, vários amigos de infância que eu não vejo há tempos. Além dos poucos nomes que eu me lembro, algumas pessoas famosas: acho que o Milton Neves estava jogando e torço para que o Túlio Maravilha também estivesse. O único que eu lembro com certeza que jogou foi o Muller (o do São Paulo), porque ele fez um gol: avançou pela esquerda, entrou na pequena área, chutou e caiu sentado. O goleiro defendeu mas, no rebote, a bola bateu na cara de Muller e estufou as redes (de verdade, então imaginem a pancada que não foi).

A coisa mais legal da partida é que, dos dois lados, havia jogadores bizarros. Entre eles, um martelo, duas pilastras pretas e uma solda (esta, a única que não estava de uniforme). A solda estava ao lado de umas barras de ferro e jogava no meu time como médio-volante pela esquerda. Só que eu não sabia que a solda era do meu time e não passava a bola para ela. Pior, ainda tropecei nela uma hora, o que deixou o meu time bastante chateado comigo.

Mesmo assim, ainda tive a chance de marcar meu golzinho. Combinei com um amigo meu de infância de marcar a saída de bola do time deles. Logo na primeira chance, roubei a bola na esquerda, entrei na área e, mais ou menos da marca do pênalti, bati para o canto esquerdo. Infelizmente, o chute saiu fraco e o goleiro, o único que jogava de meias, caneleiras e chuteiras, defendeu com tranqüilidade.

A realidade, onde eu faço gol de calcanhar, é mais legal.

Por EMANUEL NOVAES às 10:45 AM
Xinga a mãe! ()



viernes, diciembre 22, 2006
A OUTRA FACE

Digam adeus ao perfil antigo do Orkut. Na falta do que fazer em casa, eu já não tenho mais o charme interiorano.

Ah, esse meu charme interiorano... Como eu quero pagar uma de fodão, resolvi colocar dez frases bem bacanas que me descrevem bem e pagar uma de inteligente. Mais chavão, impossível!

Logo eu vou ver que a maioria delas é bem piegas e vou me arrepender.

"A única diferença entre um louco e eu é que eu não sou louco" (Salvador Dali)

"A imoralidade é a moralidade daqueles que se divertem mais do que nós" (H. L. Mencken)

"Eu posso resistir a tudo, exceto à tentação" (Oscar Wilde)

"A sorrir eu pretendo levar a vida" (Cartola)

"O que finalmente eu mais sei sobre a moral e as obrigações do homem devo ao futebol" (Albert Camus)

"O inferno são os outros" (Sartre)

"O álcool é o maior inimigo do homem. Mas o homem que foge de seus inimigos é um covarde" (Zeca Pagodinho)

"Eu trocaria todos os meus amanhãs por um simples ontem" (Janis Joplin)

"Do you think I'm happy? I'm miserable!" (Keen Eddie)

"A pessoa certa é a que está ao seu lado nos momentos incertos" (Pablo Neruda)

Finito!

Update #11: "Eu me sinto um grande frango assado sem recheio" (Catatau)


Perfil novo, só olhando lá!

Por EMANUEL NOVAES às 2:45 PM
Xinga a mãe! ()



jueves, diciembre 21, 2006
ENTRE O MASP E A FGV, UM CONFLITO FAMILIAR
Impressionismo


O mar verde-escuro de folhas pequenas impede que se veja o asfalto. Um alívio para quem está saturado do concreto e do aço. Mas o aço vermelho escapa mais à frente, com um ponto de ônibus grande demais que as árvores não conseguem esconder. Sorrateiramente, ele foge da sombra e se projeta em direção ao túnel, ao charmoso túnel, como se tentasse levar ao passado os passageiros dos ônibus.

As árvores têm a companhia da banca de jornal, mas as amigas parecem se sentir sufocadas pelo sem-fim de janelas que as circulam dos dois lados, o que parece obrigá-las a se unir ainda mais, formando quase uma coisa só. Sorte das nuvens, que acordaram de mau humor e tiraram o sol do dia, mas que devem se acalmar quando perceberem que as folhas que se abraçam impedem que elas vejam lá de cima o enxame de carros e motos.

Logo ali, o ponto de ônibus nem percebeu, estão duas rotas de fuga. Uma rua sobe, outra rua desce. Mas não para as árvores, que têm alguma dificuldade para avançar para lá. Elas ainda não encontraram as outras irmãs menores, que estão fugindo, guardadas pelas figuras amistosas dos prédios e pela função materna do hospital, que toma para si alguns dos carros que poluíam as ruas do cenário.

Escapando da discussão, o viaduto observa tudo de maneira impaciente, como quem pode colocar ordem em toda a bagunça quando quiser, mesmo não esbanjando o vigor do museu acima dele. Acima do túnel (e de tudo), o museu de linhas arrojadas e robusto corpo vermelho coroa a cena com paciência, pronto para dizer quando as árvores poderão assumir o lugar dos prédios que as ameaçam ou para mandar os carros pararem de perturbar a sombra.

(É só a vista da minha janela. E a professora deu 10!)

Por EMANUEL NOVAES às 6:29 AM
Xinga a mãe! ()



miércoles, diciembre 20, 2006
PRESTAÇÃO DE CONTAS


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Metade da faculdade já foi. Faltam só dois anos agora.

Notem o aproveitamento absurdamente positivo em Rádio. E na quase bomba em Comunicação Comparada depois de um ano muito bom, no qual eu não consegui entregar o trabalho a tempo e fiquei de exame.

Deixa estar. Estou aprovado para o terceiro ano.

