Le nouvélle CUCARACHA

A pura filosofia politizada do politicamente (in)correto.


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que eu linko com muito gosto.

jueves, agosto 31, 2006
FALTA MARKETING. SÓ ISSO.

Eu sou meio ingênuo, por isso demorei para descobrir que o marketing pode construir reputações. Sim, foram 20 anos - quase 21 - até eu me dar conta de que não basta talento para ser alguém na vida. Querem exemplos?


Figura 1.1: O metrossexual e... E quem é esse?


Como vocês puderam notar, eu peguei o primeiro exemplo de algo que eu entendo: futebol. O moço da esquerda, todos conhecemos, é o David Beckham, com um dos seus 600 penteados exóticos. Beckham foi formado no Manchester United e teve uma rápida passagem por empréstimo ao Preston North End, antes de retornar ao Manchester. De lá, o Spice Boy foi para o Real Madrid. Em toda a carreira, Beckham já casou com cantora pop, vomitou em campo, admitiu usar a calcinha da senhora e participou de três Copas do Mundo. Mesmo não sendo um craque, todo mundo elogia a elegância com a qual ele toca na bola para fazer um cruzamento. Sim, seus cruzmanentos são bons. E se o estereótipo do futebol do seu país for o chuveirinho, você vai ser um Deus!

Sim, o primeiro é David Beckham. Mas quem diabos é o segundo? Ora, não estão reconhecendo! É o Pavel Pardo, meia da seleção mexicana e do América do México, atual campeão da Concacaf. Tenho que admitir que não consegui sequer encontrar informações sobre o rapaz, e não foi falta de pesquisar. Não sei se ele passa base na unha, vomita em campo, usa calcinha ou se casou com a Glória Trevi. Mas para quem acompanhou o México na Copa deve se lembrar. O rapaz aí pega bem pra caramba na bola. Melhor até que o Beckham.

Ah, futebol é muito complicado e vocês não acompanham a seleção mexicana como eu? Tudo bem, vamos dar um exemplo mais prático.


Figura 2.2: Ah, agora ficou mais fácil...


Sim, agora ficou mais fácil. O primeiro, mesmo que a foto não esteja boa, é manjado. É o nosso amigo Humberto Gessinger, pai da Clara, popularmente conhecido como o vocalista do Engenheiros do Hawaii e autor de inúmeros sucessos.

O outro, então, nem se fala. É o Renato Russo, vocalista do Legião Urbana, que continua gerando turbas de menininhas histéricas mesmo tendo sido gay e morrendo em 96. Sim, pois ele é o grande poeta da nossa geração e entende o sentimento humano como ninguém mais. O que é motivo suficiente para alguém puxar uma rodinha de violão e começar com "Pais e Filhos" (não precisa, mas... "É preciso amaaaar... As pessoas como se não houvesse amanhã!).

Tá, a foto do terceiro definitivamente não ajuda. Mas dá pra reconhecer. Não estão vendo, gente? É aquele rapaz de Ituiutaba, o Bruno Gouveia.

Nada ainda?

Vou ajudar: a banda dele canta músicas como "Quando eu te encontrar", "Timidez", "Tédio" e "Janaína".

Pô, ninguém?

Gente, é o vocalista do Biquini Cavadão! Sim, porque ninguém odeia o Biquini Cavadão, mas a banda não tem marketing. Mas é melhor que Engenheiros do Hawaii e Legião Urbana. E já que estamos aqui, dá um pau nos Titãs e humilha o Loser Manos.

Já que falta marketing para quem é bom, resta ser apadrinhado. E sem surpresa que eu sigo sem comer ninguém, já que eu sou bonito mas não pego a Gwyneth Paltrow, a Jennfier Aniston e a Angelina Jolie.

Por EMANUEL NOVAES às 3:44 PM
Xinga a mãe! ()



domingo, agosto 27, 2006
TUDO SOBRE A POROROCA ATÉ AGORA

Depois de muito contra-argumentar, fui convencido a ir à Pororoca Louca, a tradicional festa à fantasia da minha faculdade. Não sou muito de sair de casa, mas gosto de usar roupas exóticas, o que foi fundamental para tirar meu kilt do armário. Enfim, R$ 35 a menos na minha já magra conta bancária e lá estava eu, no sábado.

