
A pura filosofia politizada do politicamente (in)correto.
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La Cucaracha
Aproveite!
Eles conseguiram!
Eles tentaram...
Escambo
à troca de links. Quem quiser ser linkado aqui, me linke antes e me avise, que eu linko com muito gosto. Arquivos
Julho/2004
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miércoles, noviembre 30, 2005
O TAL DO CARTÃO DE NATAL
Quem disse que eu não atendo pedidos? Quando eu tinha 13 pra 14 anos, eu tinha esperanças de ser um bom moço e ter boas intenções. Por isso, falei com meus pais e todo mundo concordou de bom grado com o fato de eu querer ir para um acampamento de adolescentes da minha paróquia. Realmente foi bom. Como eu já falei aqui, eu aprendi o caminho para descobrir, mais tarde, minha própria fé (inerente a tudo isso). Além disso, conheci muita gente legal e fiz bons amigos, mesmo tendo perdido o contato com a maioria. A gente conseguia discutir religião de maneira saudável, e ainda fazia umas dinâmicas com comes e bebes. E, numa dessas dinâmicas é que começa a nossa história. Numa das nossas reuniões, a gente tinha que abraçar um companheiro, rezar, afagar e confortar quem estava ao nosso lado. Em duplas. Eu estava do lado dela e foi natural que fizéssemos essa dinâmica juntos. Aí, a gente se abraçou, começou a rezar e a fazer carinho. Ela começou a afagar meu cabelo e eu ali, rezando. Parecia um conto do Nélson Rodrigues. E eu, adorando. Mas eu achei que era normal aquilo ser tão bom. Depois que cheguei em casa, continuei achando aquilo ótimo. Algo de novo tinha. De fato tinha. Fiquei pensando naquele carinho o ano inteiro. A gente se falava, eu ligava pra ela e... nada! E coragem? Pô, aquilo era muito novo pra mim. Eu tinha 14 anos, era a primeira menina que eu gostava de verdade. Chamo pra sair? Não chamo? Falo que gosto? Não falo? Enfim, um dia, chamei de tarde para ir à APEA (o clube mais legal de Prudente) e decidi: vou pedir em namoro. Liguei, perguntei: Vamos? E ela: vamos. Decidido. Fui lá, esperei, esperei e... Nada! Depois ela me ligou e falou que não podia ir. Eu não me decepcionava. Ora, eu não sabia o que era bom ou ruim naquilo. O ano passou, chegou o Natal e ela me ligou. Pediu meu endereço e meu CEP. Lógico que ela ia me mandar um cartão de Natal. Até eu, ingênuo que o próprio Cordeiro de Deus, sabia. Fui mais rápido e, como eu sabia o endereço dela (até porque o sobrenome dela era o único na lista de Prudente), foi só achar o CEP dela. Mandei o cartão e, dois dias depois chegou o dela. Aí a história piora... Acontece que ela mandou um cartão religioso. Como a gente se conheceu num acampamento da Igreja, era natural. Eu me senti uma topeira por ter mandado um do Taz e decidi mandar outro. Abri o cartão e fui ler. Além da mensagem impressa no cartão, uma (linda) dela, assinada com o nome e acompanhado de um "Te Amo". Eu olhei, olhei e fiz o que não devia: fiquei pensando. Pensando o quê, pô? Tá escrito TE AMO ali. Mas pra quem tem 14 anos, um "Te Amo" tem um peso muito relativo. Podia ser um "você é muito legal" tranqüilamente. Mesmo assim, eu estava decidido a mandar um cartão de novo pra ela, mais religioso pra não ficar chato. Enrolei, enrolei e fui mandar na Páscoa. Detalhe que eu abri mão do meu Ovo de Páscoa pra dar pra ela. Mandei um cartão de Natal e um Ovo de Páscoa. Atemporal!!!! ela me ligou, agradeceu. Depois, a gente se falou nos nosso aniversários (o meu, 10/10 e, se não me engano, 4/11, o dela).Depois, nunca mais. O contato, que era pouco, se enfraqueceu e perdemos. Um desses meu amigos do acampamento também gostava dela. Mas comigo era algo diferente. Perdemos o contato, mas eu acho que a vi umas duas vezes depois disso. Ela continua linda, se era ela. Soube que ela namorou, terminou, faz veterinária hoje e não tem Orkut (ou tá com apelidinho ou nome decoradinho e eu não achei). Desde então, até o ano passado, eu quis namorar toda menina que eu era mais a fim. Pensava em casar e o escambal. Hoje, graças às desilusões, é tudo diferente. Pra quem quiser conferir, eu guardo o cartão até hoje. Enfim, culpa minha por ter pensado demais... E das complicações de vocês, mulheres. (O relato pode ter ficado meio ruim, mas eu tinha ele quase pronto quando o Internet Explorer resolveu fechar sozinho. Não deve ter gostado. Aí, eu tive que escrever tudo de novo e, até engrenar o texto de novo, demorou...)
Por EMANUEL NOVAES às 12:52 PM
Xinga a mãe! () martes, noviembre 29, 2005
PELOS IDOS DE 1993...
Eu tinha de sete para oito anos em 93. Estava na segunda série. Naquela época, todo mundo fazia aniversário e dava festinha em casa. Em agosto (tenho quase certeza), uma menina da minha sala fez isso. O nome dela era Tatiana e todo mundo achava ela bonita. Todo mundo menos eu, que achava uma outra mais bonita (e converso com essa até hoje). Acontece que a Tatiana tinha um namoradinho, acho que ele se chamava Vinícius. Ora, namorico de quem tem oito anos. Pegar na mão era uma grande coisa. Pra andar de mão dada então... Estamos contextualizados já. Nesse aniversário da Tatiana, ela, como convinha, levou o namoradinho. Eu fui nesse aniversário. Eu ia em quase todos naquela época. Aí, no da Tatiana, eu estava na casa dela lá e conversava com um amigo meu na varanda da casa dela. Eu andava com meu amigo (não me lembrava agora quem era) pra conversar e o tal Vinícius andava atrás. A gente dava a volta e ele andava atrás. aí, uma hora, eu perdi a paciência (eu era assim) e falei para o meu amigo e pra quem quisesse ouvir também: "Meu, que moleque curioso". Foi curioso, não foi enxerido, não foi xereta. Curioso, eu me lembro bem. Aí, ele foi embora e eu conversei em paz com o meu amigo. Acabou aí? Eu era terrível? Que nada! O moleque deve ter ido falar com a Tatiana. Em menos de cinco minutos, ela veio com uma leva de gente (majoritariamente meninas) e me deu aquele sabão: "você tá xingando meu namorado?". Algo assim; isso eu já não me lembro tão bem. Sei que eu fui responder e... E... Chorei! Chorei mesmo. Que coisa, né? Pois é. Uma vergonha? Pra quem tem oito, não. Até porque ela me deu bronca, eu chorei, falei o que era, ela virou as costas e foi embora. Cinco minutos depois, estava tudo bem de novo, eu estava conversando animadamente com a Tatiana e fui embora numa boa. É importante salientar que a Tatiana estudou comigo até o colegial e, nesse tempo, eu olhava e... nada! E que, da última vez que eu a vi, ela estava muito bonita. E solteira.