Por EMANUEL NOVAES às 8:38 AM
Xinga a mãe! ()



martes, diciembre 19, 2006
APOGEU E QUEDA DE MINHA CARREIRA FUTEBOLÍSTICA

Sábado, o Fi parou Itu mais uma vez para fazer sua festa de aniversário. Entre piscina, truco e churrasco, nós resolvemos jogar futebol, onde eu tive a sensação de experimentar os dois extremos de minha carreira como jogador de futebol. Separado por minutos, eu estive no ponto mais baixo e nos mais alto da carreira de jogador de futebol de salão.

Menos mal que eu experimentei o fracasso antes. Em um lance com um rapaz de 13 anos no meio-campo, eu abri demais as pernas e ele tentou passar a bola pelo meio delas. Antes ele tivesse conseguido, mas deu um toque meio forte e a bola subiu. Em uma prova de que a natureza não é totalmente sábia, os homens têm suas gônadas em um apêndice projetado chamado saco escrotal. E a Lei de Murphy, sempre implacável, colocou o meu na direção da bola tocada pelo garoto.

Ah, mas não deu outra! As mulheres jamais entenderão a dor de uma bola nos bagos! A única reação que eu tive foi a de cair no chão protegendo a área, pensando como era triste a perspectiva de não passar para a frente o legado familiar. Enquanto eu estribuchava no chão, a visão ficava turva e eu via apenas estrelas. De uma delas, alguns querubins loiros desciam e pegavam pela minha mão para me levar para junto deles. Pô, mas foi só uma bolada no saco! De repente alguém de voz pastosa gritou:

-- Levanta do chão!!!!

Como estava muito quente, eu resolvi me arrastar até a grama e enfrentar uma sombra de pernas abertas. Depois de tomar um gole d'água, os anjos enfim foram embora e a respiração voltou lentamente. Nada que uma massagem carinhosa dos companheiros não tenha ajudado, é verdade. Logo, a visão foi retomada e eu, todo temeroso, pude voltar.

Voltei. E fiz gol de calcanhar!

Por EMANUEL NOVAES às 7:33 AM
Xinga a mãe! ()



lunes, diciembre 18, 2006
OS INTERNACIONAIS COLORADOS

Inter Campeão do Mundo!!!

Eu vou evitar falar muito sobre o título, senão vou acabar falando mal do São Paulo de algum jeito.


Colorado, Colorado... Nada vai nos separar!
Somos todos teus seguidores, para sempre eu vou te amar!


Mas pensar que o time campeão teve Clemer, Fabiano Eller e Rubens Cardoso como titulares é complicado, né?

Quem quiser ver a homenagem ao título da Libertadores em agosto, é só clicar aqui!

Por EMANUEL NOVAES às 7:17 AM
Xinga a mãe! ()



domingo, diciembre 17, 2006
DEEP INSIDE GRETCHEN

A moda agora é gente famosa (e nem tanto também) fazer filme pornô. Começou com o ídolo Alexandre Frota mandando bala em Chloe Jones. Depois foi a vez da vovó Rita Cadillac. Na seqüência, o nível começou a cair (como assim?) e a entrar um povo como Bruna Surfistinha, Vivi Fernandes, Márcia Imperator e Oliver. Mas a bola da vez, sem dúvida, é a musa do piri-piri: Gretchen!

Tive a oportunidade recente de assistir Gretchen em ação em seu La Conga Sex. Se eu tivesse uns 30 ou 40 anos ou curtisse Fanta Uva, talvez fosse o ponto alto da minha vida sexual. Mas é possível analisar a musa do rebolado dando umas bimbadas e não achar muita graça nisso. Na verdade, é até um pouco bizarro ver uma senhora como ela expondo suas vergonhas em ação.

Gretchen ainda tem um corpaço para uma senhora, é fato. Mas não empolga ver aquele rosto sofriiiido fazendo sexo por uma hora e pouco sempre com o mesmo cara, o maridão Guto Guitar. Talvez por Guto ser guitarrista ou inspirada na irmã Sula Miranda (sabiam?), até gravou música com ele que, pasmem, eu ouvi! Mas nem mesmo todo o talento vocal e rebolatício de Gretchen com seus conga-la-conga salva as cenas. Entre as principais, a musa se veste de árabe (por pouco tempo, é verdade) e dá um handjob no rapaz.

O filme é horroroso! Sim, pois há um monte de meninas com metade da idade da Gretchen que topa fazer pornô com mais dignidade, certo? Quem sabe até influenciado por isso, eu tenha achado que a grande coisa do filme é a abertura, na qual uma banda latina faz um playback do grande sucesso da carreira musical da nossa homenageada. Logo tem uns caras cantando o conga-la-conga e dançando em trio com umas minas, como na (saudosa) Dança do Maxixe.

Mais do que engraçada, a seqüência da abertura mostra Gretchen em ação, dando a impressão de que o filme é bom. Além disso, as loiras que parecem com vestidos esvoaçantes e mangas bufantes criam uma expectativa positiva do que virá. Como dizem que o melhor da festa é esperar por ela, o que segue à agradável abertura é uma bela broxada. Não compensa...

Avaliação: Broxante!

Por EMANUEL NOVAES às 7:53 AM
Xinga a mãe! ()



sábado, diciembre 16, 2006
PARA LEMBRAR (E TALVEZ NÃO ESQUECER)

"Quando eu lhe dizia 'me apaixono todo dia e é sempre a pessoa errada', você sorriu e disse 'eu gosto de você também'."

(Love in the afternoon - Legião Urbana)

Por EMANUEL NOVAES às 7:42 AM
Xinga a mãe! ()



viernes, diciembre 15, 2006
MAIS SOBRE ELVIS

É provável que ninguém tenha visto o videozinho ali abaixo com o Noel Gallagher. Deveriam.