Vou contar das poucas coisas que lembro de ter feito antes de beber. Sim, eu não ia pagar 35 dinheiros para tomar água. Vestido de escocês, subiu a pé até a casa do Buca, onde a namorada do Léo nos pegaria para a fundamental carona. No caminho, ouvi gracejos como "ô, cabra bonitinho" e "pega minha gaita de fole!". Se a gente escuta isso nos Jardins, imagine se o Buca morasse na quadra da Vai-Vai!

Depois de encontrar meu indiano/grego/hippie amigo romeno-descendente, foi questão de minutos até o gol branco de Milena aportar no prédio. Ela de soldado, o Léo de japonês (sendo que o lado nipônico no casal é o dela). De lá, fomos para a casa de Lílian, no Metrô Santa Cruz, onde encontramos os pingüins Fê, Kamilla, Márcio e a anfitriã, o Zorro Gustavo, sua namorada Bárbara espanhola, Filipe Fred Durnst (foi foda de reconhecer), Borjão Motumbo (piada interna, não se prendam a ela), Lu Chapolim, Babi Cleópatra Erótica, Ravi Punk... Enfim!


Eu, de escocês, e Borjão, de... De quê, mesmo?


Depois de alguns minutos enchendos os carros alheios de bexigas, fomos para a festa próxima ao Ibirapuera. Depois de alguns minutos procurando lugar para estacionar o carro do Mestres (trocamos a carona) e algum bate-boca com os prestativos flanelinhas ("Dez paus pra parar o carro na rua? Ô, vai se fuder!"), fomos para a rápida fila. Não sem antes comer um cachorro-quente na porta (Buca, Eli e Mestre). Lá dentro, encontramos alguns amigos que havíamos perdido de vista. E vimos o aniversariante Nivaldo, quem diria, de árabe!

Pisando lá dentro, tirando uma água do joelho e pegando três biritas de uma vez, a noite foi indo. Depois de três Sex on the Beach, uma Caipiroska e 800 cervejas, a memória se esvaiu. Eu me lembro de algumas coisas, como encontrar meus calouros e de dançar um samba-rock com os meus meninos lá embaixo. No melhor estilo "se bebo, esqueço. E se não lembro, não fiz".


Van, Tá e eu. Que nem tinha bebido tanto quanto parece.


Terei algumas frases pra lembrar. Como conversando com "Danielvis" e "Clockwork Gaia", disparar algo como "puta, meus braços estão tão levinhos". Ainda roubei o chapéu de Santiago. Depois de levar algumas desconversadas de meninas (não foram foras, vejam bem) e ficar com uma menina chamada Mariana (elas me perseguem), Léo me chamou para irmos embora. Só não me peçam para contar a história de Mariana ou para descrevê-la. Depois da quantidade industrial de bebida, a gente não se apega muito a detalhes, certo?

Buca, Léo, Milena, seu primo Alexandre e eu fomos embora, mas demos uma passada no Black Dog para comer antes de nanar. Não eu, lógico, que vivo sem grana, sem fome e estava mais preocupado em dormir na mesa e babar. Sim, eu babo dormindo. De lá, foi tempo de me arrastar até meu apê (o caminho curto nunca foi tão longo) e dormir.

A exemplo de Marilyn Monroe, que usava duas gotinhas de Channel no. 5 para dormir peladona, eu dormi só de kilt. Sim, por não há nada mais sexy do que um homem que dorme só de saia xadrez. Das 5h30 às 14 horas, foi um belíssimo sono Coração Valente, o qual foi interrompido para o almoço wafer-chocolate-guaraná. Rendeu uma bela foto-surpresa do Antônio, esse cabaço! A qual logo colocarei aqui.

Como disse a Bia JoD, nada me tira da festa ano que vem. Me lembrem de beber menos, de usar uma fantasia mais masculina e engraçada e de ser menos incoveniente.

Pororoca 2007. Eu estarei lá!