Por EMANUEL NOVAES às 2:01 PM
Xinga a mãe! () lunes, noviembre 28, 2005
COISAS QUE NÃO FUNCIONAM
No meu mau humor atual, eu comecei a praguejar contra tudo e contra todos. Mas hoje eu parei pra pensar em pequenas coisas que atrapaçham nossa vida e tentar ver algum charme nelas. Não vou reclamar do meu convívio com pessoas. Eu ainda acredito que o maior dos problemas é com pessoas, não com políticos, com governos. Mas algumas coisas tem um charme problemático. Como o chuveiro do meu quarto. Bom, do banheiro do meu quarto, na minha casa de verdade, lá em Pres. Prudente. Acontece que eu tomava banho no ano passado e resolvi que a água estava fraca. Abri muito, muito, muuuito o chuveiro e... Um pedaço da borracha que veda o chuveiro por dentro pulou pra fora. Eu levei um susto. Achei que o chuveiro ia explodir sobre a minha cabeça. Não explodiu. Mas a borracha ficou pra fora. E eu acabei me mudando pra São Paulo. Antes disso, pedi para o meu pai dar uma olhada, já que ele é mestre em olhar tudo que não está 100% em casa, desde um controle remoto que não tá bom até uma garganta inflamada (geralmente a minha). Mudei, voltei pra lá, vim pra cá, voltei pra lá, vim pra cá, voltei pra lá de férias... E isso até agora. Meu chuveiro continua com um pedaço da borracha pra fora. E espirrando água de maneira heterogênea pra todos os lados (e pouco pra baixo). Mesmo assim, e mesmo com o meu banheiro sendo muito quente, eu continuo tomando banho lá. Não que eu tenha boas lembranças de lá (tampouco ruins, mas...). Mas é que ali eu simplesmente posso botar o som no máximo e tomar meu banho em paz. E o melhor disso tudo: geralmente meus banhos são muito bons.
Por EMANUEL NOVAES às 1:39 PM
Xinga a mãe! () domingo, noviembre 27, 2005
DA SÉRIE "COISAS QUE EU ODEIO"
Detalhistas de piadas. Não tem coisa pior do que você contar uma piada e ter gente que pede detalhes, interrompendo e achando aquilo a coisa mais engraçada do mundo. Não sei vocês, mas eu, que sou mal-humorado, odeio ser interrompido por isso. Imagine: -- Tem um português e um brasileiro... -- Português de onde??? -- Ahn... De... De Aveiro. Bom, tem um português e um brasileiro em... -- O brasileiro era de onde? -- De Belo Horizonte. Posso? -- Pode. -- Bom... Tem um português e um brasileiro em um carro... -- Que carro? -- Um Escort. -- XR3? -- XR3, amarelo, daqueles conversíveis. -- Ah tá. Continua. -- Posso? -- Pode. -- Bom, tem um português e um brasileiro num carro indo pra praia... -- A passeio ou a negócios? -- CARALHO! ALGUÉM VAI PRA PRAIA A NEGÓCIOS? -- Ah, vai saber né? Enfim, não tem a menor graça, certo? Certo. Todos sabemos. Todos! Mesmo assim, ainda tem quem faça. E convenhamos; todos sabemos que as piadas que começam com "um português e um brasileiro foram para a praia de carro" são bem melhores dos que as que começam com "um português de Aveiro e um brasileiro de Belo Horizonte foram para a praia de Boa Viagem a bordo de um Escort XR3 amarelo, conversível, ano 88, gasolina". Ou eu estou errado?
Por EMANUEL NOVAES às 6:09 PM
Xinga a mãe! () viernes, noviembre 25, 2005
A INTERNET BRASILEIRA É MUITO CRIATIVA...
2005 já deve ter encerrado suas atividades na Internet Brasileira. Vou te contar, foi um ano deveras criativo no que se trata de humor (duvidoso). Pra quem não viu, esse ano foi o ano de Ruth Lemos e seu sanduíche-iche. Foi o ano da Companhia do Salame traduzindo a música do Jaspion (e, pessoalmente, minha preferida, a do Changeman). Foi o ano de Xaxim vota Sim no Referendo. Foi o ano do velhinho que comeu e não pagou (se não rolar aí, tentem esse link ou esse aqui). Foi o ano do vídeo do Batimã. E foi o ano de muitas outras coisa hilárias as quais eu não me lembro agora. Agora, eu me pergunto: num ano tão bom assim, como é que um site que vende plantas carnívoras não fez sucesso? Ou será que não fez sucesso exatamente pro ter sido um ano tão bom? Mistério... Nota: Update: Jesus! Faltou falar da Avaiana de Pau!
Por EMANUEL NOVAES às 4:53 PM
Xinga a mãe! () jueves, noviembre 24, 2005
SEX SYMBOL, BABY!
E o "novo" sex symbol que vem varrendo o país é...
Seria uma versão GG da Jennifer Lopez? Preta Gil!!! Uma mulher de atitude! A Cleópatra nacional! Uma mulher feia e chata que tanta convencer os outros que sabe cantar, que é gostosa, que é bonita, que é simpática, e que acaba dando pra um monte de gente. Te contar... O que essa mulher quer? O que essa daí pensa da vida? Puta mulherzinha insuportável! Tá louco... Versão Super Size Me da Jennifer Lopes! Imagine uma pessoa que ninguém gosta, mas que tá em todas. A filha de Gilberto Gil é uma legítima arroz-de-festa, mas sem o mínimo de carisma. Aquela risada dela é a coisa mais porca do mundo! Esse texto ficou com cara de "texto de fotolog", mas é imprescindível que alguém fale mal da Preta Gil. Francamente, tomara que eu seja o último a falar dela! Preta Gil: o sex symbol que envergonha o país.