Não por ele, que é meio abobalhado (apesar de esbanjar simpatia na propaganda), mas por Marvin Gaye, The Sugababes, Sheryl Crow, Jimmy Page, Stevie Wonder, Keith Moon e, acima de tudo, por Elvis Presley. Sim, porque o tempo passa e o Rei do Rock continua arrebanhando mais fãs. Inclusive este que vos escreve ininterruptamente há 20 dias!

Eu não sou como uma daquelas tias gordas que compraria uma toalha usada por Elvis para enxugar suor em 71. Não compraria um Cadillac cor-de-rosa, (talvez) não moraria em Memphis e não gasto os tubos por versões raras de Blue Suede Shoes. Mas o Rei tem o meu respeito, especialmente depois que eu conheci músicas como Rubbernackin' e Suspicious Minds. Esta segunda, em especial, é uma das melhores músicas de Elvis na minha opinião. Independente da mensagem sobre ciúmes ou dificuldades de relacionamento da letra, o rei sabia mesclar poesia e melodia de maneira impressionante.

Se sua apresentação ao vivo já era boa, a de Suspicious Minds era ainda melhor. Talvez seja ainda melhor exatamente por se tratar de um arrepiante Elvis ao vivo. É a velha Questão Tostines. Por isso, é notável que nem todo mundo pode acertar quando resolve tentar imitar 'The Pelvis'. Não importa se são profissionais, como o Fine Young Cannibals, ou se são amadores, como este imbecil aqui que maculou a música.

Elvis era o cara. Quem quer conhecer o cara, recomendo que comece pela apresentação ao vivo de Suspicious Minds ali de cima. E logo vocês vão ser fãs tão comedidos do Rei como eu.

Por EMANUEL NOVAES às 8:11 AM
Xinga a mãe! ()



jueves, diciembre 14, 2006
LOSER MANOS

Fãs de Los Hermanos são os seres mais execráveis da superfície da Terra. Sério. São seres acéfalos, desprovidos de opinião, que seguem qualquer modinha besta que apareça, como os óculos apertadinhos, o All Star branco e qualquer outra bobagem. Os fãs de Los Hermanos estão uma categoria abaixo de emos, cariocas, japoneses que descolorem o cabelo e torcedores de times do Mato Grosso, por exemplo.

Passei a gostar menos ainda dessa corja a partir de uma notícia sobre um show da banda, feita pelo workaholic Diógenes Muniz para a Folha Online. Segundo a nota, Marcelo Camelo e sua trupe de desiludidos encerraram uma apresentação recente com o hit que os lançou ao estrelato, 'Ana Júlia'. Acontece que, durante boa parte de sua viagem interna intelectual, o Los Hermanos renegou a música, o que criou uma verdadeira ojeriza (!!!) dos fãs para com a época que o quarteto desfilava sem barba, com cara de loser e colocando Mariana Ximenes em seus clipes.

Sempre foi assim. As músicas do Los Hermanos - desde Ana Júlia - nunca foram ruins. Até a regravação que eles fizeram de Odair José ficou legal (e a original já não era fraca)! As músicas eram competentes, a banda era meio pedante e os fãs acabaram ficaram tão ou mais pedantes. Bem xaropes mesmo! A ponto de sofrerem com uma lavagem cerebral sem precedentes, e todos deixaram de ouvir a música que os atraiu ao som deles entre 99 e 2000.

De repente, a raiva passou e Marcelo Camelo voltou a cantar e ser feliz com Ana Júlia. Uma prova de coragem, sabendo que os fãs da banda quase que integralmente detestavam a música (como é possível reparar no texto da Folha). No fundo, Camelo e Amarante adoram Ana Júlia! O feito deles é tão notável que Diógenes Muniz filmou a apresentação da banda e colocar no You Tube. Estava armada a arena para o apedrejamento.

Ora, ora... Mas não é que subitamente os fãs do Los Hermanos voltaram a gostar de Ana Júlia? Assim, do nada! Incrível! Vejam alguns dos comentários deixados junto ao vídeo:

Ana Julia é uma beliíssima canção, apesar de tudo que aconteceu (principalmente com os fãs) depois dela. Agora quem quiser, pode voltar para casa e ficar xingando a própria mãe por causa da mesada
ChuckHipolitho


tem q tocar mesmo....eles causam...eu curti....da mesma forma q curti todas as outras musicas do show!!
os caras são foda
alersonr


o show foi perfeito.. Ana Júlia faz parte do passado, eu duvido quem nunca tenha cantarolado essa musica com empolgação. Eles terem tocado ontem, realmente me surpriendeu.. mas faz parte da carreira, do mesmo jeito que "todo carnaval tem seu fim" ou qualquer outra.
o show foi perfeito. gostaria de ter pelo menos mais um (:
anacanaa


Viram? Do nada, a mais abominada das canções virou, nas palavras dos hermaníacos, uma "belíssima" canção como "qualquer outra". Os comentários estão lá no link do iutúbi para serem vistos.

Bravo? Não com o Los Hermanos, mas com os fãs. Esperto o Marcelo Camelo. Estou só esperando ele falar que 'Vencedor' é uma porcaria para ver a reação desse povo.

Por EMANUEL NOVAES às 2:19 PM
Xinga a mãe! ()



miércoles, diciembre 13, 2006
23 ANINHOS E UM DIA

Ontem foi um dia muito especial para algumas pessoas. Edvard Munch completaria aninhos, como o fez o Sílvio Santos. Iltinho e a bixete Fer também sopraram velas. Mas 12 de dezembro, pra mim, sempre foi só o aniversário da minha irmã, e quem completasse anos nesse dia iria, na verdade, fazer aniversário com ela.