Por EMANUEL NOVAES às 7:41 PM
Xinga a mãe! ()



sábado, agosto 26, 2006
O DIA QUE ALAGOAS QUASE CONQUISTOU A AMÉRICA DO SUL

A Europa sempre teve uma alternativa viável para a os clubes que não conseguiam lugar na Liga dos Campeões. Trata-se da Copa da Uefa, que geralmente é disputada por times que terminam na zona do 'quase'. Entre quarto e sexto, por aí. Bons times já ganharam a Copa da Uefa nos últimos anos, como Porto e Valencia, pra ficar em apenas dois exemplos. A América do Sul tem alguma dificuldade para fazer um paralelo e tem tentado diversas competições, em especial na década de 90. Entre a Copa Sul-americana, a Pan-americana, a Mercosul, a Supercopa e a Recopa, uma se destacou pelo baixíssimo nível técnico: a Conmebol.

Para se ter idéia do baixo nível técnico, é interessante lembrar que a torcida do Santos considera que não foi campeã de nada entre 84 e 2002, mesmo tendo vencido o torneio em 98. Disputada desde 92, a Conmebol nunca teve grandes esquadrões campeões (por mais que os são-paulinos venham destacar o Expressinho de 94). Pelo contrário, ela sempre foi marcada pela atuação de times com pouca tradição.

Entre os argentinos, casos de equipes como Lanús e Colón, ou os colombianos do Deportivo Tolima. Entre os brasileiros (principalmente), a situação era tão gritante que permitia a participação de Vila Nova, São Raimundo, América-RN, Rio Branco-AC, Sampaio Corrêa e CSA. O caso dos alagoanos é o mais interessante: mesmo sem figurar entre as maiores forças da região, foi o Azulão do Mutange o primeiro time nordestino a chegar à final de uma competição continental.

A história da participação do CSA na Conmebol de 99 é interessante. Semifinalista da Copa do Nordeste do mesmo ano, o time não teria direito à vaga, que pertenceria ao campeão, Vitória. O rubro-negro recusou o convite, a exemplo do Bahia (vice) e do Sport (terceiro). O clube alagoano, despretensiosamente, aceitou.

A caminhada seria imprevisível e começaria contra o Vila Nova. Os azulinos venceriam em casa, com gols de Missinho e Mazinho, mas levariam o troco em Goiânia, com Junior e Reinaldo Aleluia devolvendo o 2x0 do jogo inicial. Mesmo jogando contra a torcida, o CSA venceu por 4x3 nos pênaltis.

Na segunda rodada, o time disputaria a primeira partida internacional de sua história. Contra o Estudiantes, na Venezuela, o time conseguiu segurar um 0 a 0, para vencer em Maceió por 3x1. Mimi, de pênalti, e Márcio Pereira, duas vezes, fizeram os gols da vitória. Ruberth Morán, também de pênalti, descontou para os visitantes.

A essa altura, a campanha do maceioenses já empolgava. Na semifinal, novo confronto nacional. Desta vez, o adversário seria o São Raimundo, que havia eliminado os peruanos do Sport Boys. No primeiro jogo, no Vivaldão, o Tufão da Colina venceu por um apertado 1x0, com um gol Marcos Luís, cobrando pênalti no segundo tempo, deixando muita emoção para o jogo da volta.

E não faltou emoção em Maceió. Fábio Magrão abriu o placar aos 14 minutos do primeiro tempo, mas Marcelo Araxá empatou para os amazonenses seis minutos depois. O empate dava a vaga para o São Raimundo, que segurou o placar até o final do segundo tempo. Foi quando o artilheiro Missinho, no último minuto do jogo, conseguiu fazer o segundo e empatar a partida, para desespero (e reclamação) do clube manauara. De nada adiantou a discussão, uma vez que a partida foi para novas penalidades. No final, 5x4 para o CSA, que garantiria vaga na final.

O adversário seria o Talleres, da Argentina. O time cordobês havia acabado de despachar o Deportes Concepción antes de chegar à final. Na primeira partida da decisão, no Estádio Rei Pelé, Missinho voltou a aparecer e marcou três vezes: aos 3 e aos 38 do primeiro tempo e aos 2 do segundo tempo. Fábio Magrão também anotaria, enquanto Manuel Santos Aguilar e Rodrigo Astudillo, no final da partida, descontariam. Mesmo assim, o 4x2 daria uma confortável vantagem para o CSA para o segundo jogo, na Argentina.

Na segunda partida, no Estádio Olímpico de Córdoba, os Matadores conseguiram um verdadeiro milagre, com o apoio de 30 mil torcedores. Ricardo Silva abriu o placar para La T aos 39 do primeiro tempo, e levou o Talleres em vantagem para o intervalo. Na volta, Darío Gigena (que depois passaria pela Ponte Preta) faria o segundo aos 30. O resultado levaria a decisão para os pênaltis, o que já seria uma grande vantagem para quem jogava em casa.