Por EMANUEL NOVAES às 12:56 PM
Xinga a mãe! () miércoles, noviembre 23, 2005
CONTANDO, NINGUÉM ACREDITA
Numa semana em que eu podia falar: a) dos protestos dos estudantes na Cásper b) da classificação do Galinho (juniores do XV de Jaú) para a final do Paulistão Sub-20 E não falei nem de um nem de outro, alguma coisa realmente aconteceu. De fato, aconteceu e ganhou ares de relativa tragédia. Qual não é minha surpresa quando acordo ontem, desço para a sala, vou comer algo e Antônio e Wolverine me falam: "vão cortar a energia de casa". Eu, que tinha visto a EletroPaulo trocando a fiação de praticamente toda a rua, pensei que eles estavam de palhaçada. Fui ver na porta e, de fato, a EletroPaulo realmente estava na porta de casa. Bobagem... Fui ligar o fogão pra cozinhar e... E... Pô, liga? Fui olhar porque o botão não estava botando fogo no gás e... Estava desligado da tomada! Ah... Peguei um pedaço de papel, acendi numa boca que estava acesa e coloquei no gás. Pronto. Meu almoço estava a caminho. Fui para a sala e POW! Um barulhão lá fora e uma luz que se apaga. Cortaram a chave-mestra da casa e nem a TV desligou. Aí, cortaram um outro fio e, aí sim, foi tudo para o saco. Ainda consegui terminar meu almoço, lavar a louça, guardar minhas coisas, chegar na sala com os dois já citados para ficarmos lá, nos olhando com aquela cara de "E aí? E agora?" que fazíamos. Putz... Bom, tinha que ir para a faculdade mesmo e fui, lá pelas 4:30, ainda pensando que estavam trocando os fios da rua. "Quando eu chegar, tá tudo nos trinques já!" Fiz meus trabalhos (atrasados) da faculdade, assinei lista de presença em prova e encontrei Dione. Que, por sinal, me contava todo empolgado que havia conhecido um dos 400 gays que moram comigo. Eu tinah entendido que era o Alfredo, mas era o Thiago. Aí, numa prova que São Paulo é, de fato, um ovo, Dione me contou que a minah casa continuava sem energia e que eu ia me mudar para outra casa. Não sei o porquê, mas acabei não dando a devida importância a isso. Cheguei em casa, André e meu inseparável Ílton estavam na varanda. A casa, às escuras. E agora, de novo? "Agora é pegar umas coisas e ir lá para a (Rua) Pamplona". Fácil assim? Humpf! Peguei um lençol e um travesseiro e vim para a nova casa. Cheguei aqui (uma casa bem melhor do que a antiga, admito) e, pra variar, pensei: "nem f*dendo que eu deixo minhas coisas lá (na casa antiga". Com razão; tudo escuro, casa vazia, pra acontecer bobagem é mole! Voltei, peguei duas sacolas de viagem cheias de roupas e trouxe. Voltei de novo e trouxe cacarecos e miudezas (como frizou Alexandre) e, enfim, me "estabeleci". Ficamos até as duas e meia arrumando coisas e fomos ver TV e conhecer os novos companheiros. Hoje, voltei à casa antiga,busquei as últimas coisas, liguei pra minha mãe e fui fazer compras. e pensar que eu ainda tenho trabalhos da faculdade pra fazer hoje. Meu Deus, hoje não! Sabe um daqueles dias em que tudo está dando certo demais, mesmo acontecendo só desgraça com as pessoas em volta? Ontem foi mais ou menos assim...
Por EMANUEL NOVAES às 12:41 PM
Xinga a mãe! () martes, noviembre 22, 2005
MAIS UMA SOBRE MÚSICA
Quando eu cheguei em São Paulo, vim para a pensão aonde ainda moro. Na época, o tom da casa era dado pelos inúmeros músicos que moravam aqui. São sempre umas 20 pessoas morando aqui e na época eram uns seis músicos. Hoje o tom da casa é dado pelos oito gays com os quais eu divido o endereço, mas isso não vem ao caso. Mas eram oito músicos. Deles, só Peruque ainda mora aqui. Alguns se foram, é natural. Mas me ensinaram a gostar de música boa e eram muito bons para conversar de assuntos normais. Eu não posso reclamar do tempo em que eles passaram aqui. Hoje em dia, eu me sinto visita aqui. Raul, Pablo, Felipe e Ronaldo. Os quatro eram guitarristas, cada um com seus estilo. Os quatro foram embora, sendo que eu não imaginava que os três fossem embora tão cedo e foram três baques fortes quase juntos. Admito que depois de tudo isso, eu mesmo quis ir embora já. O que fica não substitui o que se foi. Quatro grandes amigos que tocariam na minha banda imaginiária, como todo moleque bobo tem. Foram embora e levaram o melhor deles e dessa casa com eles. O que sobra aqui? Constrangimento, desconforto, disputas e muita bobagem. O tempo deles não volta. Felipe me disse que gente nova virá para a casa e será tudo legal de novo. Como deve ser. Mas eu não quero estar aqui para ver. Eu quero os meus amigos legais de volta. Que não escutem Gwen Stefani e Shakira no último volume disponível no som. Eu quero, mais uma vez, os velhos tempos de volta. Saudades de Raulzito tocando Steve Ray Vaughan. Saudades de Pablo ouvindo Calypso. Saudades de Felipe comentando da vida comigo na varanda. Saudades de Ronaldo deitado 20 horas por dia em sua cama. Porque esse texto, no fim das contas, não é sobre música, como eu achei que fosse ser. É sobre AMIZADE. Um abraço aos quatro. E hoje, só aos quatro. Só eles entenderão a amizade especial contida nesse texto.