A distância e o relacionamento irmão-irmã acabou nos distanciando um pouco. Mas é preciso lembrar que o irmão de cada um de nós será o relacionamento mais duradouro que nós teremos na vida. Mais do que pais ou esposas. Irmãos estão ao nosso lado desde o começo, e até o fim.

Por isso eu me senti mal de não ter telefonado para ela ontem. Planejava ter ligado à noite, mas um probleminha no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, me prendeu até a meia-noite fora de casa. Definitivamente, eu não acordaria minha irmã para dar-lhe os parabéns. Afinal, 21 anos de convivência me deram a certeza da resposta que eu iria escutar.

Mesmo assim, o plano só foi adiado. Se ela não se importar, eu telefono hoje e digo o quanto ela é especial para mim, o como ela tem sido uma irmã sensacional e o quanto eu tenho aprendido com ela ao longo de tanto tempo. Quando ela atender, ela não verá, mas eu estarei sorrindo. Espero que ela perceba a minha felicidade de, não só falar com ela, mas de ter ela ao meu lado sempre.

Obrigado, Mariana. E parabéns!
Você merece toda a felicidade do mundo!

Por EMANUEL NOVAES às 8:20 AM
Xinga a mãe! ()



martes, diciembre 12, 2006
IGUANA MY ASS!



Eu tenho uma cachorra de estimação, a Pitucha. Cães, gatos, peixes e pássaros são costumeiros animais de estimação (se é que dá pra se divertir com um peixe, convenhamos). O pessoal mais exótico, indie, descolado e cool prefere bichos como iguanas, tarântulas, furões e quaisquer outras coisas que superaram o hamster.

Mas digo que descolado sou eu, que um dia terei um frango de estimação. Sim, um frango. Um galináceo. Coisa mais charmosa é ter um frango de estimação, não?

Imagine que coisa mais bonitinha você passear por aí com seu frango. Levando ele pela coleirinha. Ou até não, já que ele numa dessas começa a sacar que você é legal e não foge quando você o solta. Quer coisa mais fofa do que levar seu frango para ciscar por aí? Bem melhor do que uma iguana chata que fica só passeando pelo seu ombro...

Outra coisa charmosa: quem já viu um frango ou uma galinha dormindo? Se for em dia de chuva, é mais bacana ainda! Ela se encolhe toda, inclusive o pescoço, e fica parecendo uma bolinha que dorme. Isso pra não falar quando ela acorda e fica andando por aí em stop motion. Você já viu um furão chato andando em stop motion? Até dormindo o furão é xarope. Isso quando ele não se mete pelo encanamento da privada e morre!

E mais: deve ser o máximo assistir à TV com uma galinha ao lado. Ou acordar com ela em cima da sua cama. Se o seu frango virar um galo, então, ele pode te acordar! Mas acordar com uma tarântula em cima da cama deve ser a pior sensação do mundo! Sou mais meu galináceo.

Eu não falo que deve ser bom ter uma galinha em casa para ela botar ovos, porque pra isso existe o supermercado. Eu quero um amigo frango (não como Pollo McChicken), e não uma poedeira! Não vai ser agora, mas eu terei meu frango de estimação...

Ah, vou...

Por EMANUEL NOVAES às 7:35 AM
Xinga a mãe! ()



lunes, diciembre 11, 2006
UMA VIAGEM À VARGEM

Sábado estivemos na bucólica cidade de Vargem Grande Paulista para a primeira das duzentas despedidas que terá nosso amigo Borjão antes de ir para a Itália.

Borjão merecia a homenagem e dispensa comentários aqui. Quem conhece sabe. Não vou me prender aqui falando o quão incrível é o cara. Vou apenas falar da paradinha lá, e ainda assim de maneira resumida.

Depois de sairmos e chegarmos um pouco atrasados, Fi, Kaká, Mestre, Léo, Milena, Nivaldo e eu nos encontramos com o anfitrião no supermercado 4b na entrada de Vargem Grande. Mais tarde eu descobriria que o supermercado se chama 46, por estar no quilômetro 46 da Raposo Tavares, o que resultaria posteriormente em piadas nas mãos de seu Lourenço e dona Heloísa, os simpáticos pais do nosso homenageado.

Borjão chegou e nós seguimos ele pelos meandros da cidade, passando pela conhecida padaria Espiga Dourada (hummm...). Na casa de Borjão, fomos o primeiro grupo de amigos a chegar para a farra regada a cerveja, refri e carne. Enquanto eu evitava as piadas mais sujas e os palavrões - é uma casa de família, pô! -, o churrasco ia saindo e a gente se empanturrando. Com isso, mais amigos de VGP iam chegando. Inclusive alguns que Fi e eu já conhecíamos, como o Válter.

Tanto comi que, quando Dione, Márcio e Fê chegaram, eu já estava decidido a não almoçar. Entre os seiscentos abraços e pedaços de frango e lingüiça, os grupos iam aumentando a tensão para o prometido futebol de areia que o Borjão tanto agitou. De tanto que agitou, fomos nós com camisa do XV de JoC para a peleja, na qual levamos um pau! O negócio só equilibrou quando o time do Válter se cansou (a paulistinha involuntária que eu dei nele pode ter ajudado) e nós pudemos mesclar os times. Fiz até um gol, mas brilhei mesmo atuando como goleiro. Aliás, Pedrão, você me deve uma cerveja!

Voltamos e, ainda sujo de areia, pude conversar com Borjão sobre algumas bobagens. Ainda dei um belíssimo copo para ele, que já tem uma coleção de copos e canecas que eu dei para ele. Fomos embora de barriga cheia novamente e já com saudades de Borjão. Com saudades de Borjão e de VGP, cheguei em casa com dores no joelho - como convém - e pronto para estrear minha belíssima banha de peixe elétrico da Amazônia, contra dores de pancadas. É laranja, mas tem cheiro de Gelol e funciona!