Mesmo assim, insatisfeitos, o Talleres partiram com tudo pra cima, aproveitando o acuamento do CSA. De tanto insistir, o gol saiu. Ironicamente, também aos 45 do segundo tempo, marcado por Julián Maidana (o mesmo que joga hoje no Grêmio). Delírio da torcida de Córdoba, que comemorava seu primeiro título internacional.

Curiosamente, os dois times caíram muito desde então. Os argentinos disputam a Primeira División Nacional B, equivalente à segunda divisão local. Já o CSA sequer disputa a Série C local, tendo tragicamente despencado para a segunda divisão alagoana.

Sobrou ao Marujo (apelido da equipe alagoana) ter o artilheiro da competição: Missinho, com quatro gols, ao lado de Marcelo Araxá, do São Raimundo. O time do ex-presidente Fernando Collor ainda revelou o meia Souza, reserva na época e hoje no São Paulo.

Confira as fichas das finais:

CSA-AL 4 X 2 Talleres-ARG

Local:
Estádio Rei Pelé, em Maceió (AL)
Data: 1o de dezembro de 99
Público: 30 mil
Árbitro: Roger Zambrano (Equador)
Gols: CSA: Missinho (3min/1o T, 38 min/1o T e 2min/2o T) e Fábio Magrão (15min/1o T). TALLERES: Aguilar (18min/1oT) e Astudillo (42min/2oT).
Cartões Amarelos: TALLERES: Diaz, Pino, Marzo e Roth
Cartões Vermelhos: TALLERES: Suarez

CSA: Veloso; Mazinho, Marcio Pereira, Jivago e Williams (Ramon); Roberto Alves, Léo, Fábio Magrão e Bruno Alves; Missinho e Mimi (Souza)
Técnico: Otávio Oliveira

TALLERES: Cuenca; Díaz, García, Maidana e Suarez; Pino (Roth), Cabrera, Santos Aguilar (Del Soto) e Silva; Astudillo e Marzo (Gigena)
Técnico: Ricardo Gareca



Talleres-ARG 3 X 0 CSA-AL

Local:
Estádio Olímpico Chateau Carreras, em Córdoba (Argentina)
Data: 8 de dezembro de 99
Público: 33.000
Árbitro: Ricardo Grance (Paraguai)
Gols: TALLERES: Silva (39min/1oT), Gigena (30min/2oT) e Maidana (45min/2oT)
Cartões Amarelos: TALLERES: Maidana e Roth. CSA: Mimi, Mazinho, Ramon, Veloso e Jivago
Cartões Vermelhos: CSA: Fábio Magrão

TALLERES: Cuenca; Díaz (Pino), García, Maidana e Roth; Ávalos, Santos Aguilar, Humoller e Silva (Cabrera); Astudillo e Gigena
Técnico: Ricardo Gareca

CSA: Veloso; Mazinho, Marcio Pereira, Jivago e Williams; Fábio Magrão, Leo, Ramon e Bruno Alves (Fabinho); Mimi e Missinho
Técnico: Otávio Oliveira

Por EMANUEL NOVAES às 2:27 PM
Xinga a mãe! ()



lunes, agosto 21, 2006
DA MARATONA DO FINAL DE SEMANA

Para quem não sabe, tive que passar uma noite sem dormir a trabalho entre a sexta e o sábado. Culpa de uma série de eventos na Ásia. Para poupar de muitos detalhes, vamos tentar fazer um 'hora a hora' de como foi.

Sexta-feira, 6 horas: O despertador toca e eu acordo pela última vez. Acordo para ir trabalhar.

Sexta-feira, 8 horas: Entro no trabalho, onde permanecerei pelas próximas cinco horas.

Sexta-feira, 13 horas: Sai do trababalho para ir almoçar, sacar dinheiro para pagar algumas contas e fazer compras no supermercado. Entre as compras, duas latas de energético para diminuir os riscos.

Sexta-feira, 14h30: De volta à minha casa.

Sexta-feira, 19 horas: Hora das aulas na faculdade. Entre aulas de Rádio e Português, algum sinal de sono.