Por EMANUEL NOVAES às 1:25 PM
Xinga a mãe! () lunes, noviembre 21, 2005
QUER GANHAR DINHEIRO? PERGUNTE-ME COMO
Hoje em dia é muito fácil ter uma banda. Menos no Brasil. Mas qualquer banda lá fora faz sucesso aqui. E sucesso é uma palavra perigosa. Sim. Há uma formula determinada para fazer "sucesso" aqui sendo de fora. Façamos assim: comecemos botando o nome da banda como The Alguma Coisa. Lógico que no lugar no "Alguma Coisa", entra um nome legal, impactante e com som forte. Ora, essa regra é batidíssima há décadas. Pelo amor de Deus! The Beatles, The Doors, The Clash, The Jam, The The, The Kinks, The Police, até bandas mais novas, como The Coors. Pronto. Se sua banda for The, ela é boa. The Hives, The Vines, The White Stripes, The Kills, The Killers. Ah, é importante soar inovador e alternativo. Sim, com levadas de guitarra bacanas, vocais agressivos, influências do punk à bossanova e o escambal. Além disso, vocês devem gravar pouco, fazer "sucesso" (opa!) com apenas uma música (sempre no mundo alternativo ou na Inglaterra) e ser comentado em pequenas rodinhas pelo resto da vida. Se por possível, seja de um mercado underground europeu, como a Escandinávia, os Balcãs ou a ex-União Soviética. Pronto! Você tem uma banda bem alternativa pra tocar nos festivais cool do Brasil já, que fará "sucesso" e será amplamente discutida. Exceto se você for do Brasil. Aí sua banda não vai fazer sucesso em lugar nenhum: nem aqui, nem na China, nem na sua escola. Dica? Ora, do alto da minha sabedoria, na próxima vida, nasça no País de Gales. É um mercado super lado B, super descolado e eu tenho a impressão que nenhuma banda The saiu de lá ainda.
Por EMANUEL NOVAES às 2:23 PM
Xinga a mãe! () viernes, noviembre 18, 2005
ANALISANDO A PLAYBOY DO MÊS
Com um bocado de atraso, analisemos a Playboy do mês. E, como de praxe, a única foto aqui é a da capa.
Por sinal, bela capa Nem acreditei quando eu soube que a Mariana Kupfer ia sair na Playboy. Achei que seria o ponto alto da minha vida. Sempre paguei muito pau para essa mina, certo, truta? Quando cheguei à banca e o cara informou que a revista tinha chegado, quase chorei. Cheguei contando pra meio mundo: "comprei a Playboy da Mariana Kupfer". Qual não era minha surpresa quando o povo respondia: "quem?". Tudo bem que ela nunca foi a mulher mais famosa do mundo, mas relativamente conhecida ela é. No "currículo" de Mari, está a participação na Casa dos Artistas e alguns anos junto à trupe do Pânico. Sim, pois ela é a precursora da Sabrina Sato (só não sei se no mesmo nível intelectual). Sinceramente, nem sei muito bem como eu conhecia ela. Mas o importante era que eu conhecia. Bastava. Enfim, comprei a revista, abri e fui ler (e ver). Não foi surpresa quando cheguei ao ensaio e me decepcionei de novo. Quem mania a Playboy tem de estragar mulher bonita. Alguém botou na cabeça dos fotógrafos que eles têm que fazer ensaios com temáticas artísticas. Com Mariana não foi diferente, e por ela ter a profissão de "patricinha", botaram ela pra tirar a roupa como se fosse para uma balada e no dia seguinte, pós-balada. Era uma aposta arriscada, e não deu muito certo. O que é aquela peruca rosa que botaram nela? Meu Deus, perderam a chance de mostrar uma mulher maravilhosa, mais uma vez... Admito que acabei não percorrendo muito a revista. A entrevista com Zezé di Camargo & Luciano deve estar boa, acredito. Mas não a li. Não disse que deve estar ótima, pois é um oportunismo em relação ao filme Dois filhos de Francisco, e acaba saturando um pouco a imagem da dupla. As sessão 20 Perguntas com a atriz Kate Hudson está meio fraca, parece um pouco artificial. Mas a revista não está de todo mal, mesmo que pudesse melhorar, e muito. Nota do ensaio: 6,5 Destaques: Reportagem sobre conversíveis antigos, a reportagem muito legal de "Como resolver todos os problemas que afligem a humanidade" e o "próxima edição", com Fernanda Paes Leme (vamos ver se eles não estragam mais essa).
Por EMANUEL NOVAES às 2:47 PM
Xinga a mãe! () jueves, noviembre 17, 2005
DIÁLOGOS COM A DENTISTA
Bem como cortar cabelo, eu também vou à mesma dentista desde os quatro ou cinco anos. A doutora Elza tinha um consultório perto da minha casa e nós íamos a pé ao consultório (eu, minha irmã e meu pai). Depois que ela montou um consultório perto do Tênis (Clube de Pres. Prudente), em frente ao (Colégio) Cotiguara, nós continuamos indo lá, mesmo tendo dois consultórios odontológicos próximos à minha casa. Mesmo porque ela já conhece os caminhos dos meus dentes melhor do que a minha língua. Enfim, depois de uma certa idade, eu comecei a ir sem meus pais. Afinal, eu sou mocinho e já dirijo. Nesses feriado, eu fui visitar dourota Elza, numa consulta que estava atrasada desde setembro, que foi quando a gente arrumou data que nos fosse compatível. Detalhe que a próxima está marcado para maio, e deve mesmo ocorrer em julho. Ir à dentista é sempre divertido: eu sempre acho que meus dentes estão bons, minha mãe sempre discorda e doutora Elza sempre acha que meus dentes devem estar sob proteção divina. Vou lá, converso com ela um pouco, sou gentilmente deitado na cadeira, abro a boca, fecho os olhos e começo a ser penetrado (opa!), por brochas e esguichos d'água. Tudo isso acompanhado por uma leve conversa. Sim, pois dentistas adoram conversar. Creio que há uma aula na faculdade de odontologia só de conversação com o paciente. Como é que eles entendem o que alguém que parcamente mexe a língua e nem emxe o maxilar fala? Mesmo assim, continuam com esse hábito. E nos entendem. E nos aconselham. Doutora Elza não foge a regra. Mesmo assim, ela me diverte. Dra. Elza: Hummm... Seus dentes estão ruins, hein? Eu: ... Dra. Elza: Como é que está a faculdade? Eu: Ah, ra rhehm! Hirandrho aulhumash otash uinsh, eo hô hein! Dra. Elza: Mas tá ruim mesmo? Eu: Ah, eo heaschei mm ouho. Ehbho ighá die eçhami... Dra. Elza: Humm... Mas você consegue! E você tem se alimentado bem? Eu: Ah, haish o henuous... Dra. Elza: E esse "mais ou menos" é o que? Eu: Eo cushin rhra im. Ie, helaenth, aeh arrão, oo, haroha i ihe. Dra. Elza: Nada de salada, fruta? Eu: I-híçi... Dra. Elza: Tem que se alimentar direito. E escovar os dentes? Garanto que tem dia que é uma vez só. Eu: Éh. Dra. Elza: Fio dental, nada né? Tem fio dental lá? Eu: Ahn... Ehn hein, hemn? Dra. Elza: Tem que comprar. Ele alcança onde a escova não chega e limpa. Você acha que é só pra tirar pedaço de carne no meio dos dentes? Eu: ... Dra. Elza: E tem enxaguado bastante? Tem que enxaguar bastante. Eu: ... Evidente que o diálogo segue ainda, sobre o flúor, sobre o bochecha-e-cospe, sobre os males da bebida alcólica para os dentes, sobre o filho dela (eu adoro quando ela fala do filho dela, que deve ter a minha idade ou um pouco menos). Essa, sobre a bebida e eu, era muito legal, mas deixa. Enfim, um prêmio para quem entender esse diálogo. Eu mesmo, dentro de dias, não vou entender. Mesmo assim (ou talvez por isso), Doutora Elza é demais!