Borjão, já sentimos falta.

Por EMANUEL NOVAES às 3:45 PM
Xinga a mãe! ()



domingo, diciembre 10, 2006
O NOVO GALVÃO

Chegou um ponto da minha vida que eu comecei a gostar de Galvão Bueno. Você não pode assistir futebol pra se divertir e se preocupar demais com isso. Por isso que eu adoro Sílvio Luiz, um mestre do entretenimento futebolístico da maneira mais caricata possível. Acima de tudo, Sílvio Luiz sabe que é caricato.

Por isso, nada justifica a falta de comprometimento de André Lofredo, comentarista do SporTV. Lofredo não faz questão de ser engraçado; pelo contrário, ele pretende ser um cara sério. Mas o despreparo do cara é tamanho, e ele é tão preso a estereótipos irritantes, que você não consegue deixar de se aborrecer com as legítimas bobagens que ele fala.

Pude presenciar as pérolas de petulância do comentarista neste domingo. Fiz questão de acordas às 6 da manhã (do domingo!) para acompanhar o Romário jogando pelo Adelaide United. Era o terceiro jogo do Baixinho, desta vez em casa contra o New Zealand Knights, lanterna do Campeonato Australiano (o time pediu uma autorização da Fifa para disputar uma liga decente). Enfim, um jogaço!

Mas como transmitir um jogo de uma liga que ninguém conhece? Bom, isso não é problema para André Lofredo, que sabe que ninguém acorda as 6 da manhã do domingo (do domingo!) para assistir o Australianão. Como quem o fez só queria ver o Romário, ele começou a desfilar seu festival de disparates.

Logo no começo do jogo, o chinês Lelei Gao pegou na bola, fez uma firulinha e perdeu o lance. Sem titubear, Lofredo disparou algo como:

-- É, esse é o craque do time da Nova Zelândia... Mas chinês já não é bom. Você vai esperar o quê de um chinês que vai jogar na Nova Zelândia?

Porém, mais irônico que André Lofredo é o destino (poesia ímpar, não?). Cinco minutos depois, Gao entrou pela esquerda na área e bateu no canto do goleiro Paston. Não foi um golaço absurdo, mas foi bonito. Aí, o simpático comentarista, com a língua mordida, precisa consertar (valeu, Zito!) a cagada que falou. E aí, todo murcho, analisa:

-- É, a defesa do Adelaide saiu mal, e o Gao, todo oportunista, conseguiu entrar bem para marcar o gol...

No segundo tempo, o técnico do United sacou Romário e botou um rapaz, se não me engano chamado Owens ou Dodd. Sei que o time começou a criar bem mais, afinal os jogadores passaram a se movimentar. Com um ponta-de-lança chamado Spagnuolo, os australianos chegavam com bastante perigo no segundo tempo, e o próprio camisa 23 citado aí acima botou uma bola na trave. Aí, o especialista em futebol aussie resolveu comentar:

-- É... Se fosse o Romário, não sei se perderia esse gol...

Cinco minutos depois, nova boa chance para o time de vermelho, mas o zagueiro perdeu uma chance clara de cabeça embaixo das traves. Lofedo, o gênio, analisa o lance:

-- Faltou o Romário ali, hein?

Mas uma boa chances, e o camisa 10 Fernando (brasileiro) perde a terceira chance no final da partida. O que vocês acham que o craque da análise embasada cravou?

-- Imagina se o Romário estivesse na área!

Mesmo que o time tivesse melhorado muito com a saída do Romário e tivesse outro jogador conhecido em campo (o veterano Ross Aloisi), André Lofredo não se preocupava em falar outra coisa que não fosse de Romário. Alguém bem próximo do que era o Galvão em 94 durante a Copa (algo que merece um post à parte).

Pensei que a tortura tivesse acabado ao final do (péssimo) jogo do Australiano. Mas o SporTV resolveu escalar o mesmo infeliz para comentar a primeira partida do Mundial de Clubes, entre Auckland City (NZL) e Al-Ahly (EGI). Por não ter Romário em nenhum dos dois lados, Lofredo (e para não ser injusto, Luiz Carlos Assunção) se resumiu a falar que os egípcios eram favoritos, que os neozelandeses eram um time semi-amador e ficar repetindo a campanha do time de Manuel José no Mundial do 2005.

"Sim, porque o Al-Ahly chegou invicto tantas partidas no ano passado." "Sim, porque o angolano Flávio, autor do gol do Al-Ahly, foi o jogador de Angola que marcou durante o empate contra o Irã na Copa." "Sim, porque o Auckland tem o brasileiro Luiz del Monte no banco." "Sim, porque fulano de tal é operador de TV a cabo na Nova Zelândia." Ninguém, absolutamente NINGUÉM se preocupou em falar que o sul-africano Keryn Jordan era o jogador mais perigoso do representante da Oceania. O fato de falar que o cara tinha 31 anos e tinha passagem pela seleção da África do Sul talvez tenha sido o ponto alto da transmissão!

Com o mínimo de pesquisa, já foi possível conhecer a campanha do Auckland, e não ficar tratando o time como um cachorro morto. Sim, porque se a final do Mundial não for entre Barcelona e Inter, André Lofredo e companhia simplesmente não terão assunto durante a transmissão!

Saudades de Fortaleza e Juventude...

Por EMANUEL NOVAES às 9:45 AM
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sábado, diciembre 09, 2006
NOVOS REFORÇOS DO SÃO PAULO

Depois do meia Hugo e de alguém do Goiás, uma fonte confiável me adiantou: o São Paulo está bem próximo de fechar as contratações do meia Roger e do atacante Rafael Moura, do rival Corinthians.