Sexta-feira, 23 horas: Presença (prometida) no bar do pessoal do primeiro ano. Para não arriscar, o jeito é tomar um guaraná, já que cerveja daria sono. Não resisto e tomo um copinho de Brahma.

Sábado, 0h30: Vou para casa. Vai começar a maratona.

Sábado, 1 hora: Assumo o computador de casa, com a primeira lata de energético. É hora de verificar o que fazer. Entre as coberturas, Mundial Juvenil de Atletismo (Pequim), Liga Mundial de Vôlei masculino (Tóquio) e Mundial de Basquete masculino (Hamamatsu, Japão).

Sábado, 1h38: Depois de uma certa verificação, vai ao ar a primeira nota. Na Liga Mundial, Bulgária e Cuba vencem seus jogos.

Sábado, 2 horas: É necessário fuçar toda a agenda de resultados do dia (encerrado) da IAAF para descobrir que as brasileiras garantiram presença na final do revezamento 4x100m. Entre as classificadas, a bonitinha Franciela Krasucki. Nove minutos depois, a nota iria ao ar.

Sábado, 2h15: Hora de colocar no jogo entre Brasil e Austrália, estréia das duas seleções no Mundial de basquete. Um jogo horrível! O Brasil chegou a abrir oito pontos de vantagem antes do intervalo e conseguiu perder: 83 a 77.

Sábado, 3h41: A respectiva nota vai ao ar. Com certa demora, preciso admitir.

Sábado, 4 horas: Bate o cansaço de vez! É hora de uma bela lavada no rosto e da segunda lata de energético. Sem contar que é hora ainda de assistir mais alguns jogos. Jogaços de basquete como Líbano e Venezuela (82 a 72), mas outras seleções de verdade em quadra, como Alemanha e Estados Unidos.

Sábado, 4h31 horas: A nota dos três jogos vai ao ar. A maratona está acabando. Hora de correr atrás do prejuízo no vôlei.

Sábado, 5 horas: Com um bocado de atraso, vai ao ar a nota da vitória do Brasil sobre Cuba. Como não peguei tudo, tive que ir atrás de uns detalhes do jogo no site da FIVB. Pouco depois, a nota vai ao ar: o Brasil venceu Cuba por 3 sets a 1.

Sábado, 5h02: Ainda tento ir atrás de algumas notas de basquete, mas o cansaço é maior. Além disso, os jogos terminariam quase às 7h30. Resolvi encerrar o expediente. Dormir? Se eu dormir, eu perco a aula, que começa às 8 horas. O jeito é continuar acordado... e jogando video-game no computador.

Sábado, 5h30: Não que vá mudar a vida de vocês, mas eu consegui virar o Super Sonic no Sonic 2. Diversão garantida por uns 20 minutos.


Sábado, 6 horas: O céu começa a clarear. É hora de trocar de jogo, e eu apelo para o Sonic 1. Aproveito para tirar um dúvida: consegui pegar todas as esmeraldas. Como é que eu faço pra virar o Super Sonic?

Sábado, 6h30: Hora de assumir a faculdade. Tomar banho, preparar o café da manhã, trocar de roupa, escovar os dentes... Não consigo tomar todo o café da manhã: estou com uma azia monstruosa!!!!

Sábado, 7h30: Subindo para faculdade quase por inércia. Sorte que eu peguei todos os cruzamentos abertos para pedestres. Caso contrário, aconteceria uma tragédia!

Sábado, 8 horas: SOU O PRIMEIRO A CHEGAR NA AULA!!!! Ah, vá...

Sábado, 8h20: Começa a aula do combalido aqui. Os olhos pesam e a voz do professor de Economia é pastosa como uma canção de ninar. "Boi, boi, boi... Boi da cara preta..."

Sábado, 9 horas: Não resisto e tenho que sair da sala para lavar o rosto. Encontro minha querida colega Raffaela e durmo uns 40 minutos no colo dela. Uma cama king size não seria melhor!

Sábado, 9h40: Vocês ainda estão lendo isso aqui? Bom, acordei e estava com 90% da carga! Fui para a aula de Inglês e ela quase rendeu (ela nunca rende muito).

Sábado, 11h30: Acaba a aula. É hora de jogar bola com o pessoal do jornalismo.

Sábado, 12 horas: Depois de muito procurar, encontramos uma quadra. Fomos nos trocar e entra em quadra o XV de JoC.