Por EMANUEL NOVAES às 3:51 PM
Xinga a mãe! () miércoles, noviembre 16, 2005
ACHO QUE DEU, NÉ?
Acho que esse ano já pode acabar pra mim. Sem dúvida. Já não tenho cabeça pra tantas mudanças. Tenho três coisas pra fazer esse ano só em 2005 ainda. Feitas as três, o ano já acabou. Aconteceu que o ano, em São Paulo, só não acabou ainda por conta das notas. Veja bem: eu já estou mais do que satisfeito de conhecer gente nova, lugares novos, aprender a cozinhar... Depois de um certo tempo, isso perde bem a graça. Por exemplo, fui pra Prudente agora e senti que nem devia ter ido. Ora, eu quero ir pra lá de férias, não com feriadinho. Eu já estou com a idéia em mente de começar a trabalhar ano que vem (antes tarde do que nunca) e ciente de que isso eliminará meus feriados prolongados. Então, que venham as férias e os planos de roadtrippin' com o Bruno. Pena que pra isso eu tenha tido aproveitado tão mal a viagem. Mas pra três coisas serviu: ir à dentista, cortar o cabelo e descobrir que não é por esgotamento que eu andava sem assunto no blog. Era a cabeça que andava muito estressada. Essas prioridades secundárias na vida (faculdade, trabalho, mulher, dinheiro) estão minando a cabeça para as prioridades de verdade (esse blog, porra!).
Por EMANUEL NOVAES às 12:42 PM
Xinga a mãe! () lunes, noviembre 14, 2005
O QUE VOCÊS ACHAM?
Estou pensando em mudar (de novo) o meu perfil no Orkut. NÃO CONHEÇO, NÃO ADICIONO! NÃO ME OBRIGUEM A SER GROSSO, MAS ISSO AQUI TÁ VIRANDO FESTA JÁ! Mas eu explico isso mais pra frente. Contiuemos com o meu perfil. O que dizer de mim? Se você chegou até aqui, deve me conhecer, né? Perco o amigo, mas não perco a piada! Qualquer coisa, já sabe: eu sou pureza... Não preciso de um perfil que impressione as pessoas: não sou de ler muito (estudante de jornalismo que não lê, pode?), não ouço Chico Buarque, não assisto filmes do Emir Kusturica, mas realmente sou firme em algumas ideologias. De vez em quando, me pego cantando umas músicas sertanejas bem raiz. Pô, sou do interior! Não me encaixo em perfil nenhum, então! Não sou baladeiro, sou bem sossegado! Sou meio tradicionalista, meio máfia, meio tango. Não sei como as coisas acabam dando certo! Eu vou mudar o mundo em silêncio. Quem quiser me acompanhar, fique à vontade. E, acima de tudo, minha cabeça continua funcionando de uma maneira que não sei explicar... Antes de qualquer coisa: POLÊMICO! Quando resolvo abrir a boca e emitir minhas gloriosas opiniões pessoais (aquelas que eu devia enterrar)... Vem bomba! Aliás, vejo as coisas com uma clareza quase infantil. Sou intransigente, de humor inteligente. Sim, sou exigente. Prepotente até dizer chega. Sim, eu me acho o dono da verdade. Sim, eu me acho o próprio escolhido de Deus. Não, eu não acho graça disso. Não, eu não sei o que as pessoas vêem em mim. Vocês pensam que é fácil ser "smarter than average"? Bonzinho só se fode mesmo. Eu sou legal, não estou dando em cima de você, não! Eu adoro conversar. Achei que todo mundo gostasse, até inventarem o MSN e as pessoas que só respondem com "hehehe" e "eh!". PELO AMOR DE DEUS, FALEM COMIGO! Se me conhecer, sinta-se livre para me adicionar. Se a gente se conhece e eu não lembrar de você, não estranhe: eu scrapo e pergunto mesmo. É complicado conhecer tanta gente, já são 20 primaveras agora. Agora, se não me conhece, não me adicione: não estou aqui para encher o orkut dos outros ou pra botar desconhecidos no meu perfil pra falar "olha! Tenho 800 pessoas no meu orkut!". De vez em quando me acho lindo, de vez em quando sou simpático. Mas isso não te dá o direito de me adicionar sem me conhecer. Nem me deixando scrap me dizendo como eu sou bonito e simpático. Prefira deixar um scrap dizendo de onde agente se conhece (nem que a gente tenha trombado na rua e se desculpado). Eu não fazia idéia de que era grande assim! Mas e aí, o que vocês acham? O que eu devo tirar aí?
Por EMANUEL NOVAES às 12:55 PM
Xinga a mãe! () domingo, noviembre 13, 2005
O MELHOR DISSO
A melhor coisa de vir pra casa é que eu arrumo gente pra trocar figurinha. Só ontem, consegui umas 40 para o meu álbum. Sim. Álbum. Figurinhas de futebol. Sem contar que eu joguei video-game, comi comida de mamãe, vi os amigos, visitei os quase-parentes e bebi muito. Muito mesmo! E dirigi, lógico. Porque disso são feitos os sonhos. E vocês me perguntam se a fase ruim voltou. Não, meu amigos. Foi a fase boa demais que chegou. Pena a efemeridade dela. Mas eu tenho trabalhos pra fazer aqui, e logo eu volto a falar bobagens cá, OK?