Roger e Rafael Moura em momento bâmbi


Tal por isso, o macho da Galisteu e o He-Man já estejam comemorando juntinhos. Ui!

Obs: Deu tempo! Yes!

Por EMANUEL NOVAES às 8:31 AM
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viernes, diciembre 08, 2006
MANIFESTO DO CAVALO MANCO

Vamos resumir: com certeza haverá gente torcendo o nariz, mas o Brasil deveria mostrar um pouco mais de respeito ao Calypso.

Grande parte dos leitores - culturalmente elitizadíssimos, a nata da sociedade livre - deste blog não gosta de Calypso. Não escuta, mas não gosta. Simplesmente porque pega mal, porque nós estamos pré-direcionados a achar Joelma e Chimbinha bregas. Sabe o problema? Eles são bregas, sabem disso e assumem.

A diferença é que a concepção do termo 'brega' desviou-se tanto do original que virou uma descrição daquilo que é chulo, vulgar e ruim. Pois digo que nos poucos meses que pude morar com meu amigo Pablo, do Pará, aprendi a respeitar o brega estilo musical (e todas as suas vertentes, como o incrível tecnobrega) como uma interessante manifestação cultural.

Nós estamos tão acostumado a limitar nossas opções musicais às mequetrefes de Rio, São Paulo, Minas, Rio Grande do Sul e Brasília que qualquer manifestação fora deste eixo é recebida como uma grande novidade (e até hostilidade). Virá alguém discordando e citará movimentos como o mangue beat como uma coisa de outro mundo, o que é uma bobagem. O que Chico Science fez foi promover misturas de sons do Nordeste, como o maracatu, com batidas mais, digamos, eletrônicas. Qualquer um que fosse um bocadinho esperto poderia ter pensado que nós temos um mundo de influências musicais 'exóticas' e positivas pelo Brasil e ter feito o caminho inverso. Aí, até mesmo uma bandinha sem sal como Jota Quest ou Los Hermanos poderia ter botado maracatu nas suas músicas e pronto. Gênio.

Acontece que nós ainda não aprendemos a ser tão tolerantes com o que é diferente. É preciso que bandas como Cordel do Fogo encantado tenham um som mais RJ-SP para ser ouvido aqui, para aí então poderem falar: ei, nós começamos com Luiz Gonzaga! Sim, pois se Raul Seixas não fosse roqueiro, nós jamais teríamos a tolerância de ouvi-lo. Imaginem se Raul Seixas tocasse baião! Nisso, ele realmente era sábio, pois percebeu que é preciso que o Sudeste goste. E isto não é bom.

O caminho deveria ser (também) contrário, e o Sudeste é que deveria aprender a olhar para os lados. Afinal, exemplos de exceções como Boi-Bumbá e lambada comprovam que dificilmente nós adotamos uma unanimidade de Norte, Nordeste e Centro-Oeste, a menos que eles abracem as novidades do Sul e do Sudeste. Pense que forró, sertanejo e axé só ganham aceitação quando são paulistados ou cariocados. E é nisso que entra o brega.

O brega ainda não tem uma razão para baixar a cabeça da maneira que outros estilos musicais baixaram. Talvez isso dificulte a saída do Calypso dos guetos e mantenha o péssimo estigma do preconceito à 'música de empregada'. Com um pouquinho de miscigenação, o fenômeno já saiu do Pará com relativo sucesso, mas só porque nós temos dificuldades para aceitar o estilo de maneira intocada. Ou seja: o brega que temos - e criticamos - não é o original do Pará, mas sim, um pouco de música miscigenada daqui de baixo, como tantas outras. E isso desvaloriza ainda mais as nossas críticas cobertas de preconceito.

Qualquer manifestação cultural que consiga animar as pessoas deve ser considerada válida, ainda mais se encontrarmos alternativas viáveis e alegres como as que existem fora do eixo RJ-SP-MG-RS-PR. Em dado momento, perceberemos que há manifestações interessantes fora dos grandes centros, e que nós ainda precisamos parar de aceitar coisas diferentes somente quando elas forem exóticas (aí entra baile funk ou o samba-rock). Afinal, como disse Antônio, se todo mundo escutasse Chico Buarque, este mundo seria um porre!

Obs: Provavelmente eu não trnha tempo de atualizar este blog amanhã. Vamos quebrar uma série positiva de posts em dias consecutivos, infelizmente.

Por EMANUEL NOVAES às 10:35 AM
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jueves, diciembre 07, 2006
OBRIGADO, MESTRE


Por EMANUEL NOVAES às 6:44 AM
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miércoles, diciembre 06, 2006
ANALISANDO A PLAYBOY DO MÊS

Como prometido em novembro, esta sessão só continuaria em 2007 no caso de Karina Bacchi comprovar os boatos e posar para a revista masculina mais conhecida do mundo em dezembro. Bem, aqui está a senhora Baixinho da Kaiser (dizem que já nem é) e, por isso, vamos que vamos com mais uma análise.


Capa bem grande este mês!


Somente uma mula diria que Karina Bacchi não é bonita. Ainda assim, há alguma coisa nela que não tenha me animado tanto quanto Flávia Alessandra animou em agosto. É uma revista que merece, sim, uma certa atenção como uma das melhores do ano.

Menos mal que evitaram aquela história de 'o presente já vem desembrulhado', como tem todo Natal na Playboy. Entre os três ensaios da revista, não há dúvida de que o de Karina é o melhor, ainda que - pode ser implicância minha - o corpo dela não está lá... Bom, deve ser implicância minha. Até porque a concorrência de Marcella Nhof e Camila Szumanski não incomoda muito. Talvez Mariane Assmann, da sessão 'Gatas & Coelhinhas' seja a melhor página (36) da revista.