Sábado, 13h30: Com brilhante atuação de Buca e Mané, o XV venceu seu primeiro jogo na história! 9 (ou 10, já que o Léo não sabe se fez dois ou três) a 7. Depois ainda perdemos para uns molequinhos de uns 14 anos, mas aí não conta!

Sábado, 14 horas: Saímos para almoçar Borjão, Buca, Léo e eu. Ficou meio carinho e nem foi tão bom assim.

Sábado, 15 horas: Depois de deixar Borjão no ponto (de ônibus, seus tarados!), cheguei em casa. Passaria as próximas 16 horas dormindo o sono dos justos!

Domingo, 7 horas: Enfim, acabaria a maratona oficialmente. Eu ainda visitaria minha amiga Thalita antes de almoçar no Shopping Pátio Higienópolis (ô lugarzinho!) e trabalhar novamente. Com dores nas costas, o dia não rendeu.

Longo pra ler? Imagine pra mim que passei por tudo isso!

Por EMANUEL NOVAES às 9:36 AM
Xinga a mãe! ()



jueves, agosto 17, 2006
SÓBIS, EU TE AMO!


Tá me estranhando, rapá?


É muito bom ver "torcedor" do São Paulo triste. Depois do belíssimo título do Inter, vamos fazer um breve especial colorado aqui. Vamos tentar entender o que diz o hino do Inter (clique AQUI para ouvir).

Glória do desporto nacional, ó Internacional, que eu vivo a exaltar.
Bom, vocês eu não sei. Mas eu vivo a exaltar o Inter. Mais do que a torcida dos últimos 15 dias, eu tenho camisa desde 2002. Desde a época que o hype era torcer para o Grêmio.

Levas a plagas distantes, feitos relevantes, vives a brilhar
Vives a brilhar mesmo! Convenhamos; só não levou o Brasileirão ano passado porque foi garfado! A Libertadores desse ano, não teve jeito! Sem contar os inúmeros Gauchões contra XV de Campo Bom, Ulbra, Grêmio, Juventude...

Olhos onde surge o amanhã, radioso de luz varonil
Esta é emblemática. Onde surge o amanhã? Ora, onde nasce o sol de um novo dia! O hino do Inter já avisava que o time tinha olhos na Terra do Sol Nascente. Conquistar a América e ir para o Japão era uma conseqüência do hino.

Segue tua senda de vitórias, colorado das glórias, orgulho do Brasil
Alguém duvida que o Brasil está orgulhoso de ver o Inter bater os bâmbis? Agora, ninguém pára mais esse time!

É teu passado alvirrubro, motivo de festa em nossos corações


Um time que foi campeão brasileiro invicto em 1979 merece crédito. Comandados por Ênio Andrade, o time tinha Benítez; João Carlos, Mauro Pastor, Mauro Galvão e Cláudio Mineiro; Batista, Falcão e Jair;Valdomiro, Bira e Mário Sérgio (foto acima). Tem que dar os parabéns para um time desses, que perdeu a final da Libertadores no ano seguinte. Com um passado alvirrubro desses, até o meu coração faz festa!

O teu presente diz tudo, trazendo à torcida alegres emoções
O teu presente é ser campeão da Libertadores!!!!!!!!

Colorado, de ases celeiro, teus astros cintilam num céu sempre azul
A hino do Inter se chama 'Celeiro de Ases', porque eles sabiam que seriam uma fábrica de craques. De uns anos pra cá, saíram de lá Daniel Carvalho, Nilmar e Rafael Sóbis. O próximo, anotem, se chama Luiz Adriano. Aliás, quem fez o gol da Seleção ontém mesmo?

Vibra o Brasil inteiro com o clube do povo do Rio Grande do Sul
O Brasil inteiro comemora e grita, em coro: CHUPA, SÃO PAULO! Vocês perderam para um time que tem Clemer, Fabiano Eler e Abel Braga!

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Fotos fora de contexto para comemorar o título:


Torcida lota o Gigante da Beira-Rio


Rogério Ceni caga, Edcarlos se embanana e Fernandão empurra para o primeiro gol


Melhor jogador da final, herói Fernandão comemora o gol...