Por EMANUEL NOVAES às 3:50 PM
Xinga a mãe! () viernes, noviembre 11, 2005
"AH, VOCÊ FALA ISSO PRA TODOS..."
Todo caipira é meio desconfiado, e comigo não é diferente. Fui eu ontem comprar umas garrafas de Jurupinga pra levar para casa. Trajeto básico: sobe à Avenida Paulista, passa no banco, passa na galeria ali ao lado e vai à loja de bebidas. Chego lá, peço as três garrafas e nem peço pra provar (eu já sei que é bom). Dou uma choradinha pra fazer desconto, ela faz meio a contra-gosto. Passada a parte desinteressante do fato, vamos ao diálogo que realmente me instigou: Ela: Três garrafas, hein? Vai ter balada da faculdade, é? Eu: Nada. Vou visitar meus pais no interior e vou levar. Ela: É, é? Que cidade? Eu: Presidente Prudente. Dou outro lado do estado, perto do Mato Grosso do Sul já. Ela: Opa! Vai visitar minha terrinha? Eu: A senhora é de lá também? Ela: Sou sim. Eu: A senhora morava onde lá? Ela: Ahn... Na... Na Joaquim Nabuco. Eu: Ah, bem no centro né? Ela: Inclusive o pessoal da faculdade lá faz uma pinga. (Ela vai pegar uma garrafa, com o rótulo escrito "Agropinga" - eu acho - com o símbolo da Agronomia da Unoeste). Eu: Nossa, deixa eu ver... Ela: É feita lá no... Bairro do Limão? Limoeiro, isso! Eu: Lá na saída da cidade... Ela: Não. Limoeiro. Eu: Sim, mas o Limoeiro é um dos campi da faculdade, lá na saída da cidade. Ela: Ah, sim. O resto do diálogo aqui não interessa muito, de fato. O que interessa é: 1- Ela realmente acha que precisa me convencer que é de Prudente para eu voltar lá e comprar mais? 2- Qual é! Qualquer cidade no Brasil tem uma Joaquim Nabuco, seja rua, avenida, travessa, alameda... 3- Isso aí, do Limoeiro, ela deve ter visto no rótulo da pinga. 4- Se ela tivesse usado o adjetivo "prudentina" em qualquer ponto da conversa, eu até caía. 5- Ela deu uma desculpa de que tinha saído da PP há mais de 20 anos. Aham, sei. 6- Daquela faculdade só podia sair pinga mesmo. Espero que seja boa. 7- Eu não usei a palavra campi (plural de campus universitário). Mas eu não lembro do diálogo exatamente como ocorreu, certo? 8- O que importa é que hoje eu embarco com três garrafas de Jurupinga pra Presidente Prudente. Yeah, baby!
Por EMANUEL NOVAES às 1:00 PM
Xinga a mãe! () jueves, noviembre 10, 2005
A VOLTA OFICIAL DA INSPIRAÇÃO (AHAM... SEI!)
Eu, Emanuel Novaes Colombari, brasileiro, solteiro, portador do RG de número 35. XXX.XXX-5, de CPF 340.XXX.XXX-08, nascido a dez de outubro de 1985, natural da cidade de Presidente Prudente, estado de São Paulo, filho de XXXX Colombari (pai) e XXXX Novaes Colombari (mãe), estudante de jornalismo na Fundação Cásper Líbero, desempregado, residente à cidade de São Paulo, junto à Rua XXX XXXXXXXXX, número 105, região da Bela Vista, dispensado do serviço militar, me declaro... burocrático. Pegou? Pegou? Pode ser cedo pra falar, mas celebremos: acho que a seca de inspiração, enfim, cessou. OBS: Achei que ia ser muita mamata dar meus dados por aqui. Já pensou se neguinho abre conta no meu nome, descobre o nome dos meus pais e começa a se passar por mim? Pô, ia ficar com toda a fama?
Por EMANUEL NOVAES às 2:48 PM
Xinga a mãe! () miércoles, noviembre 09, 2005
A DIFÍCIL ARTE DE SAIR DE CASA COM DOR DE BARRIGA
Eu precisava ir à Estação Ferroviária da Barra Funda hoje para marcar minha passagem para Pres. Prudente. Acontece que eu comi alguma coisa ontem e, desde então, minha barriga se contorce e faz barulhos horrorosos, como se eu estivesse com um Alien na barriga. Só que eu quero viajar na sexta e pronto! E se eu não fosse hoje marcar a passagem, dificilmente eu conseguiria marcar amanhã. Tentei marcar por telefone, mas o Murphy (o da Lei) estava no telefone lá na agência. Então, não tinha outro jeito. Coragem, menino. E vamos! Vamos. Antes de sair, um providencial pit stop no banheiro e conferir tudo: bilhete do metrô, dinheiro, passagem de ônibus para marcar, celular... Tudo em ordem. Vamos então! Subi até o metrô e fui. Até a estaação Sé, estava tudo normal. Até que eu cheguei lá e a barriga começou a dar cambalhotas de novo e eu entrei em alerta amarelo (não pensem bobagem, é só uma analogia). Fui pegar o primeiro metrô ali e... Não consegui! Sai da porta do trem, Murphy! Aí veio o segundo, minutos depois, e eu embarquei rumo à Barra Funda. Umas cinco estações só, mas que pareciam muito, mas muuuuito longe. Aí, chegando à terceira estação das cinco, a Santa Cecília, eu pensei: "agüentei até aqui. Não vai ser na próxima (Marechal Deodoro) que eu vou surtar, né?". Ô, bobagem! Não se brinca com a sorte. No caminho para a penúltima estação, o intestino começou a pedir atenção. Eu pensei no pior e desci na penúltima estação! Fui procurar um banheiro e, vejam só, só tem banheiro do lado de fora das catracas. Ou seja: eu teria que sair do metrô, ir ao banheiro e pagar outro bilhete para andar uma estação. Não há justiça nesse mundo e eu voltei para a plataforma. Peguei o metrô e andei uma mísera estação até a Barra Funda. Que alívio, meu Deus! Vou ao banheiro! Corri na direção indicada pela placa e encontrei o banheiro. Para minha sorte, Murphy estava na porta, cobrando R$1 para entrar e usar. Eu pensava: "meu Deus, como tem gente disposta a explorar a desgraça alheia!". Lógico que eu pensava nisso sentado no sanitário e desfalcado de um real. Bom. Feito o segundo pit stop, fui ao atendimento da empresa marcar minha passagem. Isso é irrelevante aqui, mesmo eu tendo sido abordado por um desses caras que pedem ajuda para retirar a passagem (de vez em quando, é pra retirar o dinheiro do bilhete premiado). Missão cumprida, fui à farmácia Droga Reims, de nome muito charmoso, e comprei um remedinho para a ocasião. Aí, pensei (como eu penso): "se eu voltar de metrô, vai ser a mesma desgraça da vinda. Vou gastar um poquinho ("pouquinho?") mais e ir de táxi. Vou de táxi. Cê sabe, tava morrendo de saudade... de andar de táxi. Não, não estava. Mas pelo menos evitei o pior, cheguei em casa com a passagem marcada e tomei o remedinho carinhosamente adquirido na Droga Reims. Agora é só fazer os trabalhos de hoje da facul e rezar para a barriga melhorar até a noite, porque sexta, às 23:45, eu estou num ônibus com destino ao outro lado do estado. Saldo final: R$17,00 de táxi (em oposição as R$2,10 que eu gastaria de metrô), mais R$2,80 que eu gastei no remedinho. Ratomanocu, viu...