A entrevista é algo de sensacional, para um fã de James Bond como eu. Simplesmente entrevistaram Sean Connery, Roger Moore, Pierce Brosnan e Daniel Craig, montando o perfil de 007. Dispensaram o rápido George Lazenby e o insosso Timothy Dalton, como convinha, e fizeram uma entrevista com o James Bond. Bom, não foi com o James Bond, mas... Bom, vocês entenderão quando lerem. E leiam também 'A Escrivaninha de Bond', OK?

Karina Bacchi não tem cara de que usaria um piercing genital voluntariamente, e todo o celeuma criado em torno disso chega a ser bobo. O que não é bobo é a seleção de imagens picantes dos filmes de 2006. Sharon Stone continua espetacular, mesmo aos 48 anos, mas não há nada que me convença que Maria Paula siga no mesmo caminho. Já 'Mandrake' continua sendo a coisa mais foda que já passou na TV. E estamos ainda falando da Playboy.

Nota do ensaio: 8,5
Destaques: Bom, a revista gira toda em torno de mulher pelada e James Bond, e os destaques não podem ficar muito longe disso. Mas as piadas estão boas também, assim como a entrevista com John Pizzarelli. É como a seleção da França: não decepciona.

Update: "Tudo começa com a sua criação e se você é esperto o bastante para extrair dela o que há de positivo enquanto deixa para trás o que é negativo. Eu cresci do lado de uma usina de borracha e de uma cervejaria. O apartamento de meus pais cheirava a lúpulo e borracha. Tínhamos de tomar banho com água fria, porque na nossa rua não tinha aquescimento. Meu pai trabalhava na fábrica de borracha das 7 da manhã às 7 da noite, e eu não me lembro de tê-lo visto se atrasar para o trabalho uma única vez. Esse tipo de atitude deixou uma grande impressão em mim. Mesmo recebendo salários baixos para um trabalho massacrante, nunca o ouvi se queixar ou lamentar por si mesmo. Aprende-se muito sobre caráter com isso." (Sean Connery)

Por EMANUEL NOVAES às 2:09 PM
Xinga a mãe! ()



martes, diciembre 05, 2006
YOU SAY GOODBYE, AND I SAY HELLO...

Luiz diz:
E o bambu?


Emanuel Colombari diz:
Enfia no seu cu!

Emanuel Colombari diz:
Pronto. Já tenho coisa pra copiar e colar no meu blog.

Luiz diz:
???


Emanuel Colombari diz:
Vou copiar e colar este diálogo no meu blog.
Eu escrevi certinho para não ter o trabalho de corrigir!

Luiz diz:
Que honra rapaz! Aparecer no seu blog!

Por EMANUEL NOVAES às 2:14 PM
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lunes, diciembre 04, 2006
GRANJA VIANA, RUBINHO BARRICHELLO E EU
Um relato breve que acabou perdendo em qualidade


Provavelmente, neste final de semana, eu deva ter conseguido a grande coisa na minha breve carreira de jornalista (ou talvez desde a entrevista com Ana Moser). Fui escalado por meu chefe para cobrir as 500 Milhas de Kart da Granja Viana. Quem não conhece o evento, clique aqui e informe-se sobre.

A expectativa durante toda a semana - mesmo na minha única folga - foi grande, e só cresceu quando eu recebi minha credencial de imprensa. Com aquele belo e frágil cartãozinho branco pendurado no pescoço, eu poderia entrar em qualquer lugar. Acordei às 5h50 do domingo, tomei o café da manhã (que seria de má notícia no decorrer do dia) e fui para o trabalho.

Quando cheguei na redação, procurei a (imensa) lista de pilotos inscritos e desembestei: eu tinha meia hora para fazer o que não havia feito durante toda a semana, e resolvi pesquisar sobre todos os pilotos. Começando por Enrique Bernoldi, descobri que meia hora seria impossível para tal feito, porque eu simplesmente não conseguiria descobrir o que o ex-piloto da Arrows fez nos últimos dois anos. Mas... quer saber? Eu sou foda do mesmo jeito e pronto! Desci e fui!

Descobriria depois que não sou foda nada! Depois de acertar o caminho com Marcos, o motorista, cheguei lá. Uma pequena confusão na entrada e lá estava eu em um dos kartódromos mais conhecidos do Brasil (se não o mais). OK, certo, o que fazer? Comecei a andar até achar as coisas. Logo, descobri onde eram os boxes, o restaurante e tudo mais. Numa dessas, desci aos boxes e encontro Rodrigo, fotógrafo frila esporádico da Quatro Rodas frila esporádico da Quatro Rodas e fotógrafo amador. O que eu não consegui fazer em meia hora (quiçá uma semana), o Rodrigo parece ter feito a vida toda. Definitivamente, ele salvou minha vida.

Definitivamente. Nós encontrávamos alguém e ele apontava. "Olha, é o Augusto Farfus". Eu concordava, no melhor estilo "já ouvi falar". Ele completava com "ele corre de WTCC e acabou de trocar de equipe. Passou da Alfa Romeo para a BMW". Enfim, eu tinha algum assunto para os próximos dois minutos com o cara. Foi assim com Augusto Farfus, Mário Haberfeld, Felipe Giaffone...