...e ergue a taça, coroando a conquista no final


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Anotem: Clemer; Índio, Bolívar e Fabiano Eller; Ceará, Edinho, Tinga, Alex e Jorge Wagner; Fernandão e Rafael Sóbis. Com exceção do Tinga, é esse o time que o Abelão vai comandar contra o Barcelona! Nação Colorada, mais internacional do que nunca!

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O próximo jogo do Inter é contra o... Palmeiras, no Beira-Rio. Olha a minha cara de triste de ter que perder depois de seis jogos invicto!

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Só pra avisar: nem que eu tenho uma idéia brilhante eu tiro esse post do ar antes da semana que vem!

Por EMANUEL NOVAES às 9:30 AM
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miércoles, agosto 16, 2006
ASSUNTO DELICADO

Ando pensando se Deus não anda insatisfeito com os atuais rumos das igrejas. Será que é necessária uma defesa tão xiita da ideologia, cerceando a crença dos outros?

Voltando de Prudente, meu ônibus passou pela Igreja da Última Hora. Achei uma idéia brilhante. Será que Deus não nos permitiria falar com Ele na hora do Juízo Final? A maioria de nós não é de pessoas ruins, independente de religião. De vez em quando, as religiões até mesmo podem atrapalhar um pouco.

Peguem o exemplo de Santo Agostinho. Para quem não sabe, Santo Agostinho tocou o puteiro a vida toda. Ficava na gandaia, fez filho em tudo que é lugar... Mas chegou na Hora H, descobriu de verdade a religião e se arrependeu! Acabou virando santo!

Imagine o resto de nós, que ficamos menos na gandaia, temos responsabilidades, não fazemos filhos com freqüência. Sim, porque há um monte de gente por aí que acha que se encontrou, fala bobagem e defende uma causa que não é sua.

Ainda há esperança. Certamente, Deus não deve andar muito satisfeito com os rumos que seus sacerdotes dão para suas religiões, sejam eles padres, pastores ou monges. Acredito que a fé que existe no coração das pessoas, independente de doutrina, ainda é a mais verdadeira. E as pessoas não precisam de ninguém além de Deus para descobrí-la.

Por EMANUEL NOVAES às 9:50 AM
Xinga a mãe! ()



domingo, agosto 13, 2006
TÁ, É SEM GRAÇA...

Já pensaram que o Roque Júnior é neto do Elvis? Sim, porque o Elvis é o pai do Rock, e o Roque é pai do Roque Júnior.

Sim, eu sei, eu sei.

Por EMANUEL NOVAES às 3:21 PM
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sábado, agosto 12, 2006
ANALISANDO A PLAYBOY DO MÊS

Aqui estou mais um dia, sob o olhar sangüinário do vigia, para fazer a única coisa que as pessoas comentam no meu blog: a análise mensal da Playboy. Desta vez, ao vivo de Presidente Prudente, é com mais gosto que falaremos da edição de Flávia Alessandra.


Legenda? Vocês só podem estar brincando...


É fato que a edição de agosto da Playboy é a melhor do ano, todo ano. Mas a de Flávia Alessandra é melhor que as de agosto dos outros anos. Vai ser difícil aparecer uma melhor que esta a curto prazo. Enfim a Editora Abril fez jus ao nome da revista. Se as outras 11 do ano fossem como esta...

Recebi a noícia de quem seria a capa de aniversário com certa desconfiança. Afinal, lá ia reclamar de falta de timing e de mais um fotógrafo excessivamente publicitário. Engano meu: o ensaio é excelente, com fotos sem frescuras. Precisaram escalar o J. R. Duran de novo para que acabassem com as bobagens de Luís Crispino e Sacha Hochs... Hoesch... Hos... Enfim, daquele alemão que deve ter alguma tara secreta por mecânicos húngaros ou coletes ortopédicos. Duran, não. Duran faz o negócio com estilo, com glamour, jóias, iates, champanhe... Enfim, é um fotógrafo que entende de mulher. E, meu Deus, é a Flávia Alessandra! Ela tem 32 anos e, como diria o Ruy Castro no texto do ensaio, jamais vai ser trocada por duas de 16. Quem tiver uma de 64 é que tem que trocar por duas Flávias, e não por quatro de 16!

O que dizer da revista em si? É ouro puro! Eu admito que não li tudo ainda, como a entrevista com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Por outro lado... E o anúncio do Fiat Stilo antes do ensaio principal que ajuda a criar o clima (e que clima)? O que dizer do (único) publicitário genial que teve tal idéia?