Por EMANUEL NOVAES às 4:10 PM
Xinga a mãe! () martes, noviembre 08, 2005
PARA 2006
Não está na hora ainda de fazer retrospectiva de 2005. Mas já dá pra fazer alguns planos para 2006. Por exemplo: ano que vem é ano de estudar mais, aproveitar as férias, conhecer uma pessoa especial, trabalhar, tirar boas notas e arrumar um lugar pra morar. Sorte que é tudo para o ano que vem...
Por EMANUEL NOVAES às 5:09 PM
Xinga a mãe! () lunes, noviembre 07, 2005
PENSAMENTOS DESCONEXOS
Agora eu já tenho uma desculpa boa o suficiente para a falta de bons posts, que deve durar mais de um mês já! Sabem como é, né? Os trabalhos e provas da faculdade resolveram começar a tomar meu tempo no final do ano. Antes, eu conseguia combinar as duas coisas. Mas agora... Mesmo assim, ainda me restam algumas boas palavras. Por exemplo: acho que vou tirar uns dias para ler os arquivos do blog e ver se me inspiro. Já tive dias primorosos aqui. Eu era um pequeno dínamo de textos escrachados. Tanto que eu ainda sonho em publicar meu livro. Vou esperar a publicação cá de 100 bons textos (devem faltar... 100), reunir numa coletânea e batizar de Barata Tonta - Os 100 textos menos ruins de La Cucaracha. Dá uma moral de famoso para o beu blog. Que tal? Logo eu estarei indo de novo pra Prudente e poderei trocar minahs figurinhas repetidas do Brasileirão na banca em frente ao Tênis, no sábado. Acho que vou acabar matando aula mesmo. Eu não presto. Agora, para a terra prometida das férias, me faltam 9 trabalhos (completei um agora há pouco), um 9,5 (Teoria da comunicação), um 7,0 (Português), um 6,0 (Computação Gráfica), um 5,5 (Sociologia), um 5,0 (Filosofia), três 4,0 (Jornalismo Básico, Antropologia e Fotojornalismo), um 2,5 (História da Comunicação), um 2,0 (História Contemporânea) e 23 dias e, se eu não conseguir essas notas, mais uns 15 dias. O que deve ocorrer. É hora de sentar a bunda na cadeira e ralar. Enfim, pensamentos desconexos que me serviram de desculpa pra escrever, pra não fechar o blog e que me parecem desculpas confortáveis para as ausências espirituais aqui.
Por EMANUEL NOVAES às 3:48 PM
Xinga a mãe! () domingo, noviembre 06, 2005
VEJA SE PODE!
Minha mãe leu aqui que eu estava pensando em fechar o blog. Sabem o que ela disse? --O quê? Algo do tipo "Que bom que você decidiu fechar o blog". Pô, mãe... Até você?
Por EMANUEL NOVAES às 8:33 PM
Xinga a mãe! () sábado, noviembre 05, 2005
O FILME DA MINHA VIDA
Quem me conhece um pouco sabe que eu sofro de Síndrome de Estrelinha. Eu me sinto o centro das atenções e, de vez em quando, me incomoda não o ser. Afinal, como se sabe, eu sou a pessoa mais legal do mundo, certo? Certo. Afinal, esse é o roteiro que eu decidi para a minha vida. Como se ela fosse um filme. Eu, como estrela, óbvio (nada mais justo; a vida é minha!). Os coadjuvantes são vocês, em maior ou menor escala. Todos com os quais eu convivo, e que têm a obrigação de me ajudarem a brilhar. Mas o que me incomoda mesmo são os figurantes. Tipo gente que quer aparecer no filme, esticando o pescoço para aparecer na imagem e que depois é cortado. É o tipo de gente que anda devagar na minha frente na calçada, por exemplo. Ou gente que pega o elevador comigo e que fica apertando o botão que fecha a porta logo. Isso é coisa que me irrita. Típico de figurante que quer ser coadjuvante ou estrela. A diferença é que eu sou uma estrela simpática (não sou). Esse povo é o tipo de estrela que fecha a porta na cara de fã. Não percam. Quando o filme da minha vida passar nos cinemas, vai ser um sucesso absoluto.