Augusto Farfus conta que o grupo está unido e coeso, imbuído do mesmo
objetivo de trazer os três pontos. Foto: Rodrigo Ribeiro


Mas eu estava pautado para entrevistar os caras fodas, e lá fomos nós caçar Rubinho Barrichello, Felipe Massa, Nelsinho Piquet, Tony Kanaan, Ricardo Zonta, Dan Wheldon e por aí vai. Só consegui Rubinho e Kanaan, e ainda assim após a premiação (já que um deles, que corre com motor Honda, deu uma esnobada em mim, como lhe era conveniente). Debaixo de um sol escaldante do meio-dia (e eu com aquele café da manhã na barriga até aquela hora, lembram?), consegui com que Tony Kanaan respondesse duas perguntas minhas. Não uma; DUAS!!!! MINHAS!!!!!

Me despedi de Rodrigo e fomos, Marcos e eu, rumo à redação. Cheguei lá por volta das 13 horas e ainda dei uma ajuda nas notas do vôlei. Quando comecei de fato a trabalhar as notas (inclusive a que eu tinha passado por telefone ao colega Tico), não parei mais. Era um tal de montar nota de vencedor, Rubinho, cadeirantes, Giaffone, e ainda ligar para técnico e jogador de vôlei que eu achei que ia morrer.

Quase morri mesmo. De fome! Eram 16 horas e eu estava ainda só com o mísero café da manhã! Tudo que eu queria era sair de lá com a missão cumprida e almoçar. Com tantos restaurantes fechados, o jeito foi ter a segunda refeição do dia nove horas depois da primeira. Um mísero sanduíche de atum e uma Fanta.

Laranja, óbvio.

Observações:
- Não precisei de informações de Enrique Bernoldi. No fim, não encontrei ele. Aliás, nem ele, nem um monte de gente...
- O relato acabou criando pouca expectativa no começo. Se fosse ficar descritivo como eu queria, vocês iam ficar uma semana lendo.
- Rubens Barrichello era o cara mais importante lá. O nome dele no título tem essa função: atrair vocês para o texto.
- Vi o Marcos Breda lá. Lembram-se dele? Não?

Update: Correção feita, Rodrigo e Tomiate. Valeu!!!

Por EMANUEL NOVAES às 3:42 PM
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domingo, diciembre 03, 2006
E QUEM NÃO GOSTA DOS INIMIGOS?

Eu. Abomino!

Por EMANUEL NOVAES às 7:21 AM
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sábado, diciembre 02, 2006
O ADEUS DE POLLO

Piotr Seninov, ou nosso amigo Pollo McChicken foi fumar um cigarro. Estava desanimado o ombudsman deste blog. Até apagou o perfil que tinha no Orkut e que só era lembrado em seus aniversários.

Ainda que deixando este blog, mantem as amizades feitas, que não foram poucas. Incrível como as pessoas se encantaram com ele. Ainda mais em se tratando, convenhamos, de um frango.

Seus planos agora são de encontrar suas origens russas. Por enquanto vai viajar. E jogar na minha cara que vai para a Europa, passando por Mônaco, Malta e todos os países que eu (EU!!!) sempre quis conhecer. E não são poucos. Não sei como ele trabalhava para cá e arrumava tanto dinheiro.

Falou que talvez faça uma faculdade, o que ele jamais revelou para mim se tinha. Um belo ano sabático, pois não, para ele. Querido como ele é - talvez mais do que eu - , suas colaborações aqui serão bem recebidas.

Spasibo vam, Piotr!

Por EMANUEL NOVAES às 7:56 AM
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viernes, diciembre 01, 2006
FANTA UVA OU OITENTA

Fanta Uva é um refrigerante que não admite meio-termo. Não é como refri de limão ou algo do tipo: ou você adora ou você odeia.

Eu sou um daqueles que pertence ao imenso segundo grupo. Simplesmente abomino a existência de um refrigerante de uva, seja qual for. Acho simplesmente enjoativo, excessivamente doce, com um gosto muito apelativo. Calculo que desde de 94 eu não tinha o desprazer de tomar.

Não tinha. Porque no meio de toda essa onda de gostar do que é ruim (vide Inimigos da HP), os adoradores de Fanta Uva começaram a sair das sombras. E fizeram algo que não devem fazer comigo: induzir a pensar. E eu tive a excelente idéia de pensar se o negócio era ruim mesmo ou se era implicância minha.

Determinado, resolvi tirar R$1,59 do bolso e comprar uma garrafinha 600ml daquele chorume espumante. Com ela em casa, frente a mim em um banquinho, eu pensava se havia feito a coisa certa. Eu encarava, a Fanta Uva encarava de volta. Como quem encara está querendo, resolvi tomar coragem e abrir a garrafa. Pensei em virar de uma vez, mas talvez eu anestesiasse um pouco o gosto. E aquilo era plena e meramente um exercício degustativo.

Fui para a cozinha e peguei um copo. Voltei, enchi e provei. Humm... Não é horrível. Tomei mais um pouco, e não é ruim. Com meio copo provado,já não é aquela beleza. Até um pouquinho forte. Quase no final do copo, o gosto começa a impregnar na boca, como se descesse pura água, e o gás, o açúcar e o corante ficassem todo garganta acima. Quando você termina um copo, a sensação é de sair da água à beira de um afogamento.

Evidentemente, foi impossível terminar a garrafa inteira, e eu fui obrigado a repassar parte daquilo para Antônio, que diz que não odeia, mas fez charminho, e Leco, cabra macho que nem o Jeremias, que virou aquela porcaria toda.

Evidentemente, a avaliação é ruim, e 12 anos depois, eu continuo achando Fanta Uva uma merda! Continuo pertencendo ao grupo maior. Continuo achando que o povo que gosta de refri de uva é tonto. E torço para que não tenha outra idéia dessas de jacu em 2018.

Por EMANUEL NOVAES às 8:42 AM
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