Há falhas? Lógico, sempre! As 20 perguntas com Débora Falabella pareceram muito políticas, e ela também não fez muito esforço para evitar isso. As piadas estão bem fracas, a exemplo do Click. A "coletânea" de 31 mulheres de 31 anos está quase impecável (enfim, alguém percebeu a existência de Patrícia Maldonado), mas Ana Paula Arósio já perdeu o sal. Vinho? Everest? Espionagem? Francamente...

Parecem muitas falhas? Acreditem, são pontuais! Não arranham a edição 374, que beirou a perfeição. É a primeira vez, desde que eu comecei a fazer esse belíssimo exercício pós-adolescente de análise que eu vejo uma revista que valeu cada centavo dos R$10,95 que foram gastos. Salgado? Compre a revista pra ver se não saiu barata!

Nota do ensaio: 10, com louvor! Se a revista toda fosse como o ensaio...
Destaques: Emprestei a revista, então vai ser complicado julgar o conteúdo que não está na capa. Mas as 40 primeiras páginas da revistas estão intocáveis. E Flávia Alessandra é o Aston Martin das mulheres! Se o resto da revista fosse como o ensaio dela...

Por EMANUEL NOVAES às 2:07 PM
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viernes, agosto 11, 2006
SOCIOCHATOS

Há um consenso entre alguns meios de comunicação em relação aos ecologistas. Em qualquer que seja o grupo, seja o Greenpeace, o WWF, o SOS Mata Atlântica, há alguns membros mais exaltados, um pouco xiitas. Esses exaltados acabam sendo conhecidos (injustamente, diga-se) como ecochatos. Para exemplificar, pensem naquele barbudo que se acorrenta aos trilhos de uma ferrovia por onde passa um trem com carga tóxica.

Vejam bem que nós não pretendemos entrar no mérito da discussão. Não vamos questionar quem está certo ou quem está errado. Mas há outra categoria que não ganha tanto destaque na mídia (ou ganha de maneira mais implícita): os sociochatos. Você pode desconfiar, mas seu Word reconhece a palavra. Eles estão sempre por aí, defendendo o perdão da dívida externa dos países pobres e pedindo a cabeça do presidente Bush.

É complicado descrever como se comporta um sociochato. Querem exemplos? Para ficar apenas em dois: Bono Vox e Angelina Jolie. Ele se reúne com papas, comparece ao fórum de Davos e aparece ao lado representações diplomáticas. E ela...? Bom, ela adota crianças cambojanas e dá a luz na Namíbia (pra chamar a atenção do mundo para a África, alega).

Artistas têm que ser artistas e pronto! Bono tem que continuar gravando algumas boas músicas e Angelina tem que continuar sendo gostosa ter feito um bom filme sequer (convenhamos, ela não fez nenhum filmaço e o álbum "Pop" está longe de ser uma obra-prima). Curiosamente, eu não vejo nenhum dos dois abrir mão de suas fortunas, carreiras e de seus casamentos com Brad Pitt (bom, só ela) para ir para a Faixa da Gaza pedir a paz, ou ir para a Ásia pedir o fim do trabalho infantil. Alguém aí viu o Bono Vox em uma carvoaria do Maranhão libertando crianças?

Posar de bonzinho no tempo livre é fácil. Até eu faço isso, muito embora o retorno da mídia seja bem menor. Assim como é muito fácil se acorrentar a uma estrada de ferro com todas as TVs do mundo ao lado. Mas como se sabe, uma árvore que cai na floresta não faz barulho se não tiver ninguém para ouví-lo.

Algumas observações:
- Talvez o Lofreta queira me matar depois deste post.
- Era em tom de brincadeira, mas acabou no nem tanto.
- Não, eu não odeio ninguém específico.
- Eu bem que poderia ter me expressado melhor.
- O Word não reconhece "sociochato". Bom, pelo menos não mais.

Por EMANUEL NOVAES às 5:10 PM
Xinga a mãe! ()



lunes, agosto 07, 2006
DOPPLER FOR DUMMIES

Uuuuóóóóóóóóóóuuuuuuuunnnnnnnnnnn!

Por EMANUEL NOVAES às 3:15 PM
Xinga a mãe! ()