Por EMANUEL NOVAES às 3:18 PM
Xinga a mãe! () viernes, noviembre 04, 2005
RONALDO RESPONDE
Inagurando a sessão, sem enrolar muito, vamos às perguntas: De Tina: Ronaldo veio de RO... E o que ele está achando de SP? Bju! Ronaldo: Isso ai.. vim de Rondônia... bem.. como eu sempre pensei que o que faz o lugar ser legal são as pessoas, e não o que tem no lugar (apesar de ter muita coisa bacana em sp), agora que estou começando a achar sp um lugar bacana, pois estou fazendo umas boas amizades por aqui agora, incluindo o dono deste blog. Comentário pessoal: Esse povo acha que tem que me agradar para aparecer aqui... De Alexandre Carvalho: Mestre, me responda, por favor. Onde é que vão parar as panelas da casa da Rua dos Franceses, aqui em São Paulo, que, por sinal, é a mesma onde você e o filósofo Emanuel também habitam? Ronaldo: Sinto informar-lhe que meus limitados poderes espirituais são insuficientes pra responder tal questão, essa questão é algo que está, ao menos aparentemente, fora de meus limites. Aconselho que ligue para o Walter Mercado e, ao menos sobre esta questão, tenho certeza de que ele lhe dará uma resposta satisfatória. Portanto, não espere, ligue já! Comentário pessoal: Sabe das coisas esse menino... Mas nem ele tem todas as respostas (mas chega perto). De Antônio: O que você acha de dividir o quarto com Wolverine, um cara por si só modesto? Ronaldo: Nunca tive problemas em dividir quarto com pessoas anti-humildade porque, afinal, eu sei o que é verdade ou não e, parecendo ou não que eu acredito em algo, eu não acredito haha!! Fora a humildade excessiva do nosso humilde (de novo) colega, ele é muito gente boa, e faz uma macarronada excelente, é o que tenho à declarar. Comentário pessoal: Não é o que os gritos desesperados no banheiro e o rosto suado ao sair dizem. Agora, deixem o mestre descansar... Mas continuem mandando perguntas profundas para Mestre Ronaldo. Quando eu conversar de novo com ele, no alto da montanha mais alta, dentro da caverna mais escura, voltarei com as respostas. Sabe-se lá quando...
Por EMANUEL NOVAES às 6:02 PM
Xinga a mãe! () jueves, noviembre 03, 2005
SIWF
Vocês conhecem um "fenômeno" chamado MIWF? Chamei de fenômeno, pois não saberia como chamá-lo. MIWF é, basicamente uma lista feita por homens, jovens, sobre mães de amigos e/ou conhecidos. O nome vem de uma sigla em inglês, a qual eu prefiro não revelá-la por ser constrangedor para alguém com tanto pudor como eu. A lista, no caso, é d'as mães mais bonitas dos amigos (eufemisticamente falando). Acho que depois dessa explicação, já deu pra entender qual é a de MIWF. Se não deu ainda, tenho certeza que o Google resolve essa pra vocês. Pois bem. Eu não tem uma lista de MIWFs. Pois os meus problemas não são as mães dos meus amigos, as quais eu respeito bastante. O que me apetece, vejam vocês, são as irmãs dos meus chegados. Olha o tamanho da ausência de caráter... Sim. Irmãs. Sisters. Esse negócio de irmã de amigo já me trouxe problemas e eu continuo olhando com os maiores olhos do mundo a irmã de alguns deles. Eu ia fazer uma conta rápida, mas eu descobri que não consigo fazer uma conta rápida para isso! Tenha dó! A diferença é que eu só me complico nas contas de irmãs (e talvez primas, amigas, vizinhas e colegas). As pessoas se enrolam por causa de mães. Francamente... Seus sujos! Pelos menos eu só quero as irmãs dos meus amigos!
Por EMANUEL NOVAES às 12:49 PM
Xinga a mãe! () miércoles, noviembre 02, 2005
ENTUPIMENTO
Acho que esse blog vai acabar. Será que eu esgotei? Acabou a criatividade? Isso é síndrome de Marcurelho. Eu não posto decentemente há tempos. Quem não posta, não ganha comentaristas (e todos gostam de comentaristas). Os poucos que eu tenho ainda, eu não tenho feito muita questão de responder. Acho que acabou o encantamento com o blog. Enquanto isso, enquanto eu não coloco letras de música, tentem sobreviver lendo só o blog no qual eu tenho trabalhado muito (nossa, muito mesmo!) e dedicado um tempo de vez em nunca, o Banco de Reservas, OK?
Por EMANUEL NOVAES às 11:20 AM
Xinga a mãe! () martes, noviembre 01, 2005
COMPLICAÇÕES DA VIDA
Como eu ando filosófico, vocês não vão entender esse. A existência humana é sublime. Como quando você está no meio de uma roda de amigos, todos prestam atenção ao que você fala e de repente você pensa, de maneira rasa, mas sincera: "quem são essas pessoas"? É sério. De onde elas vêm? Elas têm uma vida alheia à sua existência. Vão pra casa, comem, dorme, tomam banho (nus!) e, simplesmente existiam antes de vocês se conhecerem. Normal que essa existência perca a relevância depois que se perde o contato, por isso é importante ter essa "luz" antes que o pior (ou menos interessante aconteça). Ou como você se dá conta de... você. Olhe para seus braços e pernas. Isso é seu? Mas você se acotumou à ver seu corpo sem pêlos, sem músculos, sem curvas. Não? Ora, a vida inteira então eu olhei para um corpo que não era meu? De quem eram os braços e pernas da minha infância? E de quem são esses braços e pernas com tantos pêlos que eu uso hoje? Já se olhou no espelho hoje? Sem piada, por favor. Reparou que é sempre a mesma cara que você vê? Você pensou algo do tipo "Nãão... Jura?", acertei? Mas é. Você se ver no espelho é ver a sua terceira pessoa, que é quem você mais encontra. É como se fosse alguém que está sempre perto, mas não é seu amigo. Sabe tudo de você e é sempre conivente com o que você faz. Afinal, oras, é você mesmo ali! Mas, de vez em quando, não parece. Faça assim: pare de frente para o espelho e fique se olhando. Olhando seu rosto. Suas feições. Nada de caretas ou ver se há halgo entre os dentes. Oberseve você se observando. Você vai entender. Por fim, meu breve resumo sobre a existência humana: como seria a sua vida sem você? Não seria, óbvio. Mas só você pode fazer as observações que você quer. Agora imagine-se como um ser onipresente (não vale ser Deus) e observe o seu convívio. Agora, tente imaginá-lo sem você. Complicado? Eu admito que minha exitência sem mim seria um inferno. Não posso mais viver sem mim. Eu sou a pessoa mais importante da minha vida. Eu não suportaria não existir... Mas, eu sei, vocês acham que isso é piada. Eu disse que vocês não iam entender.
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